Simecs é contra proposta de férias coletivas emergenciais feitas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias

Oposição foi manifestada pelo presidente do sindicato, Paulo Spanholi. Uma das justificativas é de que a decisão cabe a Prefeitura

A proposta do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul e Região de conceder férias coletivas emergenciais à categoria para diminuir a disseminação da Covid – 19 foi contestada nesta sexta-feira (12 / 03). A específica é do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), entidade patronal do ramo na Serra Gaúcha.

Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, o presidente do sindicato, Paulo Spanholi, afirma que foi surpreendido com a manifestação do grupo que representa os empregados. É visto que não há motivo para viabilizar as férias, com a justificativa de que os trabalhadores estão mais seguros nas empresas do que em casa. Isso teria sido falado por eles, em uma enquete realizada pelo Simecs nas empresas. Ele diz que a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) foi procurada sobre o assunto e não haveria menção para uma paralisação. Em caso de um futuro colapso do sistema de saúde, o sindicato patronal seria o primeiro a aderir à mobilização de fechamento da categoria.

Ele frisa que as metalúrgicas tomam os cuidados preventivos para evitar o contágio do novo coronavírus. Há equipes médicas especializadas para atender os funcionários e seus familiares. Essa manifestação também teria saído da Prefeitura de Caxias do Sul, que entendeu como seguro os locais de trabalho.

O Sindicato dos Metalúrgicos afirmou que procuraria o Simecs para tratar do tema. Spanholi fala que, até o momento, não houve contato. É ressaltado que em nenhum momento, durante as reuniões das partes, houve falas a respeito de uma possível sugestão de férias coletivas, muito menos um acerto na questão. Ele vê que cabe ao poder conter decidir quais as melhores medidas para a doença.

O Simecs ressalta que espera por um contato do Sindicato dos Metalúrgicos. A entidade patronal aguarda um convencimento de que a parada seja benéfica para todos e de que os trabalhadores desejam aderir ao movimento.

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