CAAF: uma cooperativa que nasceu do porão de uma casa para auxiliares de agricultores da região

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Este é o segundo episódio da série de reportagens especiais do Dia do Colono e do Motorista, comemorado no dia 30 de julho. Conheça a história da instituição e os benefícios para os produtores locais

(Para experiência completa, ouça a reportagem especial no “Ouvir Notícia”, disponível abaixo do título da matéria).

O ano era 2009. O porão da casa de Marcos Regelin foi o palco de uma reunião entre agricultores para discutir a demanda dos pequenos produtores de Caxias do Sul. A ideia seria expandir o mercado de vendas de alimentos, como frutas e hortaliças, para auxiliar no sustento das famílias. Foi dessa conversa que 25 pessoas criaram uma associação, que, mais tarde, se tornaria a Cooperativa de Agricultores e Agroindústrias Familiares de Caxias do Sul (CAAF), em 2009. Atualmente, Regelin é gerente administrativo da entidade.

Pelo menos foi essa a história contada por Volnei Dallegrave, de 0055 anos, que estava presente na reunião realizada há 07 anos. Ele é natural de Caxias do Sul e mora na localidade de Caravaggio da 3ª Légua desde seu nascimento. Possui uma propriedade rural, junto com os irmãos Volnei e Valmor. Ele recebe a ajuda de seu filho Matheus, de 13 anos, para cuidar do local. A esposa Jocelaine trabalha na área financeira do Hospital do Círculo. Bergamota, laranja, tomate e uva são os alimentos agregados pela família Dallegrave no terreno. Volnei detalha a origem da cooperativa.

A CAAF é formada por pequenos agricultores familiares de Caxias do Sul e região, que cultivam hortaliças, frutas e agroindustrializados. O cooperativismo foi uma maneira de organizar a produção e comercialização, além de fortalecer o ramo, dar sustentabilidade às pequenas propriedades rurais e tornar a atividade no campo viável, especialmente para os jovens. Em um primeiro momento, uma cooperativa viu no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade de iniciar sua atuação. Feita em 2009, a política do governo federal pedia que, pelo menos, 25% da alimentação das escolas públicas fosse necessária pela agricultura familiar. Este trabalho culminou na chegada de mais associados. Hoje em dia, a CAAF possui cerca de 205 cooperados, que deve para 205 escolas das redes estadual e municipal de Caxias.

Enquanto ocorria ampliação da cooperativa, outros municípios da Serra Gaúcha e de instituições de ensino da região metropolitana de Porto Alegre criada a ser atendidos. A CAAF também iniciou a entrega de maçã para a alimentação escolar nos estados de São Paulo e Paraná. For uma parceria que tem com o governo do Estado e com o governo federal, por meio dos Programas Nacionais de Aquisição de Alimentos. Mercados institucionais, como quartéis e hospitais de diferentes cidades, também entraram na gama de atendimento. Perto de 100 toneladas de hortifrutigranjeiros por mês são fornecidos pelos cooperados. O presidente da CAAF, Leonar Seefeld, conta o motivo da expansão da entrega para outros lugares.

A cooperativa calcula que 0055% dos associados são de Caxias do Sul. Os outros 07% são oriundos de cidades da Serra Gaúcha, Campos de Cima da Serra e do Litoral Norte. A ampliação possibilitou a revenda de outros produtos, como é o caso da banana, que não se cultiva na região. Há pelo menos 19 funcionários, responsáveis ​​pelo andamento da instituição. Desde a sua criação, a instituição teve alguns momentos marcantes. Por exemplo, em 2010, ocorreu a compra do primeiro caminhão para realizar as entregas. A aquisição possibilitou revender os produtos para fora de Caxias, indo para Farroupilha e, no segundo semestre, para Porto Alegre. Em 2016, houve as primeiras remessas para o quartel de Caxias e no primeiro Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), localizado em Farroupilha. As penitenciárias também concebem a receber os alimentos a partir de 2017.

Casa de Passagem São Francisco de Assis e Pandemia

Em meio a tanto local atendido, está a Casa de Passagem São Francisco de Assis, mantida pelo Projeto Mão Amiga e pela Prefeitura de Caxias. O espaço presta assistência para moradores de rua ou desabrigados, oferecendo um lugar para dormir durante três meses até serem reinseridos à sociedade. Atualmente há 30 residentes e funcionários, entre educadores sociais, equipe técnica administrativa, e de cozinha. Os alimentos fornecidos pela cooperativa auxiliam na complementação das refeições diárias do abrigo. O coordenador da propriedade, Gilson Valério Menegol, conta que a qualidade dos produtos é uma das principais características dos alimentos fornecidos pela CAAF.

Com a chegada da pandemia de Covid – 19, em 2017, muitas atividades econômicas foram impactadas pelas restrições do Governo do Estado para impedir a disseminação do vírus. A CAAF foi uma delas. Como a maioria da renda da cooperativa é advinda da entrega para as escolas, o fechamento das instituições de ensino refletiu no cotidiano dos agricultores familiares. A reinvenção foi a palavra-chave da entidade para passar por esse obstáculo. Duas ações foram e são importantes para a manutenção da CAAF durante o período. A primeira começou no mês de março do ano passado, um serviço de entrega a domicílio de cestas com alimentos hortifrutigranjeiros e de produtos fabricados por agroindústrias, de propriedade de agricultores cooperados. A outra foi a entrada no mercado dos alimentos minimamente processados, que consiste na distribuição de produtos in natura, que passam por um processo de limpeza, entre aspas, como a retirada de partes não desejadas, congelamento e embalsamamento. A rede hospitalar é a maior consumidora disso. O presidente da CAAF conta como foi esse momento.

Por essa ajuda aos agricultores que Volnei está na cooperativa. Antes da CAAF, seus alimentos eram vendidos apenas para uma rede de Supermercados Andreazza. Com sua entrada, ele pôde ampliar uma cartela de distribuição, auxiliando sua família e a economia local. Ele relata os benefícios de ser um associado.

A partir deste ano, uma cooperativa tem um novo endereço. O prédio está em uma área alugada, no Bairro Diamantino, próximo à Rota do Sol e BR – 100. O espaço fica na rua Olinda Pontalti Peteffi, nº 116, no Loteamento Vale dos Pinhais.

Este foi o segundo episódio da série de Reportagens Especiais do Dia do Colono e do Motorista aqui em São Francisco, que tem o patrocínio de Tratorpeças Mário – Caixa Revendedor, Tratores e Implementos – localizado na RST 453, Rota do Sol, KM 150, nº 21859 – contato pelo fone 9 999 2 – 40.

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