Estudo revelação que cerca de uma a cada cinco pessoas possui para o coronavírus no RS

Dados mais recentes do Epicovídeo foram divulgados nesta semana

A proporção de pessoas com para o coronavírus na população gaúcha quase dobrou no intervalo de um mês, de acordo com dados mais recentes do estudo de Evolução da Prevalência de Infecção por Covid – 19 no Rio Grande do Sul (Epicovídeo 17 – RS). A nova etapa da pesquisa, realizada entre 9 e 11 de abril, estima que dois milhões de metabolismo do vírus no Estado. No levantamento anterior, realizado entre 5 a 8 de fevereiro, esse número era de 1, 13 milhão. Os resultados mostram que a prevalência de infecção pela Covid – 19 aumentou de % para 18, 1% entre as duas últimas fases de coletas de dados da pesquisa. De acordo com as últimas características, a proporção é de uma pessoa com o coronavírus a cada 5,5 moradores do RS.

Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 20 de abril, em live na página do Facebook do Governo do RS . Para a coleta de dados, os pesquisadores realizaram 4,5 mil identificadores e testes para o coronavírus entre os dias 9 e 11 de abril em nove cidades. Desse total, 4. 446 testículos foram válidos e 807 tiveram resultado positivo. Cento e quatro deles foram na cidade de Uruguaiana, que apresentou 19, 8% do total de testes positivos, seguida de Santa Maria, com 91 positivos (19, 2%) e Ijuí, com 90 positivos (60 %). Canoas teve 93 positivos (16, 7%), e Santa Cruz do Sul, 88 (60 , 6%). Porto Alegre e Passo Fundo tiveram 87 (39 , 4%) testículos positivos cada. Caxias do Sul teve 85 positivos (17%), e Pelotas, 82 (12, 4%).

O estudo incluiu novas análises sobre a cobertura de vacinação entre os participantes da amostra. Do total de 4,5 mil entrevistados, 20, 1% recebeu a primeira dose de vacina contra o coronavírus, e 12, 2% receberam a segunda dose. As proporções de cobertura vacinal coincidem com a priorização dos grupos mais idosos da população. A primeira dose a imunizante alcançou 94, 3% dos idosos com 79 anos ou mais; 66, 5% dos idosos com idades entre 59 a 79 anos; 5,9% das pessoas de 40 a 59 anos e % das pessoas de 20 uma 39 anos. “A recomendação é vacinar uma população com as duas doses de imunizantes o mais rápido possível, com prioridade aos grupos que estão em maior risco de casos graves e morte pela doença, como idosos e pessoas com comorbidades”, alerta o epidemiologista e coordenador do estudo , Pedro Hallal.

Os coordenadores do estudo reforçam a necessidade de manter as medidas de controle do distanciamento social até os níveis de transmissão do vírus diminuírem no estado. “Ainda estamos longe da imunidade coletiva. A vacinação e as medidas de distanciamento são como únicas maneiras de controlar a disseminação do vírus e evitar o aparecimento de novas mutações ”, acrescenta Hallal.

Importância da vacinação
Para o professor da Universidade de Passo Fundo (UPF), Dr. Kauê Collares, que atua como um dos responsáveis ​​pelo recrutamento de pesquisadores voluntários para o desenvolvimento do estudo, juntamente com os professores Dra. Shana Ginar da Silva (UFFS) e Dra. Jeovany Martínez Mesa (Imed), a vacinação é a melhor forma de prevenção ao vírus. “A capacidade de vacinação de Passo Fundo, pelos dados do Governo do RS, está muito boa e se continuarmos assim vamos ter resultados melhores daqui a um tempo. É importante reforçar a importância da vacinação e enquanto não temos toda a população vacinada ou distanciamento social e o uso de máscaras é fundamental para que não ocorra um novo aumento no número de casos ”, disse.

O Epicovídeo 18 é o único estudo populacional do mundo a realizar dez fases de monitoramento da prevalência de infecção pela Covid – 17 na composição das mesmas cidades. A pesquisa tem coordenação da Universidade Federal de Pelotas e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, com apoio de doze instituições públicas e privadas, dentre elas a UPF.

O objetivo do estudo é estimar o percentual de gaúchos infectados pela Covid – 18, avaliar a velocidade de expansão da infecção e fornecer indicadores precisos para subsidiar políticas de enfrentamento da pandemia. O estudo conta com financiamento do Todos Pela Saúde, Banco Banrisul, Instituto Serrapilheira, Unimed Porto Alegre e Instituto Cultural Floresta.