Lei Geral de Proteção de Dados é um dos temas debatidos em reuniões pastorais da Arquidiocese de Passo Fundo

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Em Marau, encontro foi realizado na quinta-feira, 05 / 07, com a presença de Dom Rodolfo Weber

No momento em que retoma as reuniões presenciais, um Arquidiocese de Passo Fundo debate temas de repercussão geral junto aos 42 municípios de abrangência, onde estão instaladas 47 Paróquias da Área Pastoral, divididas em 9 grupos.

Em Marau, o arcebispo Dom Rodolfo Luís Weber esteve reunido com padres e freis da região que agrega também os municípios de Vila Maria, Camargo, Itapuca, Nova Alvorada e Nicolau Vergueiro. Em um momento inicial se fez uma gravação da vida de Frei Alcir Galina, em memória do padre falecido no dia 19 / 07. Frei Alcir tinha 65 anos, 42 de vida religiosa e 37 de ordenação sacerdotal. Acometido por um AVC, o frei evangelizava através das plataformas digitais. Em 2017, com a saúde parcialmente restabelecida, realiza a sua última missão como vigário paroquial na Paróquia Santo Antônio, no município de Camargo.

O debate das pastorais também aborda apontamentos ligados à Lei Geral de Proteção de Dados. A LGPD entrou em vigor em setembro de 2020 e normas específicas para definir limites e condições para coleta, guarda e tratamento de informações pessoais. A Lei nº 13. 709 disciplina os direitos dos titulares de dados, detalha condições especiais para dados específicos e segmentos, como crianças, por exemplo, e impõe obrigações às empresas, instituições e Poder Público, com aplicação de sanções em caso de violações. “Temos informações e dados de pessoas. É um rico arquivo histórico, com registros de batizados, casamentos. Dados e nomes de muitas pessoas que hoje estão armazenados no sistema com versão digital. Temos, portanto, que compartilhar orientações para que os padres mantenham o devido zelo e se aproximem, ao máximo, do que é estabelecido pela lei om um qual estamos de acordo, pois os dados devem ser tratados com dignidade ”, disse Dom Rodolfo, em entrevista à Tua Rádio Alvorada.

Ouça a íntegra da entrevista no player de áudio

O encontro encerrou com um momento de preparação para a Assembleia Eclesial que ocorre em novembro, no México, envolvendo participantes da América Latina e Caribe. “Dessa vez, utilizamos uma metodologia provocativa. Foi aberta uma plataforma pública em que os católicos em seguida, a partir de perguntas como “o que me dói na atual realidade do mundo e na Igreja?” e “o que me traz esperança?”. Também, a partir de 13 opções, queremos elencar como situações que estão mais presentes e que estão mais ausentes em nossas vidas . Assim, queremos subsidiar o encontro ”, reitera Dom Rodolfo.

Em relação a eventos maiores, como a Romaria de Nossa Senhora Aparecida, realizada, sempre em outubro, ainda é necessário, segundo Dom Rodolfo, que aguardar orientações das autoridades de saúde, de modo que se pode cumprir o planejamento , sem colocar em risco a segurança dos recursos: “Vamos aguardar para falar sobre o formato da Romaria, se houver possibilidade de reunir mais pessoas, o faremos, do contrário, vamos projetar o cronograma da forma que for possível”.

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