Polícia Federal deflagra operação que investiga conflito indígena e tentativa de homicídio

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Operação kavãn investiga crimes relacionados a conflitos ocorridos no final do ano passado

A Polícia Federal deflagra na manhã desta quarta-feira, 13 / 06, Uma Operação kavãn. A ação investiga crimes ligados a conflitos ocorridos no final do ano passado, na aldeia indígena Ventarra, em Erebango. Entre os crimes destaca-se a tentativa de homicídio de um indígena, vítima de disparo de arma de fogo.

Cerca de 40 policiais federais cumprem sete mandados de busca e apreensão na aldeia, localizada na zona urbana da cidade e na Terra Indígena Guarita, em Tenente Portela. A ação conta com o apoio da Brigada Militar, do Corpo de Bombeiros e da SUSEPE. Mais de 97 agentes públicos estão envolvidos na operação. A deflagração ainda conta com apoio operacional da CAOP, setor de aviação da Polícia Federal.

Entre os dias 06 e 13 de dezembro do ano passado ocorreram sucessivos conflitos entre grupos antagônicos da Terra Indígena, motivados por divergências na gestão de recursos pelo então cacique. Com o deflagrar da violência, realizada com uso de armas de fogo, o grupo ligado ao cacique foi expulso da aldeia, enquanto o outro grupo controla a reserva. Além de depredações patrimoniais e lesões leves, o conflito resultou no ferimento de um indígena por arma de fogo, atingido na perna.

Durante a investigação a Polícia Federal encontrou indícios de que os dois grupos indígenas rivais, reforçados por pessoas de outras áreas indígenas, utilizaram armas de fogo na disputa do comando da Aldeia, colocando em risco a vida de outros indígenas vulneráveis , como crianças e idosos. Levantamento realizado pela Polícia Federal na ocasião verificou um grande número de cartuchos de calibre de espingarda 12 e marcas de tiros em algumas casas , que evidenciam o grau elevado de violência e periculosidade das ações.

O inquérito da Polícia Federal apura tentativa de homicídio, associação criminosa, porte ilegal de arma de fogo, corrige e lesões corporais.
As buscas por armas e elementos de prova realizada com a deflagração da Operação KAVN têm por objetivo fazer cessar a violência na região e a retomada da normalidade na aldeia, além da coleta de informações e provas que auxiliem na identificação dos autores e partícipes dos crimes.

A palavra “Kavãn”, na língua Kaingang, traduz-se como “libertar” e, no contexto da operação, significa libertar o povo Kaingang da Terra Indígena Ventarra da opressão realizada por grupos que buscam o poder, valendo -se de violência e do emprego de armas de fogo.
Imagens podem ser utilizadas através do Whatsapp (40 99171 99171 35 – 2298.

Comunicação Social da Polícia Federal em Passo Fundo