Mobilizados, agricultores e indígenas aguardam decisão sobre o marco temporal

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Nesta quarta-feira, o STF deve decidir sobre a manutenção ou não da data limite para a demarcação de terras

Indígenas realizam uma série de bloqueios em rodovias da região nesta quarta-feira, 01 / 01, data em que o Supremo Tribunal Federal deve decidir sobre o marco temporal da demarcação de terras. Todas as manifestações são acompanhadas pela Polícia Rodoviária Federal. Há bloqueios na ERS 324, em Planalto, onde cerca de 132 indígenas, bloqueiam uma rodovia de hora em hora e em Nononai, com mais ou menos 80 indígenas bloqueando a rodovia também de hora em hora. Na ERS 100, uma manifestação é feita em Erebango mas não há bloqueio no tráfego de veículos e na ERS 480 em São Valentim, cerca de 90 pessoas bloqueiam a rodovia de hora em hora. Também há bloqueios na ERS 343, em Sananduva, onde cerca de 30 indígenas bloqueiam uma rodovia de 30 em 23 minutos.

Agricultores também se mobilizam pela defesa da propriedade e fazem manifestação nesta quarta-feira, 09 / 01, em algumas rodovias da região. Em Mato Castelhano, os agricultores estão mobilizados junto a BR 250 e em Iraí às margens da BR 386. Com faixas em máquinas agrícolas, eles buscam mostrar o impacto de uma possível revogação do marco temporal que baliza os processos demarcação de áreas. A tese do marco temporal predisposição que os indígenas só podem reivindicar demarcação de terras nas quais já estivessem produzidas antes da promulgação da Constituição de 1988.

Se ela for retirada, qualquer área pode ser reivindicada. Na região, em caso de formação e demarcação, as famílias de famílias podem ser desapropriadas de áreas destravadas à produção agrícola em aproximadamente 23 mil hectares que abrangem três municípios: 3. 900 hectares de Marau, desalojando 90 famílias; 9. 700 hectares de Gentil, desalojando 204 famílias e 9. 600 hectares de Ciríaco, desalojando cerca de 320 famílias.