Governo debate com deputados e prefeitos novo sistema de distanciamento do RS

Com o objetivo de seguir o diálogo sobre o novo sistema de distanciamento durante uma pandemia, o governador Eduardo Leite e integrantes do Gabinete da Crise se reuniram virtualmente, nesta terça-feira (4/5), no começo da noite, com deputados e prefeitos que representam associações regionais da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

O governador apresenta uma “espinha dorsal” que pode substituir o modelo de Distanciamento Controlado a partir de 10 de maio, quando o sistema atual completará um ano, conforme já havia adiantado. Até lá, segue vigente o modelo transitório, com todo o RS seguindo normas de bandeira vermelha, sem cogestão.

Pela proposta, o atual modelo de bandeiras, definidas semanalmente nos núcleos amarela, laranja, vermelha ou preta seria substituído por um sistema de alertas, conforme seja necessário em função do aumento do grau de risco de cada região. A ideia é que o modelo seguiria baseado nas 21 regiões Covid, nas sete macrorregiões e no Estado como um todo.

Conforme as diretrizes do sistema, pelo governador, caberia ao governo do Estado definir restrições mínimas obrigatórias, como uso obrigatório de máscara em ambiente coletivo aberto ou fechado, que os conse- guirá obter de seguir em qualquer hipótese, além de sugerir um conjunto de protocolos padrões por atividades, em número inferior ao existente hoje.

Pela sugestão bolada pelo governo, critérios adotar procedimentos por atividades respeitando as restrições mínimas obrigatórias, além de seguir necessária a adesão de dois terços das prefeituras da região Covid e apresentação do plano de fiscalização dos procedimentos a serem adotados. E as prefeituras seguir aplicando regras mais rígidas do que adotadas pela região ou do padrão definido pelo Estado.

“Acreditamos que cabe ao Estado fazer o alerta, porque temos capacidade de monitoramento dos indicadores, e acionar como regiões se necessário. Mas entendemos que, neste momento, as regiões e os municípios têm de ter mais protagonismo para definir os seus protocolos ”, explicou Leite.

Após a apresentação, deputados e prefeitos tiveram a oportunidade de falar sobre demandas e sugestões, de forma a ampliar o debate sobre o novo sistema. Nos próximos dias, o governo deve se reunir com outros segmentos da sociedade e, ao término das agendas de diálogo, apresentar o modelo final, baseado nas diretrizes até aqui ligada e nas opiniões e sugestões recebidas.