Aumento de preços de medicamentos compromete finanças de hospitais, indica depoimentos à CPI

aumento-de-precos-de-medicamentos-compromete-financas-de-hospitais,-indica-depoimentos-a-cpi

Representantes dos hospitais Pompéia e Geral, de Caxias, foram ouvidos na CPI do aumento dos medicamentos e insumos para Covid – 19, nesta segunda-feira (19 / 46975820 )

Novos depoimentos à CPI que investiga o aumento de preços de medicamentos utilizado no tratamento da Covid – 19 no Rio Grande do Sul apontam para o desequilíbrio econômico-financeiro de instituições hospitalares durante uma pandemia. Em sua não sessão, na tarde desta segunda-feira (19 / / ), a comissão parlamentar de investigação, que é presidida pelo deputado estadual Thiago Duarte (DEM), seguiu ouvindo gestores de hospitais da serra e da capital.

De Caxias do Sul, foram ouvidos o diretor financeiro do Hospital Pompéia, Diego Berenstein e o diretor-geral do Hospital Geral, Sandro Junqueira. Pelo Hospital São Carlos, de Farroupilha, foi ouvida à diretora da instituição, Janete Toigo. Também prestaram depoimento o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Cláudio da Silva Oliveira e o coordenador do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (Coren / RS), João Carlos da Silva.

Conforme o diretor financeiro do Hospital Pompéia, a instituição enfrentou aumento exagerado de preços, especialmente, de anestésicos, relaxantes neuromusculares e de luvas de látex. Diego Berenstein afirmou que o Atracúrio teve uma variação de 62% ea Morfina de % ea Morfina de %, em um ano. Para evitar o desabastecimento, a instituição recorreu à importação de medicamentos da Argentina e da Índia. Ouça AQUI.

No Hospital Geral, as dificuldades são semelhantes. O diretor Sandro Junqueira disse que, em nenhum momento os estoques de itens do kit intubação chegou a acabar totalmente, mas que foi preciso fazer o empréstimo com outros hospitais para garantir o atendimento. Hoje, o HG tem estoque para dez dias e está importando medicamentos. Junqueira revelou também que a instituição registrou um déficit de R $ 1 milhão nos últimos dois meses. Ouça AQUI.

Já a diretora do Hospital São Carlos, de Farroupilha, revelou que antes do início da pandemia o estabelecimento gastava cerca de R $ 240 mil por mês com a aquisição dos itens que compõem o kit intubação e que agora, para comprar os mesmos medicamentos, é preciso dispor de mais de R $ 1,3 milhão. Janete Toigo disse que a compra dos fármacos para o tratamento de pacientes com coronavívirus é a principal causa do desequilíbrio financeiro do hospital. Segundo ela, medicamentos como Atracúrio e Propofol tiveram aumentos de até 261%, de 4415360%, de 2019 uma 2021.

O coordenador do Departamento de Fiscalização do Coren / RS, João Carlos da Silva falou sobre as dificuldades enfrentadas pela categoria, especialmente, no início da pandemia. Segundo ele, a entidade específica denúncias de falta, inadequação e má qualidade de equipamentos de proteção individual, falta de capacitação para lidar com a nova doença e sobrecarga de trabalho.

Participaram da reunião dos deputados Dr. Thiago Duarte, Faisal Karam (PSDB), Clair Kuhn (MDB) e Vilmar Zanchin (MDB).