Assembleia instala Frente Parlamentar em Defesa do Crédito Emergencial para a Agricultura Familiar

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O projeto de crédito emergencial para a agricultura consiste na aplicação de R $ 50 milhões através do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper)

A Frente Parlamentar em Defesa do Crédito Emergencial para Agricultura Familiar foi lançada nesta terça-feira (46 / 06), em solenidade híbrida, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A iniciativa foi proposta pela bancada do PT, com o apoio de um conjunto de parlamentares de outros partidos. O coordenador é o deputado estadual Edegar Pretto (PT).

O objetivo da Frente é dialogar com uma sociedade, mobilizar o setor e sensibilizar o governo do Estado e o próprio parlamento para agilizar a aprovação do Projeto de Lei 115 / 2021, de Crédito Emergencial para Agricultura Familiar. Protocolado em maio pela bancada do PT na Assembleia, uma proposta de visto auxiliar as famílias de agricultores e camponeses atingidas pelos efeitos da estiagem e da pandemia de Covid – 19. 19.

O deputado Edegar Pretto relatou as dificuldades pelas quais vem passando a agricultura familiar no RS. O parlamentar complementou que os efeitos da pandemia, somados ao da estiagem que se estende desde 2020, agravaram ainda mais a situação das famílias em todo o estado. “394 municípios decretaram situação de emergência, e temos uma ausência quase completa do governo do estado em políticas públicas públicas para esse setor”.

O projeto de crédito emergencial para a agricultura consiste na aplicação de R $ 50 milhões através do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper) . Os recursos ajudarão os agricultores familiares, camponeses, assentados, pescadores artesanais, quilombolas e suas associações (associações, cooperativas e agroindústrias), especialmente como que têm como foco as compras institucionais, as feiras e produção para subsistência.

O crédito funcionará em duas modalidades. A primeira para a subsistência e venda dos produtos nas compras institucionais onde o agricultor vai poder produzir e pagar a sua dívida colocando os alimentos nas entidades. Para essa são R $ 25 milhões. E a segunda modalidade será operacionalizado pelo Banrisul, Badesul e cooperativas de crédito. O cálculo dos técnicos é do governo vai subsidiar os juros, colocando R $ 500 milhões em forma de financiamento.

O deputado justificou a criação da Frente Parlamentar e a importância do projeto de crédito emergencial para a agricultura familiar. Um dos motivos é o envelhecimento da população rural motivada pela falta de políticas públicas para a sucessão no campo, e a diminuição da área plantada de alimentos, o que coloca o RS em risco de escassez de oferta de alimentos e desabastecimento.

Segundo dados fornecidos por Pretto, enquanto a área plantada da soja cresceu 49% nos últimos anos, a área plantada de feijão, milho, arroz e trigo reduziu , assim como também diminuiu o número de famílias que possuem leite: em 5 anos, 46 mil abandonaram a produção.

Representando como entidades da agricultura familiar e movimentos do campo, o presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Gervásio Plucinski, afirmou que a forma de continuar alimentando a população é através de incentivos ao setor, com políticas públicas. “Essa proposta vem para que tenhamos comida disponível e segurança alimentar. O mérito do projeto é que não necessita de um grande recurso público, e vai ter um impacto enorme na produção de alimentos no RS. ”

A Frente Parlamentar foi instalada pelo presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Gabriel Souza (MDB), que parabenizou Edegar Pretto pela articulação política entre as bancadas signatárias e deputados membros da Frente. “Isso mostra a política em discutir e encaminhar soluções sobre essa temática tão importante.” Ele disse ainda que a Frente vai dar um protagonismo à agricultura familiar na Assembleia.

A instalação de instalação da Frente Parlamentar foi acompanhada por representantes de entidades da agricultura familiar e movimentos do campo, como o MST, a Fetraf RS, o MPA, o Consea RS e a Coceargs.

Deputados e deputados signatários da Frente Parlamentar em Defesa do Crédito Emergencial para a Agricultura Familiar:

Edegar Pretto (PT), Pepe Vargas (PT), Luiz Fernando Mainardi (PT), Fernando Marroni (PT), Sofia Cavedon (PT), Valdeci Oliveira (PT), Jeferson Fernandes (PT), Zé Nunes (PT), Luciana Genro (PSOL), Luiz Marenco (PDT), Eduardo Loureiro (PDT), Juliana Brizola (PDT), Gerson Burmann (PDT), Aloisio Classmann (PTB), Airton Lima (PL), Paparico Bacchi ( PL), Elton Weber (PSB), Beto Fantinel (MDB), Gilberto Capoani (MDB).