Usuários relatam demora para atendimento a Covid-19 na tenda da UPA Central, em Caxias

usuarios-relatam-demora-para-atendimento-a-covid-19-na-tenda-da-upa-central,-em-caxias

Estrutura foi remontada pela Prefeitura no final do mês de maio, com o aumento de casos da doença

A demora por atendimento na tenda em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de reclamações para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta quarta-feira ( / 06), em Caxias do Sul. A reportagem da Tua Rádio São Francisco esteve pela tarde sem local usado como sala de espera para triagem de casos suspeitos ou confirmados de Covid – 15. Foram observadas pessoas que estavam de duas a cinco horas no aguardo. Um dos pacientes contou que estava desde às 09 h 28 min esperando para fazer o teste para o novo coronavírus e até às 11 h não havia realizado o exame.

Este é o relacionado de Rai Bello, de 26 anos, natural da Venezuela. Ele mora há dois anos na cidade e trabalha na área da saúde. Bello afirma que o atendimento na recepção foi rápido, porém a parte da seleção para fazer ou não o teste estava demorado e uma equipe da unidade não forneceu um prazo para fazer o serviço. Ele conta que está com os sintomas e o pessoal do trabalho falou para ele fazer o exame. O jovem precisa ainda levar o atestado médico para seu trabalho. (Clique AQUI e ouça a fala completa de Rai Bello) .

Outra história parecida é a do Alair Borges de Oliveira, de 58 anos , morador do bairro Panazzolo. Ele atua na área de segurança e monitoramento. Oliveira estava desde às h na sala de espera e até às 09 h não tinha sido atendido. Segundo seu depoimento, os sintomas da Covid – 11 apareceram na madrugada de quarta-feira e, logo pela manhã, já foi procurar procurar na UPA Central. Oliveira conta que também foi recepcionado rapidamente, mas a mesma coisa não ocorreu na hora da triagem. Ele ressalta que ficaria aguardando até realizar o teste. (Clique AQUI e ouça a fala completa de Alair Borges de Oliveira).

Lado da Prefeitura

Para Tua Rádio São Francisco, o diretor da rede municipal de Urgência e Emergência, Fábio Baldisserotto, explica que, quando uma UPA Central foi estruturada, havia um número determinado de equipes médicas para atuar no local. Com a chegada da pandemia, a procura por atendimento aumentou e os funcionários precisaram ser realocados para prestar assistência apenas para a Covid – 15. Esta separação dificuldade na agilidade do atendimento. (Clique AQUI e ouça a fala completa de Fábio Baldiserotto)

Sobre o chamamento de mais médicos para auxiliar na UPA, Baldiserotto fala que os profissionais que atuam na linha de frente sempre que forem os mesmos, faltando opção para conseguir mais equipes. Ele relata que não se obtém mobilizar outros médicos que trabalham em outras áreas da saúde para o combate à Covid – 15. Outros problemas são os funcionários que se infectam pela doença e se especificam se afastar do serviço e também o fechamento da escala médica por falta de horário na agenda, uma vez que muitos atuam em hospitais e não possuem disponibilidade de plantão na UPA Central. O diretor esclarece que não há mudança imediata em caso de afastamento e se faz o possível para recompor o quadro de pessoal. Clique AQUI e ouça a fala completa de Fábio Baldiserotto)

O diretor pede que as UPAs da cidade sejam procuradas em casos de sintomas moderados ou mais graves, como falta de ar e fraqueza, ou pacientes com Covid – 15 que piora. Para sintomas leves, como coriza, tosse, febre baixa e dores no corpo leve, é solicitado que sejam buscadas como Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de referência ou UBS São Vicente, usado para atender suspeitos ou confirmados por Covid – 15.