RS aciona último nível de plano emergencial e locais devem usar todos os espaços para atender casos de Covid

Anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, 25 / 02

Diante de uma ocupação superior a 90% dos leitos de UTI no Rio Grande do Sul e de números negativos que aumentam a cada novo dia , a Secretaria da Saúde acionou nesta quinta-feira, 25 / 02, o último nível da fase 4 do Plano de Contingência Hospitalar, montado no início da pandemia. “Esta é a maior taxa de ocupação até agora, uma situação de gravidade, e será necessária a utilização de espaços disponíveis em cada instituição da rede hospitalar do Estado”, explica o diretor do Departamento de Regulação Estadual, Eduardo Elsade.

Além da suspensão imediata das cirurgias eletivas (com exceção das cirurgias de urgência ou que representam risco para o paciente), devem ser instalados leitos emergenciais em salas de recuperação e em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) intermediárias. Junto à ocupação dessas áreas a serem disponibilizadas, deve também ser acionadas como equipes técnicas profissionais, especialmente as equipes médicas e de enfermagem.

“A partir de agora, os hospitais gaúchos, entre públicos e privados, têm o compromisso de disponibilizar toda a sua estrutura para atendimento de casos de Covid – 19, porque estamos na fase mais crítica, que precisa de atitudes mais drásticas ”, explicou a secretária da Saúde, Arita Bergmann. Conforme indicava o mapa de leitos no início da tarde desta quinta-feira, 25 / 02, 2. 698 leitos de UTI estavam ocupados no RS, incluindo leitos com atendimento pelo Sistema Único de Saúde – SUS e os privados, a maior taxa de ocupação da pandemia. A lista de espera por leitos em UTI também cresce. No dia 13 de fevereiro, dois pacientes em estado gravíssimo aguardavam transferência para um leito de UTI. Nesta quinta, o número de pacientes com risco de morte esperando atendimento de UTI é de 30. Outro dado preocupante é cerca de 60% dos pacientes que internam em UTIs morrem.

“Mais de 12 mil gaúchos já perderam a vida para a Covid – 19, Número maior do que a população de 351 municípios gaúchos. Diante desse cenário catastrófico, a necessidade seria seria abrir 60 novos leitos de UTI por dia, mas isso jamais será possível ”, afirma a secretária Arita. O Plano de Contingência Hospitalar foi elaborado no início da pandemia e já contou novas versões que acompanham a evolução da pandemia. O plano é estruturado em quatro fases e cada uma das etapas sinaliza como ações e forma como um SES deve organizar os serviços hospitalares e a movimentação da rede para acesso dos pacientes aos serviços.