Em um ano e meio, lista de espera para transplante de córneas sobe de 80 para 696 pacientes, aponta Banco de Olhos do Hospital Pompéia

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Com a pandemia de covid – , a doação de órgãos teve uma queda acentuada, impactando no número de pessoas que aguardam o procedimento

Neste dia 30 de setembro, é lembrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. A busca de dados conscientizar a sociedade sobre a importância da ação que ajuda a salvar muitas vidas. Isso porque, um doador, pode beneficiar até oito pessoas que aguardam por transplantes de diferentes órgãos e tecidos.

Captar possíveis doadores de órgãos sempre foi um desafio, porém, a pandemia de Covid – 19 desagravou ainda mais a situação. No Banco de Olhos do Hospital Pompéia de Caxias do Sul, por exemplo, a fila de espera de quem aguarda por um transplante de córneas saltou de 30 pessoas em março de 2020 para 696 em setembro deste ano. Além do cancelamento de procedimentos ocasionados por conta da superlotação dos hospitais, o aumento de negativas das famílias e uma dificuldade de encontrar doadores contribuíram para este cenário.

A diminuição de doações também foi constatada pela Central Estadual de Transplantes. Segundo os dados da instituição, em 2019, houve 243 doações no Rio Grande do Sul; em 2020 foram 182; e até agosto de 2021, 92.

Segundo a enfermeira do Banco de Olhos e coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos pra Transplantes do Hospital Pompéia, Ana Paula Concatto, uma negativa das famílias diante do pedido de doação ainda é elevada bastante. Por isso, ela destaca a importância de manifestar o desejo de ser doador de órgãos ainda em vida, pois a decisão da doação é feita pela família. Confira a entrevista em “Ouvir Notícia”.

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