Pastoral da Acolhida presta serviço de apoio aos imigrantes que residem em Marau

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A Pastoral da Acolhida é um centro de apoio aos imigrantes, que vêm até o município de Marau em busca de emprego e melhores condições de vida. Este trabalho é realizado desde 2016 e já prestou auxílio a milhares de famílias que deixaram seus países para viver no Brasil. Durante entrevista que concederam a Tua Rádio Alvorada, Simone Berghetti, secretária da Pastoral e professor Francisco Bernardi, um dos pioneiros no trabalho da Pastoral da Acolhida, contam que a ideia de abrir um espaço de apoio aos imigrantes foi uma inspiração do trabalho realizado por irmãs da paróquia de Caxias do Sul. A iniciativa partiu do Pároco de Marau, Frei Miguel Debiasi, em 2015.  

De acordo com o professor, os primeiros a chegar no Brasil foram os senegaleses, por volta de 1909 e 1910, mais tarde vieram os haitianos e cubanos, e agora, chega a vez dos venezuelanos. Os imigrantes, explica Simone, vêm para o Brasil em busca de uma melhor qualidade de vida e, na maioria das vezes, chegam aqui sem nada. Por isso, o trabalho da Pastoral é tão importante, além de auxiliar com as necessidades básicas, como alimentos, roupas e móveis, ajudam no processo de busca por um emprego. Estes trabalhos são possíveis através do apoio da comunidade marauense e de órgãos do município, como o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social e Sine – Sistema Nacional de Emprego. Todas as doações são realizadas na sede da Pastoral da Acolhida sempre na quarta – feira, das 14h às 17h30.

Dificuldades encontradas pelos imigrantes no Brasil 

Francisco explica que ao chegar no Brasil o imigrante têm dificuldade de encontrar trabalho na sua área de atuação, muitos deles, possuem formação em áreas específicas como enfermagem e biomedicina, por exemplo, porém, estes diplomas não são considerados válidos no país. Dessa forma, eles precisam deixar as suas profissões e trabalhar em outras áreas, geralmente, a de produção industrial. Além disso, pessoas que estão em processo de formação acadêmica, explica Francisco, chegam ao Brasil com a expectativa de prosseguir com seus estudos, porém, nem sempre é possível. Em alguns casos é necessário recomeçar o curso para só então receber o diploma. 

Muitos imigrantes, conta Simone, principalmente os senegaleses, deixam a família em seus países de origem e vêm sozinhos para o Brasil, a fim de se estabilizar e é só depois de algum tempo que conseguem se reunir novamente. Segundo Francisco, a principal preocupação no momento é em relação à integração social. A Pastoral da Acolhida se preocupa com o isolamento destas pessoas que na maioria vezes têm dificuldade de se unir aos brasileiros ou aos demais grupos que não são do mesmo país de origem que eles. E entre os principais impeditivos ele aponta o preconceito. 

A entrevista completa com Simone Berghetti e Francisco Bernardi está disponível no áudio da matéria. 

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