Aterro sanitário Rincão das Flores tem capacidade para comportar resíduos apenas até maio

Situação é considerada crítica. Informação foi divulgada nesta terça-feira (04/02), em uma coletiva de imprensa

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) realizou, nesta terça-feira (04/02), uma coletiva de imprensa a fim de apresentar as condições deixadas pela gestão do prefeito cassado Daniel Guerra (Republicanos) para a pasta em 2020. O encontro ocorreu no Salão Nobre da Prefeitura de Caxias do Sul e teve a presença do titular da secretaria, Nério Susin, que apresentou dados para mostrar a situação atual do Município.

Um dos problemas destacados foi o caso do Aterro Sanitário Rincão das Flores, inaugurado em 2009. A avaliação feita foi que o local possui capacidade de receber resíduos somente até o mês de maio deste ano. Segundo o Executivo municipal, o espaço tem disponível apenas 45 mil metros cúbicos, porém precisaria de uma extensão de mais de 163 mil metros cúbicos.

Para isso, a pasta trabalha com duas opções. A primeira é solicitar á Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) o aumento da área do aterro a fim de dispor de mais 120 mil metros cúbicos para operacionalizar até o final do ano. A outra está na construção de um projeto para ampliar a vida útil do Rincão das Flores para mais 11 anos. A secretaria necessita de R$ 35 milhões para que a ideia seja concedida, o que seria obtido por meio de um financiamento junto a Caixa Econômica Federal.

Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, o titular da pasta explica como estão essas duas frentes. “Com a Fepam estamos trabalhando diretamente com o corpo técnico e a presidência para que a gente possa adequar as informações técnicas necessárias a fim de obter esse licenciamento. Esse é uma ação que vamos desenvolver com a própria equipe da  secretaria, sem necessidade de envolver grupos externos. Temos um quadro funcional bastante qualificado e experiente para realizar esse serviço. Uma outra via seria a questão da busca do financiamento para essa obra. Não temos esse recursos no caixa da Prefeitura, então vamos obter o financiamento.”.

Susin ainda conta o que será feito caso não consiga efetuar os trabalhos a tempo. “Não conto com essa hipótese, vamos conseguir fazer isso. Mas na improvável situação de não efetuarmos todo o trabalho, teremos que recorrer a aterros de terceiros, o que praticamente vai inviabilizar o orçamento da secretaria e vai onerar muito o que temos a disposição. O único aterro que tem disponibilidade para receber nosso volume seria o de Minas do Leão, na depressão central do estado.”.

Outra preocupação mostrada pelo secretário foi o orçamento da pasta para este ano. Conforme dados do Município, o montante está na casa dos R$ 73,4 milhões, mas as despesas são maiores. Os indicadores apontam que a Prefeitura possui um passivo de R$ 87,3 milhões para 2020, ocasionando em um débito de R$ 13,8 milhões. A dívida impediria diversos investimentos na secretaria.

Susin alega que não sabe o que fará para diminuir o débito, porém vai procurar uma alternativa para sair da situação. Ele ainda afirma que foi dito que o Município terminou com superávit o ano de 2019, mas o cenário encontrado não foi otimista. “Então como vamos resolver? Não sei ainda. O prefeito Cassina lidera a equipe e encontraremos uma saída. Portanto, quando se afirma que foi entregue a prefeitura com um superávit de R$ 56 milhões, a coisa não é bem assim. Só na Secretaria do Meio Ambiente o déficit é de 13 milhões, o que vai aumentar.”

Na coletiva, foi destacado o trabalho para aumentar o número de gavetas dos cemitérios públicos, que, atualmente, contam com 44 divisões. A ideia é ampliar para 842 compartimentos. Ainda chamou a atenção à verba de R$ 10 milhões para a construção do Centro de Saúde e Bem Estar Animal e os 634 processos que aguardam vistoria da pasta municipal.

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