Município de Caxias do Sul busca escritório de advocacia em Brasília para defesa no caso Magnabosco

Segundo prefeito Adiló Didomenico, nos próximos dias também deve ocorrer uma rodada de negociação com a família

O Município de Caxias do Sul segue buscando alternativas na Justiça para amenizar os efeitos da condenação no Caso Magnabosco. O Executivo está em busca de um escritório de advocacia na Capital Nacional, Brasília, para que os profissionais auxiliem nos encaminhamentos de dois processos que tramitam no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O escritório e profissional que assume o caso só serão divulgados quando o contrato da firmado, bem como o valor do mesmo.

Durante a coletiva de imprensa na última sexta-feira (12), questionado sobre o assunto, o prefeito Adiló Didomenico explicou que o objetivo principal é diminuir o valor da indenização, estimado em cerca de R $ 850 milhões. “Nós entendemos que o Município precisa buscar um acordo com a família. Porém, o valor que está se reformado para o Município é impagável, uma prefeitura não tem condições. E esse processo tem uma anomalia jurídica de juros e correção monetária científica em cima de uma área cuja avaliação já é uma atualização. Então, a Procuradoria-Geral do Município vem trabalhando no caso, e não é de agora, e nós não podemos desautorizar os procuradores que estão defendendo os interesses do Município ”, disse o prefeito sobre a intenção de contratação do escritório de advogados em Brasília.

O prefeito Adiló também reitera que uma Administração Municipal pretende agendar reuniões com representantes da família Magnabosco para tratar sobre o caso: “Já estamos providenciando agenda, inclusive o ex-prefeito [Flávio] Cassina deve participar também. Isso será feito, seguramente, nos próximos dias ”.

O caso consiste em uma disputa judicial em que a Prefeitura de Caxias do Sul busca rever o valor da indenização, de cerca de R $ 850 milhões, que foi condenada a pagar à família Magnabosco. A indenização é referente à ocupação de uma área de 57 mil hectares onde, atualmente, fica o bairro Primeiro de Maio. Inicialmente, uma área foi doada pela família para a construção da Universidade de Caxias do Sul (UCS), em 1966, porém a obra não foi executada e foi ocupada por moradores.