Mutirão de coleta de DNA reatende esperança de famílias que estão à procura de pessoas desaparecidas

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A ação ocorreu nesta quarta-feira, em Caxias do Sul. Conforme registros da Polícia Civil, município teve 45 pessoas desaparecidas somente neste ano.

A partir de uma iniciativa do Ministério da Justiça, com a participação do Instituto-Geral de Perícias e da Polícia Civil, ocorre em todo o País um mutirão para coleta de DNA de familiares de pessoas desaparecidas. Em Caxias do Sul, uma ação para coletar o material genético realizado nesta quarta-feira (16), no Palácio da Polícia Civil, no Centro da cidade.

Conforme o perito criminal, Airton Kraemer, o objetivo da ação é integrar as informações do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG): “Pra que a gente pode fazer o processamento no nosso banco de dados, que está interligado com o Ministério da Justiça, se for possível localizar esse familiar em algum dos estados da Federação. Então, a gente coleta o sangue desse familiar de primeiro grau, extrai o código genético dele e se lança no nosso banco de dados, confrontando com os nossos dados já armazenados de pessoas que entraram em óbito, tanto em Caxias, no estado ou fora do estado também ”.

Ele também explicou à reportagem que um dos principais objetivos é identificar pessoas desaparecidas que morreram e foram enterradas sem nenhum tipo de documentos, a fim de dar uma resposta para as famílias que ainda estão à procura dos seus entes.

Para Arilene Terezinha Rodrigues, que foi a primeira pessoa a comparecer ao mutirão, em Caxias do Sul, a ação reacende a esperança de encontrar o irmão desaparecido há quatro anos. “Eu achei muito importante, principalmente, pra nossa família, que eu tenho um irmão que vai fazer quatro anos que está desaparecido. Então pra nós é motivo de esperança, porque só quem passa sabe a dor que a gente sente. Então, a gente nunca perde a esperança de encontrar ele ”, disse.

Quem não pôde comparecer ao mutirão de coleta de material genético que ocorreu nesta quarta-feira, em Caxias do Sul pode buscar o posto médico legal para fornecer o material genético.

Conforme dados disponíveis no site da Polícia Civil, até esta quarta-feira (16), Caxias do Sul registrou 45 casos de desaparecimento neste ano.

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