Mais de 53 mil gaúchos têm anticorpos para o novo coronavírus

Dado foi extraído da quinta etapa da pesquisa EPICOVID19-RS

De acordo com o novo inquérito da EPICOVID19-RS, mais de 53 mil gaúchos têm anticorpos para o novo coronavírus. É isso que estima o estudo que visa avaliar o percentual de infectados pela Covid-19 no Rio Grande do Sul, realizado no último final de semana em nove cidades. Segundo os dados apresentados, estima-se que 53.094 pessoas já tenham sido infectadas no estado, o que representa 0,47% da população com anticorpos. Os resultados apontam um aumento na prevalência da doença no Rio Grande do Sul.

Na quinta etapa da pesquisa, foram testadas e entrevistadas 4500 pessoas nas nove cidades sentinelas – Porto Alegre, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Passo Fundo, Ijuí e Uruguaiana – que representam 31% da população gaúcha. Do total de testes realizados nesta fase, foram registrados 21 positivos. A estimativa é que exista um infectado para cada 214 habitantes e uma relação ao redor de dois casos não notificados para cada caso notificado.

Além dos dados de prevalência, a pesquisa também ressalta os sintomas mais comuns entre os pacientes confirmados. O sintoma mais prevalente é a tosse, que atinge 45% dos infectados, seguida por dor de garganta (35%), alterações de olfato e/ou paladar (30%), dificuldade para respirar (25%), febre (20%) e diarreia (10%).

O estudo revelou ainda informações sobre o distanciamento social. Em relação à última fase, realizada no mês de maio, houve um aumento no número de pessoas que admitem sair de casa diariamente, representando 32,7% da população, e de pessoas que saem apenas para atividades essenciais, subindo para 54,6%. Já entre os que permanecem sempre em casa, o número caiu para 12,5%. Em Passo Fundo, 35,2% das pessoas admitem sair de casa diariamente, 52,8% saem apenas para atividades essenciais, e apenas 12% permanecem em casa o tempo todo.

Uma nova fase do estudo deve ocorrer entre os dias 24 e 26 de julho. O EPICOVID19 é coordenado pela Universidade Federal de Pelotas e pelo Governo do Estado Rio Grande do Sul, com apoio de uma rede de doze instituições de ensino superior públicas e privadas. Em Passo Fundo, o estudo conta com o auxílio de professores e pesquisadores da Universidade de Passo Fundo (UPF), Imed e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).

Fonte: Comuniacção UPF

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