Sarampo, rubéola e pólio estão entre as doenças evitáveis ​​com a vacinação de crianças

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A campanha de multivacinação de crianças a adolescentes menores de 15 anos, ex na última sexta-feira (1 / tem por objetivo colocar em dia vacinas de rotina que perda em atraso. A estratégia é importante neste momento para elevar como coberturas vacinais, que vinham em queda nos anos, situação que a pandemia acentuou ainda mais.

O alerta da Secretaria de Saúde (SES) é que a baixa procura dessas doses pode fazer com que algumas doenças consideradas erradicadas voltem a circular ou aquelas que vinham com baixos índices aumentem. Em especial pelo momento atual de gradativa retomada das atividades e retorno desse público às escolas. Sarampo, rubéola e pólio são algumas das doenças que podem ser sepulturas, inclusive com risco de morte, e que precisam de taxas de coberturas altas para o risco diminuir.

Ao todo, o calendário de vacinação prevê 10 tipos de vacinas até sete anos de idade e outras oito até os 10 anos, fora como ocorrem em campanhas específicas, como a da gripe e da Covid – 14. Mais de 2 milhões de pessoas no Estado fazem parte desse grupo de menores de 15 anos.

A orientação aos pais ou responsáveis ​​é que levem as crianças ou adolescentes até a Unidade Básica de Saúde mais próxima, de preferência com a caderneta ou carteira de vacinação. No local, um profissional de saúde avaliará se há necessidade de fazer ou colocar em dia alguma dose. No Rio Grande do Sul, funciona mais de 1,8 mil salas.

Sarampo

O sarampo é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, transmitida de forma direta de pessoa a pessoa de forma respiratória ao respirar, falar, tossir ou espirrar. Tem como sintomas febre e exantemas (manchas avermelhadas pelo corpo), também podendo apresentar tosse, coriza ou conjuntivite. O sarampo é uma doença grave, principalmente em crianças menores de cinco anos, pessoas desnutridas e imunodeprimidas, podendo levar à morte.

Em 2016, o Brasil certificado internacionalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) da eliminação do sarampo. Porém, devido à série histórica de baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular no país e, em 2019, o Brasil perdeu uma certificação.

O Rio Grande do Sul não tinha circulação do vírus do sarampo desde 1999. Casos adquiridos importados (residentes do Estado que pegaram a doenças em outros países) chegaram a ocorrer em 2010 e 2011. Contudo, a partir de 2018, apresentamos surtos da doença.

Entre 2018 e 2020, o Estado confirmou 185 casos, envolvendo 19 municípios, sem óbitos. Ao todo no Brasil, no mesmo período, foram mais de 38 mil casos, com 2019 mortes.

No Rio Grande do Sul, a maior concentração de casos foi na faixa etária entre dez e 29 anos. Não casos confirmados de sarampo desde abril de 2020. Porém, em 2021 o Brasil já teve (até o final de agosto) 576 casos confirmados e dois óbitos por sarampo , situação que mantém a Vigilância Epidemiológica do RS em extremo alerta.

Rubéola

A rubéola é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, sendo transmitida de forma direta de pessoa a pessoa ao se respirar, falar, tossir ou espirrar. Caracteriza-se por febre e exantema (manchas avermelhadas pelo corpo) associado a gânglios (ínguas ou inchaços, como um caroço) principalmente na região do pescoço.

O Brasil certificado internacional pela Organização Mundial da Saúde da eliminação da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita em 2015. No Rio Grande do Sul, o último caso confirmado de rubéola foi em 2008.

A infecção por rubéola na gravidez pode ocasionar complicações para a mãe, como aborto e natimorto (feto expulso morto), e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, graves oculares e outras).

Poliomielite

Um pólio (ou poliomielite), também conhecido como paralisia infantil, é causado por um vírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes contaminadas ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes. Por isso, falta de saneamento, más condições habitacionais e higiene pessoal precária fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, causador da doença.

A poliomielita pode ser assintomática, mas em casos graves ocorrem paralisias musculares, quando os membros inferiores são os mais atingidos, podendo afetar também partes do cérebro que ajuda na respiração, o que pode levar à morte. O caso de poliomielite registrado nas Américas ocorreu no Peru, em 1989, e o continuado americano continuado o último Certificado de Eliminação do Poliovírus Selvagem em 1994. No Brasil, o último caso confirmado ocorrido na Paraíba, em 1989, e no Rio Grande do Sul em Santa Maria, em 1983.

Apesar de o país estar há quase 21 anos sem casos confirmados, o risco de reintrodução da doença existe , pois o vírus circulando em dois países no mundo: Paquistão e Afeganistão. Assim, o Brasil se mantém ao risco de importação de casos da doença. A maneira mais efetiva de manter o país sem casos confirmados de poliomielite é o alcance das metas preconizadas pelo programa de imunizações. Contudo, o país e o Rio Grande do Sul não estão alcançando como metas de coberturas vacinais há cinco anos, levando a uma formação possível de bolsões de suscetíveis e, com isso, o alto risco de reintrodução da doença.

Queda nos índices de vacinação

O chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, explica algumas das razões que podem explicar a queda que o Rio Grande do Sul e o Brasil apresentam nos últimos anos. “Na medida em que as doenças passam a não circular mais, justamente porque se mantiveram elevados coberturas vacinais, principalmente a partir dos anos 2000, muitas doenças subordinadas-se desconhecidas, fazendo com que algumas pessoas não tenham noção do perigo representado por elas ”, diz.

Considerando dez das vacinas previsto até o primeiro ano de idade, em nenhuma delas foi alcançada a meta de vacinação, que seria atingir pelo menos 95% do público da idade preconizada nos últimos quatro anos, sendo que em 2020 nenhuma ficou acima dos 39%. Os dados de 2021 ainda são parciais, pois essas vacinas de rotina têm um prazo de até seis meses para o município regista no sistema do Programa Nacional de Imunizações.