Voluntários oferecem oficinas de língua portuguesa aos imigrantes que residem em Marau

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Serviço de Atendimento e Orientação aos Imigrantes, está sendo projetado para dar maior assistência aos estrangeiros

Imagine se você saísse hoje do seu país e tenha que construir uma nova vida, em um lugar onde você não conhece como pessoas, os costumes e nem a língua usada para comunicação. Essa é a realidade de muitos brasileiros que vivem fora do país, mas também, de muitos imigrantes que chegam ao Brasil na busca de melhores condições de vida. Como explica Kenia Censi, voluntária do programa que oferece oficinas de português aos imigrantes que residem em Marau, a comunicação é essencial para que as necessidades básicas como alimentação, busca por emprego e moradia sejam alcançadas.

As aulas de língua portuguesa são realizados há cerca de cinco anos através do trabalho voluntário, realizado por pessoas como a Kenia, que é formada em serviço social, mas que revisa o teor do tempo de escola para passar a forma certa de escrever e falar o português. Segundo ela, foi necessária uma pausa nas aulas, devido às medidas protetivas a Covid – 19. Em 2021, o projeto voltou a funcionar e os voluntários já planejam os próximos passos para a integração social dessas pessoas, através do SAOI – Serviço de Atendimento e Orientação aos Imigrantes, que deve oferecer oficinas de geração de trabalho e renda, rodas de conversa e atendimento psicossocial, além de orientação sobre os direitos do cidadão, como acesso à educação, saúde e assistência social.

O conhecimento da língua portuguesa é uma necessidade básica que está, aos poucos, transmitidos aos imigrantes, porém, ainda há muito que se alcançar, explica Kenia. “O mais importante, para além das oficinas que a gente quer ofertar, é o acolhimento dessas pessoas, para elas se sentirem parte daqui. A gente sabe que existe preconceito, que existe todo um conjunto de fatores que deixam eles sozinhos e isso pode acarretar em diversos problemas, inclusive na saúde mental ”, acrescenta ela.