Moradores da Segunda Légua protestam contra possível construção do Parque de Proteção Animal na localidade

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No domingo (), comunidades de São Virgílio e Loreto farão uma caminhada contra a escolha de uma propriedade local para o novo abrigo de animais. Prefeitura de Caxias do Sul alega que a área do parque ainda não está definida.

Moradores das localidades de São Virgílio da Segunda Légua e Loreto vão realizar, neste domingo (03), um protesto contra uma possível construção do Parque de Proteção Animal em uma propriedade situada entre as duas comunidades. Os manifestantes vão se reunir às 10 h, em frente à igreja da Comunidade de São Virgílio, e sairão em caminhada em direção a Loreto. O objetivo do ato é chamar a atenção das autoridades da Prefeitura de Caxias do Sul para o descontentamento dos moradores da região sobre a possível instalação do espaço na localidade.

Conforme um dos moradores de São Virgílio, Raimundo Bampi, uma comunidade foi surpreendida com a ideia do Município de abrigar os animais que hoje se encontram no Canil Municipal, em um espaço a ser construído em uma das propriedades da região . “Ninguém consultou, ninguém veio nos consultar a respeito disso. Nossa comunidade não é contra a ideia do Município a criar um espaço para o bem-estar animal. O que entendemos é que aqui não é o local para instalar isso, porque é uma região de pequenas propriedades, de agricultura familiar e é uma área que os agricultores sempre preservaram ”, disse.

Bampi também afirmou que os prejuízos podem ser inúmeros para as comunidades: “O local a ser colocado o canil, tem que ser aonde não tem pessoas por perto. Com certeza vai haver barulho, ninguém nos garante que a presença de tantos animais não crie cheiro. Inclusive existe um movimento muito forte para tonar a região um roteiro turístico, mas não é o canil que vai atrair visitantes ”.

O secretário municipal do Meio Ambiente (Semma), João Osório Martins, reiterou que ainda não ocorreu a definição da área que receberá o Parque de Proteção Animal. Ele afirmou, porém, que a prefeitura está avaliando uma propriedade localizada na região da Segunda Légua. “Nós estamos vistoriando várias áreas e uma das que nós vistoriamos é essa, em São Virgílio. Mas nós sequer compramos uma área, portanto, não é nossa, é apenas uma possibilidade ”.

Mesmo alegando falta de definição, na última semana, uma Prefeitura realizou uma reunião com representantes de moradores das localidades para apresentar o projeto do novo abrigo para animais recolhidos pelo Poder Público. À reportagem, o titular da Semma afirmou que não há uma previsão de dados para a escolha da área e disse que o Município deve realizar uma reunião com os moradores locais assim que o espaço for definido.

De acordo com o projeto, o parque será dividido em três partes: uma área de preservação; um parque para visitação e lazer da comunidade, com monumento e local para despedida do animal, sede administrativa (com CTI de resgatados, consultório para atendimento dos animais do canil) e casa das ONGs; e o centro de proteção.

A previsão é de que o alojamento dos animais fique totalmente isolado pela mata e com distância suficiente para que não seja visualizada da estrada. Assim, os moradores do entorno não perceberiam os animais no dia a dia, da mesma forma que os animais não veriam qualquer movimentação nas conexões.

O projeto da Prefeitura também contempla um sistema de coleta de dejetos e limpeza do alojamento com perturbação mínima dos animais, e proteção para não haver contaminação do solo.

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