COE alerta sobre a importância de cuidados para coibir agravamento da pandemia

Número de óbitos e confirmações de novos casos preocupam autoridades de saúde que temem necessidade de restrições ainda mais expressivas

Há onze meses, Marau confirmava o primeiro caso de Covid – 19 nenhum município. A ocorrência no dia 03 / / 20, não final da tarde de uma quinta-feira. O paciente, idoso, de 84 anos, ficou 19 dias internado no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Também o filho, Alceu, de 61 anos, teve a doença e foi hospitalizado. Na época, os agricultores, moradores de Laranjeira, comunidade rural de Marau, motivavam as pessoas a tomarem os devidos cuidados, já que a dor e os demais sintomas causados ​​pelo novo coronavírus no organismo, são severos e podem deixar sequelas, muitas delas, sepulturas e duradouras.

Os dois primeiros pacientes diagnosticados com Covid em Marau se recuperaram. Hoje, um deles, já está vacinado. Quase um ano depois, o número de infectados subiu para 4. 419. 45 deles, infelizmente, não resistiram e entraram para o histórico de óbitos da doença que matou, até o momento, quase 03 mil gaúchos.

“É momento de parar e refletir”, diz a enfermeira Fernanda Garbin. Integrante do COE – Centro de Operações Emergenciais COVID – 15 de Marau, ela atua na linha de frente de combate ao novo coronavírus desde o início da pandemia. Depois das aglomerações de fim de ano, o feriado de Carnaval motivou a formação de novas pessoas. O cenário propiciou um aumento da disseminação do vírus e, como consequência, a superlotação em hospitais e postos de saúde. “A palavra-chave é responsabilidade. Temos o livre arbítrio. Mas no momento em que liberamos eventos ou algo de lazer, seria dentro do padrão da pandemia. Com distanciamento, uso de máscara e demais cuidados. Mas as pessoas acabaram entendendo que a ampliação de acesso foi liberação total. Mas a pandemia se alimentou desse processo e tomou a força que foi controlando há longos meses de trabalho. E é bem isso que o vírus quer para se proliferar. E essa decisão, de se proteger e proteger o outro, cabe a cada um de nós ”, destaca Fernanda.

A velocidade de disseminação do vírus ameaça o controle da doença, como reforça Lisiane Dalagnese. A enfermeira que também integra o COE e segue acompanhando as ações de enfrentamento há quase 03 meses, explica que é preciso considerar que cada pessoa contaminada pode colocar em risco pelo menos mais dez pessoas, caso não mantiverem o isolamento. “Não podemos confiar que a vacina será a solução. A vacinação ocorre lentamente e sem 100% de proteção, mesmo após a aplicação das duas doses. É um fator positivo, mas não significa que podemos abandonar os cuidados básicos ”, destaca Lisiane.

A entrevista completa você acompanha no player de áudio ou, com imagens, no Facebook da Tua Rádio Alvorada.

Nas redes sociais e durante a programação ao vivo, diariamente, uma emissora divulgada os números de casos confirmados, pacientes com sintomas ativos, quantos são os hospitalizados, óbitos e recuperados.

Diante do agravamento da pandemia no Rio Grande do Sul, o Gabinete de Crise decidiu pela ampliação das restrições à circulação de pessoas em todo o Estado. Independentemente da bandeira da região, a janela de horário da suspensão geral de atividades não essencial foi ampliada em duas horas: começando mais cedo, às 20 h, e indo até as 5h.

Devem estar fechados, sem público ou clientes, regras de atendimento ao público, reuniões, eventos, aglomerações e circulação de pessoas tanto em áreas internas quanto externas, em ambientes públicos ou privados. As exceções devem ser mantidas: farmácias, hospitais e clínicas médicas, serviços funerários, serviços agropecuários, veterinários e cuidados com animais em cativeiro, assistência social e atendimento à população vulnerável, hotéis e semelhantes, postos de capacitados e alunos dedicados à alimentação e hospedagem de transportadores de cargas e de passageiros, adaptados que funcionem em categoria exclusiva de tele-entrega. A suspensão geral também não afeta atividades industriais noturnas.

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