Atores do agronegócio brasileiro estudam esquemas para reduzir o desperdício de alimentos

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento criou o Grupo de Trabalho de Enfrentamento a Perdas e Desperdício de Alimentos no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Sustentável do Agronegócio. O tema, inclusive, foi pauta na Cúpula dos Sistemas Alimentares, realizada em Nova York, pela Organização das Nações Unidas – a ONU.

O objetivo é garantir a alimentação alimentar e nutricional mundial de forma sustentável, sendo que o Brasil lidera como êxito e o tema repercute de forma positiva entre todos os atores das cadeias produtivas. Por exemplo, o presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul – Acergs, Roges Pagnussat, comenta que o tema pode servir de ponto de partida para uma conscientização geral a respeito do tema.

Ele destacou, em seu comentário semanal na Tua Rádio Alvorada, que se todo o desperdício de alimentos do mundo se concentrasse em apenas um país, este seria o terceiro maior emissor de gás carbônico do planeta e usaria um montante de água duas vezes maior que a vazão do Rio São Francisco. No Brasil, detalha Roges, um estudo feito pela Embrapa aponta que são desperdiçadas mais de 26 milhões de toneladas de alimentos por ano, o que seria suficiente para alimentar 11 dos 14 milhões de pessoas que passam fome. São cerca de 130 quilos por família, a cada ano, sendo que arroz, carne bovina, feijão e frango são, em ordem, os alimentos que mais vão para o lixo .

Para reverter a situação, foi criado o grupo de trabalho com atividades nos próximos 180 dias, prazo que pode ser prorrogado. A primeira reunião está prevista para o mês de outubro de forma a iniciar a exposição de um plano de ação nacional adequado com os compromissos internacionais do Brasil para a redução de perdas e desperdício de alimentos.

O grupo também vai desenvolver objetivo, alinhadas à economia circular, para o aproveitamento integral dos alimentos e fortalecimento das ações de redistribuição para redução do desperdício, por meio de recomendações de ajustes regulatórios, estímulo e aprimoramento de programas sociais.

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