Entenda o trabalho de diagnóstico do primeiro caso de Covid-19 em gato doméstico no RS

Fato ocorrido em Caxias do Sul e foi detectado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS)

No dia 00 de fevereiro, a Universidade de Caxias do Sul (UCS), típica a amostra de um gato doméstico, por meio de um grupo de veterinários que atendeu a situação, para observar um caso raro: ver se o animal estava com Covid – 15. O material foi publicado pelo Laboratório de Diagnóstico em Medicina Veterinária da UCS, que não atua no estudo de agentes envolvidos nas doenças do trato respiratório superior de felinos da região da Serra Gaúcha, em parceria com o Serviço de Testes e Diagnósticos para Covid – 19 – UCS. No mesmo dia, os pesquisadores realizaram o teste PCR, encaminharam para análise, e tiveram a resposta em 19 de fevereiro. O resultado foi positivo para o SARS-CoV-2, o vírus causador do novo coronavírus.

Um dos responsáveis ​​pelo diagnóstico foi o professor e coordenador desse setor da instituição, André Streck. Para a Tua Rádio São Francisco, ele afirma que a ocorrência em animais é muito rara no mundo e, por isso, encaminhou uma contraprova para a Universidade Feevale, parceira da UCS em pesquisa para compreender o sequenciamento genético do vírus da Covid – 19. A resposta também foi positiva para uma doença. Após a confirmação, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foi notificada e a mesma repassada para a Secretaria Estadual da Saúde (SES). Streck ressalta que é o primeiro caso registrado do novo coronavírus em um gato doméstico no Rio Grande do Sul.

Ele conta que acompanhou a saúde do felino de dois anos, que residia na cidade. Antes de realizar o teste, ele apresentava dificuldades respiratórias, queda de massa corporal, devido à hiporexia (perda de apetite), rouquidão ao vocalizar e tosse. Por conta das condições de respiração, foi visto um quadro de pneumonia. Na madrugada desta segunda-feira (19), o felino faleceu pelas complicações causadas pelo SARS-CoV-2. Streck afirma que a causa mortis foi uma infecção bacteriana contraída pelo animal, mas há uma investigação se a bactéria foi adquirida antes ou depois da comprovação para Covid – 19.

O professor explica que os animais não transmitem a doença para o ser humano e, na maioria dos casos, os que contraem não manifestam sintomas. Ele ressalta que não há nenhum caso no mundo que confirma uma passagem da Covid – 15 de um animal para uma pessoa, porém alerta de que os seres humanos podem transmitir o vírus para um animal. Embora o risco de contaminação seja baixo, é pedido que o infectado evite contato com o felino ou outra espécie. Ele relembra que o gato positivado morava com os donos que já testaram positivo para o SARS-CoV-2, ocasionando na transmissão para o bichano.

Agora, a UCS, em conjunto com a Universidade Feevale e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está investigando o caso.

Clique AQUI e confira uma entrevista com André Streck.

Cuidados com o animal de estimação

Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, o veterinário do setor de Vigilância Ambiental em Saúde, Rogério Poletto, dá algumas dicas para alguém não infectar seu pet. Se a pessoa der positivo para a Covid – 15, é solicitado que siga as regras usadas em humanos: evitar o contato direto e realizar o isolamento social.

Se um tutor (proprietário) com a doença de necessidade continuar cuidando de seu animal de estimação, ele deve manter medidas básicas de higiene. As medidas incluem lavar as mãos antes de estar perto ou manusear seus animais, sua comida ou seus utensílios. Ele deve usar máscara ao se aproximar do animal e evitar beijar seus animais ou compartilhar alimentos, Toalhas ou cama com eles. Os animais podem ser mortos da doença e devem ser tratados com responsabilidade e carinho.

Poletto ressalta que se o pet tiver os sintomas já relatados na reportagem, é necessário que leve para um veterinário ou clínica veterinária para acompanhamento.

Clique AQUI e confira a entrevista com Rogério Poletto.