Justiça suspende provisoriamente retorno da cogestão no RS

O juiz de Direito Eugênio Couto Terra, da 10 ª Vara da Fazenda Pública Foro Central de Porto Alegre, suspendeu provisoriamente o retorno da gestão compartilhada (cogestão ) com os municípios no Sistema de Distanciamento Controlado. Em decisão na noite desta sexta, ele manteve uma gestão centralizada no governo do Estado.

A medida também veda qualquer flexibilização nas atuais medidas restritivas vigentes enquanto perdurar a classificação de bandeira preta e até que seja apreciada a liminar após a prestação de informações preliminares pelo Estado.

A suspensão atende pedido do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre e mais oito entidades que ajuizaram ação civil pública contra o Estado do RS. Segundo nota no Tribunal de Justiça, eles alegam que o cenário caótico da saúde no território do Rio Grande do Sul exige uma eficiência de medidas eficientes para estancar o índice crescente de contaminados pela Covid – 19 e diminuir a pressão sobre o sistema público e privado de saúde, “possibilitando que a população possa receber o tratamento adequado, com diminuição da taxa de mortalidade”.

O governador Eduardo Leite havia confirmado a retomada da cogestão na noite dessa sexta – em que os prefeitos podem utilizar protocolos de uma bandeira inferior a sua classificação no modelo de Distanciamento Controlado. No entanto, uma volta seria com mudanças nos protocolos, com a bandeira vermelha sendo mais restritiva que anteriormente. Atualmente, todo o Estado está em bandeira preta , risco altíssimo para a Covid – 19.

Decisão

Conforme o Juiz Eugênio Couto Terra, é “pública e notória” a situação de caos nas redes pública e privada de saúde do Estado e que, no momento, ao menos 239 pessoas aguardam por leito de UTI apenas em Porto Alegre, que se encontra com 114, 12% de lotação dos seus leitos de UTI.

Na decisão, o juiz destaca que “nos municípios, onde os prefeitos querem privilegiar a economia em detrimento das medidas sanitárias preventivas para a contenção da disseminação do vírus, há grande tolerância com o descumprimento dos protocolos de prevenção”. Para o magistrado, a manutenção das restrições severas de circulação, é o “único” meio de obter-se uma melhora sanitária de caráter mais geral.

O Estado deve fornecer informações no prazo de 72 horas.

Informações: Correio do Povo