O estado retoma cogestão e obtém mais autonomia sobre as direções

No caso das regiões com a cor preta, como prefeituras podem apresentar restrições da bandeira vermelha

Pela quarta semana consecutiva, todo o Rio Grande do Sul permanecerá em bandeira preta no modelo de distanciamento controlado. Contudo, o governador Eduardo Leite, que se reuniu com prefeitos durante a tarde desta sexta-feira (12), confirme a volta da cogestão a partir de segunda-feira (22).

Na prática, a cogestão permite que municípios adotem protocolos mais flexíveis do que a bandeira em vigor. No caso das regiões com a cor preta, que indica riscos sanitários mais elevados, prefeituras podem apresentar por restrições da vermelha.

Essas normas mais flexíveis permitem a reabertura de comércio e serviços considerados não essenciais. No entanto, o Leite indica que o governo buscou endurecer normas antes da bandeira vermelha.

Segundo o governo, o Estado permanecerá com restrição de horários a atividades favoráveis, entre 20 he 5h, durante uma semana. Aos finais de semana e feriados, fica especificado a restrição à consideração considerada não essencial durante todo o dia de forma presencial. As exceções são os serviços essenciais, como farmácias, supermercados e comércio de materiais de construção. As regras devem valer pelo menos até 4 de abril, data em que será celebrada a Páscoa.

Na apresentação em que detalhou a volta da cogestão, Leite mencionou que é “evidente” que o Rio Grande do Sul passa pelo pior momento da pandemia. Apesar disso, o governador afirmou que há um “limite de fôlego” para as restrições, devido aos impactos da crise econômica.

Bandeira Preta

Divulgado nesta sexta-feira (19 / 3), o mapa da 46 ª rodada do Distanciamento Controlado classifica todas as 20 regiões Covid em risco máximo, com altíssima taxa de ocupação hospitalar e velocidade de propagação do coronavírus. Portanto, pela quarta semana consecutiva, todo o Rio Grande do Sul ficará em bandeira preta.

Novamente, este já é o mapa definitivo, sem possibilidade de envio de pedidos de reconsideração, devido à gravidade do cenário.

Entre os indicadores monitorados pelo sistema de enfrentamento à pandemia no Estado, houve novamente forte elevação no número de internados em UTI ( %) e de óbitos ( 31%) em relação à semana anterior.

Esta é a terceira semana consecutiva que o RS passou a ter déficit de leitos livres para atendimento à Covid. Enquanto na 43 ª rodada (divulgada em 26 / 2), o Estado tinha 213 leitos livres para casos de Covid, na 44 ª rodada (dia 5/3) houve déficit de 25 leitos, na 45 ª (11 / 3) houve déficit de 213 leitos de UTI e, agora, esse número atingiu 299.

GZH e Secom / Governo do Estado do RS