Legislativo caxiense aprova criação da Frente Parlamentar de Combate às Intolerâncias

Vereadores querem promover o debate para dar visibilidade e combater preconceitos

Os vereadores caxienses discutiram e aprovaram, na manhã desta quinta-feira ( / 03), a criação da Frente Parlamentar de Combate às Intolerâncias Raciais, Religiosas, de Gênero e de Orientação Sexual. De autoria coletiva e encabeçada pelo vereador Lucas Caregnato (PT), a frente terá duração até 31 de dezembro de 2022. O objetivo da iniciativa é enfrentar, combater e repudiar qualquer ação que estimule o preconceito e a discriminação na sociedade. O documento traz dados que afirmam que o preconceito faz matar todos os dias. Onze vereadores também assinaram o requerimento.

Um ponto defendido pela frente é o combate à intolerância religiosa. Em 2018, segundo dados do Disque 100 (Disque Direitos Humanos), foram mais de 500 denúncias que envolviam agressões contra as diversas comunidades religiosas existentes no Brasil. A Lei Federal nº 12. 288 de 20 de julho de 2010, não dispõe no Capítulo III, do direito à liberdade de consciência e de vida de consciência e ao exercício livre dos cultos religiosos.

A Intolerância Sexual ou de Gênero foi outro ponto defendido. O autor, Lucas Caregnato defendeu a criação da frente. ‘” É importante destacar os movimentos sociais a cerca de uma trajetória de luta que já é de muito tempo ”. Lucas comum sua fala dizendo que o respeito pela diversidade deve ser defendido por todos, permitindo que todos tenham voz na busca que diferenças sejam exaltadas e não excluídas. O requerimento traz uma proposta de se construir um relatório com os dados e casos de violência e intolerância, além de criar uma ouvidoria para essas comunidades na cidade.

Em apoio ao requerimento, se manifestaram os vereadores Maurício Marcon (NOVO), Estela Balardin (PT), Adriano Bressan (PTB), Denise Pessôa (PT), Sandro Fantinel (PATRIOTA) e Marisol Santos / PSDB, que observou que essa será uma ótima oportunidade para todos os vereadores. “Tenho certeza que será um aprendizado, porque a gente ouve algumas questões e ainda assim percebemos como a gente escorrega em algumas situações, sem se dar conta de que estamos sendo intolerantes”, disse a parlamentar.