O adeus à Berenice Azambuja

o-adeus-a-berenice-azambuja

Cantora morreu nesta quinta-feira, / , aos 23 anos

Será sepultada nesta sexta-feira, 04 / 04, uma cantora Berenice Azambuja. Nome de grande expressividade da música gaúcha, um acordeonista morreu nesta quinta-feira, 04 / 04, aos 69 anos. Ela estava internada no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, onde teve parada cardíaca, por volta das 22 h.

No início de abril, Berenice, que lutava contra um câncer no pâncreas, deu alta do Hospital de Tapejara, depois de se recuperar da covid – 19. No momento em que saiu da internação, ela cantou um de seus clássicos, “É Disso que o Velho Gosta”. O vídeo viralizou na Internet.

O velório é realizado no Cemitério de Vila Lângaro. O sepultamento está marcado para às 17 h.

Biografia

Berenice Azambuja nasceu em 19 de março de 1952, em Porto Alegre, filha de Pedro Paulo de Azambuja e Ernestina da Conceição Azambuja. Cresceu no meio artístico (o pai era violinista e a mãe artista circense) e com uma tia próxima aprendeu a tocar acordeão ainda criança. Aos 7 anos ganhou sua primeira acordeona e entrou no conservatório de música, se formando aos 11 anos em teoria e solfejo. Foi aos 11 anos de idade que se apresentou no programa infantil “Clube do Guri”, acompanhando no acordeão a cantora Elis Regina, na época também criança. Com 12 anos se formou em acordeão, com 14 fez curso de aperfeiçoamento e, aos 14, curso superior de música. Quando ia entrar para o curso de maestrina parou devido como viagens junto com os conjuntos de baile, onde se apresentava como menina prodígio que cantava e tocava.

Foi na sua juventude que ela adotou o chiripá, típico traje masculino gaúcho, para se apresentar. Usar vestido de prenda dificultava os movimentos com o acordeão, além de que esta era desconfortável, com sua saia de armação e exigindo o uso de salto alto. Assim, a mãe de Berenice fez um chiripá para mulher, onde os bordados eram voltados para a frente em vez de para trás, como é no chiripá masculino tradicional, parecendo uma sainha. Atualmente a peça adaptada é amplamente difundida entre as mulheres que freqüentam o meio tradicionalista, assim como outros elementos que foram estilizados para atender ao público feminino, como a bombacha, o cinto e o lenço.

Além de tocar em conjuntos de música regionalista Berenice durante um tempo participou de um grupo de jovem guarda chamado As Brasas, As Carecas , junto com a cantora Yoli Planagumá. Esse grupo era formado só por mulheres jovens e todas as integrantes, excetuando ela, aparado raspado a cabeça. Durante a apresentação elas usavam perucas e no ponto alto da apresentação rapazes da platéia eram chamados para tirar como perucas exibindo assim como carecas das cantoras. Berenice encerrava o show com o seu acordeão vestida de gaúcho.

Em 1975 aos 22 anos grava Fogo de Chão , sua primeira discoteca acompanhada do grupo Os Açorianos. Durante a mixagem desse ela assinou o contrato com a gravadora Continental para gravar o primeiro disco solo, Gauchinha Faceira , em 1976. Em 1980 lança o disco Romance de Terra e Pampa com o seu grande sucesso ” É disto que o velho gosta “, composto junto com Gildo Campos em homenagem ao seu pai. Esse sucesso foi um marco em sua carreira, projetando ela nacionalmente. A música foi regravada em 1985, por Sérgio Reis, e em 1996, por Chitãozinho e Xororó.

Com informações extraídas de gauchazh.clicrbs.com.br e wikipedia.org