Motoristas profissionais com toxicológico realizado há mais de dois anos e meio devem renovar o exame

Desde 11 de abril estão em vigor conforme as mudanças do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trazidas pela Lei Federal 14. 071 / 20. Uma das que impacta diretamente os motoristas profissionais é a que prevê duas formas de autuação para quem não realizar o exame toxicológico periódico. O teste é necessário para quem tem habilitação nas categorias C, D e E: a cada dois anos e seis meses, para condutores com até 69 anos de idade; e a cada renovação da habilitação, para condutores com 70 anos ou mais. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu como prazo para adequação o período de 30 dias, então todos os condutores dessas categorias que têm o toxicológico expirado devem renovar o exame até 12 de maio, sob pena de autuação por infração de trânsito.

A exigência de exame toxicológico periódico já está no CTB desde 2015 (trazida pela Lei Federal 13. 103 / 15), mas a norma não enquadrava como infração de trânsito o seu descumprimento. Agora, foi incluído no código do artigo 165 – B que prevê duas formas de autuação distintas:

1) Conduzir veículo para o qual seja exigida habilitação nas categorias C, D ou E sem realizar o exame toxicológico, após 20 dias do vencimento do prazo estabelecido. Será aplicado ao transporte flagrado utilizado ônibus, caminhões, veículos articulados etc. com toxicológico expirado. Não se aplica, portanto, a quem estiver conduzindo carro ou moto, por exemplo.

2) Não comprovar, na ocasião da renovação da CNH, a realização de exame toxicológico periódico exigido. Aplicável ao condutor habilitado nas categorias C, D ou E e que possui nenhuma declaração a observação “EAR – exerce atividade remunerada” ao veículo. Não requer abordagem, gerando autuação automática, via sistema.

A autuação prevista no item 2 somente poderá ser gerada para os condutores profissionais cujo prazo de dois anos e meio do toxicológico expirar após a entrada em vigor dessa nova lei, ou seja, depois de 12 de abril. Para condutores com exame expirado até de abril, portanto, não será considerada essa infração.

Quem é habilitado nas categorias C, D ou E e tem nenhum documento a observação EAR, mas não dirige esses veículos, pode rebaixar a categoria para A ou B até os dados de vencimento da CNH e, assim, não receberá a autuação automática.

Diante do prazo de adequação determinado pelo Contran, a fiscalização da norma só poderá gerar autuações após 12 de maio. Assim como toda infração de trânsito, será garantido ao condutor autuado o direito a defesa e recurso antes da penalidade.

As penalidades previstas para ambos os casos – considerados infração gravíssima – são multa de R $ 1. 467, 35 e abertura de processo de suspensão do direito de dirigir por três meses. Para que possa voltar a dirigir, após o cumprimento do prazo de suspensão, comprovar exame toxicológico, com resultado negativo.

Para a diretora institucional do DetranRS, Diza Gonzaga, a necessidade de exame toxicológico periódico para motoristas profissionais evita que veículos que têm um alto potencial destrutivo em caso de acidentes – pelo peso do veículo / carga (no caso de caminhões) e pelo elevado número de passageiros transportados (no caso dos ônibus) – são conduzidos por quem faça uso de substâncias psicoativas.

“Essa fiscalização é importante no combate à impunidade no trânsito e para garantia maior de segurança a todos que circulam nas ruas, avenidas e estradas. A obrigatoriedade do exame toxicológico periódico aos motoristas das categorias profissionais, com certeza, contribui para salvar muitas vidas ”, ressalta Diza.

A informação da validade do exame toxicológico dos motoristas habilitados nas categorias C, D e E está disponibilizada no CNH digital, via aplicativo Carteira Digital de Trânsito. O passo a passo de como fazer está disponível no site detran.rs.gov.br & gt; Habilitação & gt; CNH digital .

Renovação do exame toxicológico

Quem está com a habilitação válida, mas com toxicológico expirado, realiza o exame diretamente na rede de laboratórios credenciados ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Resultado do exame toxicológico é encaminhado ao Denatran, via sistema, diretamente pelo laboratório credenciado. O candidato / condutor não precisa apresentar nenhum laudo ao DetranRS ou aos policiais / agentes de fiscalização de trânsito.

Apenas em caso de necessidade de renovação da CNH o devido procura o Centro de Formação de Condutores (CFC) de sua preferência para se informar sobre esse serviço e atendimento agendar.