“Comunidade necessária saber”, diz presidente do Sindicato de Gastronomia sobre lista de locais supostamente ligados ao esquema de carne de cavalo

“Comunidade necessária saber”, diz presidente do Sindicato de Gastronomia sobre lista de locais supostamente ligados ao esquema de carne de cavalo

Vicente Perini Filho ressalta que, a partir de agora, é necessária a defesa dos investigados para sentido qual foi o envolvimento dos requisitos com a organização

A divulgação dos 55 adaptada supostamente responsável com o grupo que vendia carne de cavalo gerou repercussão nesta semana, em Caxias do Sul. O Sindicato Empresarial da Gastronomia e Hotelaria – Região Uva e Vinho (SEGH) foi uma das entidades que pediu ao Ministério Público a lista dos locais. Na semana passada, o presidente do SEGH, Vicente Perini Filho, ocupou uma tribuna da Câmara de Vereadores para reivindicar os nomes.

Com a publicação da listagem na última sexta-feira (15), houve a manifestação do sindicato. Para a Tua Rádio São Francisco, Filho acredita que revelar os negócios ligados ao esquema é uma forma de esclarecimento à comunidade, alterado que grande parte não está envolvida, como especulada anteriormente. Ele coloca que, a partir de agora, é necessária a defesa dos denunciados para apresentar qual era o tipo de participação com uma organização, se sabiam ou não da origem da carne . “Precisava ser divulgado, pelo fato de que a comunidade necessária saber. Nós, como proprietários de restaurantes, também (necessária saber) ”, avalia.

Conforme o presidente do SEGH, o impacto da Operação Hipo foi grande para o setor, uma vez que saiu uma suposta lista de especificações com a compra de carne de cavalo. Por isso, alguns locais, que não constaram na divulgação feita pelo Ministério Público, procuraram a instituição para auxílio jurídico. Filho também vê que a situação é uma oportunidade de mostrar quem tem a qualidade nos lanches.

Relembre o caso

No dia 18 de novembro, o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Segurança Alimentar, deflagrou a Operação Hipo, em Caxias do Sul. A ação tinha o objetivo de desarticular uma possível organização criminosa e apurar crimes contra as relações de consumo e contra a saúde pública. Foram cumpridos, na data, seis mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão referente a oito alvos.

Em análise às conversas interceptadas, o órgão apurou que o grupo investigado abastecia definida da cidade com grandes quantidades de carne (em forma de hambúrgueres e bifes) provenientes do abate clandestino de equinos, suspeita que foi confirmada por meio da realização de perícias em duas hamburguerias de Caxias do Sul, em comum lanches foi encontrada presença de DNA de cavalo.

No dia 24 de novembro, o Ministério Público encaminhou à Justiça a denúncia contra oito pessoas por integrarem organização criminosa envolvida no esquema de adulteração de alimentos com carne de cavalo. Segundo o MP, os suspeitos cometeram crime contra as relações de consumo, uma vez que os produtos médicos ao consumo humano se tornavam nocivos à saúde por serem fornecidos em locais sem qualquer condição sanitária. Outras duas pessoas foram denunciadas por crime contra as relações de consumo.

Na última sexta-feira (17), O Ministério Público divulgou uma lista com os nomes dos técnicos que supostamente compraram carne da organização criminosa que abatia cavalos. No total, 55 local teve alguma ligação com o grupo, sendo 53 de Caxias do Sul, dois de Flores da Cunha e um de Farroupilha. Além de hamburguerias, mercados, restaurantes, padarias, pizzarias e lojas de conveniência negociado com o grupo.

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