Mais de 450 toneladas de sementes piratas de soja são apreendidas

A Operação Bijuteria, deflagrada nesta quinta-feira (6/8) pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Polícia Civil, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão, encontrando mais de 450 toneladas de sementes de soja com suspeita de pirataria. A ação, realizada nos municípios de Santa Bárbara do Sul, Carazinho e Almirante Tamandaré do Sul, é a maior já executada no Rio Grande Sul relacionada ao comércio de sementes piratas de soja.

Considerando o preço base, as sementes apreendidas representam mais de R$ 1,5 milhão. Algumas estavam ofertadas como sementes originais, de custo ainda maior.

Durante a operação, fiscais da secretaria constataram outras irregularidades no uso e armazenamento de agrotóxicos em propriedades rurais, além de crimes ambientais de queima e outras destinações incorretas de embalagens vazias dos produtos. As equipes ainda identificaram que algumas das propriedades investigadas utilizavam agrotóxicos proibidos no Brasil.

Amostras das sementes apreendidas foram encaminhadas para análise, e os investigados, autuados pela secretaria. No âmbito criminal, os suspeitos são investigados por organização criminosa e estelionato. Os indícios de contrabando identificados serão encaminhados à Polícia Federal.

Perigos da semente pirata

As investigações começaram em junho, após policiais da Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato (Decrab) de Bagé e fiscais federais e estaduais agropecuários receberem denúncia de que indivíduos dos municípios de Santa Bárbara do Sul e Almirante Tamandaré do Sul estariam vendendo, em larga escala, sementes piratas de soja (produtos de baixa qualidade e custo menor) como se fossem certificadas.

As sementes de soja certificadas apresentam, em razão de sua qualidade, valor de mercado mais elevado e têm nomes (variedades) reconhecidos, tanto pelos órgãos de fiscalização como pelos produtores de soja.

A investigação aponta que os suspeitos burlavam o caminho legal para a produção e venda de sementes certificadas, entregando aos agricultores produtos de baixa qualidade e que, consequentemente, representam elevados prejuízos para as vítimas.

 

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