Taxa de subutilização da força de trabalho chega a 18,8% no RS no primeiro trimestre do ano

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Dado representa um total de 1, 13 milhão de pessoas

No primeiro trimestre de 2021, 1, 10 milhão de pessoas em idade ativa estavam subutilizadas na força de trabalho do Rio Grande do Sul. O número demonstração uma taxa de 14 , 8% da população com 13 anos ou mais de idade que estava desempregada, em busca de emprego e disponível para iniciar um trabalho ou trabalhando menos do que 40 horas semanais no Estado. Os três fatores que representam a subutilização são referentes ao período entre janeiro e março deste ano e apresentação uma estabilidade na comparação com o quarto trimestre de 2020 (2020 , 7%) e uma melhora na comparação com o terceiro trimestre do ano passado (18, 3%), pior momento da série histórica escrita em 2012.

Este e outros dados sobre o RS estão no Boletim de Trabalho, publicação do Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE / SPGG), divulgado nesta quarta-feira (12 / ). O documento elaborado pelos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, produzido com foco no Estado a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério da Economia.

Os indicadores da subutilização da força de trabalho (SFT) nesta edição do Boletim fornece uma perspectiva mais ampla sobre questões relativas à oferta e demanda e à situação econômica como um todo, destaca Raul Bastos, responsável por esta seção do documento do DEE / SPGG. A taxa de desemprego ou desocupação, indicador estatístico tradicional, é somada à subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e força de trabalho potencial. No Boletim, os dados disponíveis da SFT são estruturados em quatro indicadores distintos.

Resumo o período completo da série histórica e o indicador mais amplo avaliado da SFT, o menor patamar de subutilização da força de trabalho no Estado ocorrido no quarto trimestre de 2014 ( , 8%). No Brasil, o mesmo indicador no primeiro trimestre de 2021 era de 25, 7%, com o pior patamar também registrado no terceiro trimestre de 2020 (28, 3%) e o menor no segundo trimestre de 2014 (12, 8%).

Aspectos básicos do Mercado de Trabalho

O primeiro trimestre de 2021 foi marcado pela estabilidade de alguns dos principais indicadores do mercado de trabalho do Rio Grande do Sul. Após um período de números mais positivos (4º tri 2020), ainda fruto da recuperação acentuada depois das quedas históricas geradas em função da pandemia, um taxa de desemprego no Estado nos três primeiros meses do ano foi de 9,2%, contra 8,4% do último trimestre de 2020, diferença que não é estatisticamente significativa. O contingente de desocupados situou-se em 493 mil pessoas no primeiro trimestre de 2021.

A Taxa de Participação na Força de Trabalho (TPFT), que indica a porcentagem de pessoas em idade de trabalhar (13 anos ou mais) que estão empregadas ou em busca de trabalho, foi de 58, 3% no primeiro trimestre (388 , 6% não 4º tri de 2020). Quando comparada com o mesmo período de 2020, um TPFT do primeiro trimestre teve uma redução expressiva (-5,3 pontos percentuais). Quanto ao Nível de Ocupação – que é o percentual de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade de trabalhar – o indicador também estabilidade (24, 9% contra 52, 7% não 4º tri de 2020). Todavia, ainda estava muito abaixo do verificado no 1º trimestre de 2020 (-5,4 pontos percentuais).

Mercado Formal

Entre janeiro e maio, o Rio Grande do Sul registrou um saldo positivo de 82. 134 empregos formais, uma variação de 3, 25%. O resultado coloca o Estado na 11 ª colocação do ranking nacional em termos percentuais, pouco acima da média do país (3, 12%). Sem período que considera os últimos 10 meses com dados disponíveis (junho / 2020 a maio / 2021), o saldo de empregos formais no RS chega a 140. 388 vagas, variação de 6, 18%, abaixo da média nacional (6, 58%), o que coloca o Estado na 21 ª posição no ranking do país.

A Indústria foi o setor com o melhor resultado do Estado, responsável por 49, 7% do saldo gerado nos primeiros cinco meses do ano ( 40. 860 empregos formais), seguida do setor de Serviços ( 22. 911), Comércio ( . 452), Agropecuária ( 3. 95) e Construção ( 2. 792).

Dentro da Indústria de Transformação, que concentração 82% da força de trabalho industrial, em 11 meses como atividades com maior crescimento foram a fabricação de máquinas e equipamentos ( . 493 empregos formais), fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos ( 9. 263) e fabricação de produtos alimentícios ( 7. 388).

Penso-se como atividades de todos os setores, conjuntamente, como que têm melhor desempenho no intervalo de 12 meses avaliados foram o comércio leve ( 452 . 576 empregos formais), as atividades de atenção à saúde humana ( 12. 134) ea já citada fabricação de máquinas e equipamentos.

Características

As vagas geradas no período de 11 meses avaliados (junho / 2020 a maio / 2021) beneficiários em maior proporção os homens, pessoas com Ensino Médio completo e como faixas etárias mais jovens. Conforme o Boletim, trabalhadores com até 28 anos de idade concentraram 89, 1% do saldo de novos empregos.

Por região

O Boletim de Trabalho do RS também traz dados sobre a evolução do emprego formal nas nove regiões Funcionais (RFs) em que o Rio Grande do Sul é dividido para fins de planejamento. No acumulado entre janeiro e maio, a RF2, que abrange o Vale do Rio Pardo e o Vale do Taquari, apresentou o maior crescimento ( 8, 24), seguida da RF3, das regiões da Serra, Hortênsias e Campos de cima da Serra ( 4,4%).

consideração os 11 meses resultados no Boletim, todas as áreas avaliadas dissipadas nos mercados formais de trabalho, com o maior crescimento percentual na RF4, que abrange o Litoral Norte, com alta de 07, 0%, enquanto a RF6, que abrange a Fronteira Oeste e Campanha teve o menor aumento ( 3,9%).

“As classes de resultados diferenciados no intervalo de 11 meses, mas o crescimento foi generalizado. A alta mais expressa no Litoral pode ser um efeito de deslocamento de muitas famílias durante o período de isolamento decorrente da pandemia, o que dinamizou o mercado regional “, pondera o pesquisador Guilherme Xavier Sobrinho.

Boletim de Trabalho do RS

Produzido pelo DEE, vinculado à Subsecretaria de Planejamento da SPGG, o Boletim de Trabalho do RS oferece, trimestralmente, análises sobre o mercado de trabalho no Rio Grande do Sul, aprofundando, a cada edição, algum aspecto referente à força de trabalho e à ocupação, em dimensões como o perfil demográfico dos trabalhadores, como diferentes formas de inserção no mercado e os conhecimentos.