Indústria puxa criação de empregos formais no RS neste ano

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Boletim de Trabalho aponta alta no estoque de vínculos formais em todas as regiões do Estado entre setembro / 2020 e agosto / 2021

Nos oito primeiros meses de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 118, 8 mil empregos formais – alta de 4,7% sobre o total. Nesse período, a Indústria foi a líder na criação de vagas, responsável por 35, 8% dos novos postos, com destaque para os segmentos de máquinas e equipamentos e o coureiro-calçadista. O ranking é seguido do setor de Serviços (37, 6% do total), Comércio (14, 8%), Construção (4,7%) e Agropecuária (2,1%).

No período de 11 meses, entre setembro de 2020 e agosto de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 188, 1 mil empregos formais , alta de 7, 65%, enquanto na comparação de agosto com julho o saldo foi positivo em 11, 8 mil vínculos formais. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), o Rio Grande do Sul tinha em agosto um estoque de 2, 65 milhões de empregos formais.

Os dados estão no Boletim de Trabalho, publicação do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e foram divulgados nesta quarta-feira 12 / 10). O documento elaborado pelos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, produzido com foco no Estado a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do Novo Caged, do Ministério da Economia.

Apesar das altas, os números registrados no Rio Grande do Sul alterado o Estado abaixo da média do Brasil nos obstáculos. Na comparação de agosto com o mês anterior, o país obteve aumento de 0,9% no número de vínculos formais. No acumulado do ano a alta brasileira ficou em 5,6% e na soma de 10 meses (set / 2020 a ago / 2021) a expansão chegou a 8, 35%. Sem ranking nacional, o RS ficou na 26 ª posição na comparação agosto / julho e no 18 º posto nos outros dois intervalos.

Litoral Norte e Serra em destaque

conceber as vagas geradas em 11 meses (set / 2020 a ago / 2021) e a divisão do Estado em nove Regiões Funcionais (RF) para fins de planejamento, a RF4, que abrange o Litoral Norte, e a RF3, que engloba as regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, lideraram o aumento no estoque de vínculos formais de trabalho. Na primeira, a alta foi de 13, 1% no período, enquanto a segunda o crescimento chegou a 9,5% no mesmo intervalo.

No lado oposto do ranking das regiões, a RF6, da Campanha e da Fronteira Oeste, e a RF2, dos vales do Taquari e do Rio Pardo, registraram as menores variações, com altas de 4,7% e 5 , 2%, respectivamente. “A liderança do Litoral Norte foi possivelmente beneficiada por um incremento populacional relacionado à pandemia, enquanto na Serra a atividade da indústria, que foi o setor com maior dinamismo na geração de empregos, especialmente ligado ao segmento de máquinas e equipamentos, puxou o desempenho . A estiagem de 2020 e a retração sem segmento de produtos de fumo foram determinantes para os números das regiões da Campanha dos Vales “, analisa o pesquisador Guilherme Xavier Sobrinho.

Das vagas geradas em 11 meses, houve um equilíbrio na distribuição entre homens e mulheres (50, 6% e 49 , 4%, respectivamente), com destaque para as pessoas com Ensino Médio completo (60, 2% do total) e com idades entre 18 e 24 anos (52, 0% do total).

Aspectos básicos do mercado de trabalho

Quando considerados os dados da Pnad Contínua do IBGE sobre o segundo trimestre de 2021, a taxa de participação na força de trabalho (TPFT), que indica a porcentagem de pessoas em idade de trabalhar (12 anos ou mais) que estão ocupadas ou em busca de trabalho, registrar alta em relação ao primeiro trimestre, chegando a 59, 5% – ante 58, 3 % do período anterior.

Quanto ao nível de ocupação – percentual de pessoas ocupadas em vínculos formais e informações em relação às pessoas em idade de trabalhar – o indicador registrado variação de 1,3 ponto percentual no segundo trimestre de 2021 na comparação com o primeiro, com o contingente de ocupados alcançando 5, 27 milhões de pessoas.

A taxa de informalidade no Estado – que indica a soma dos empregados sem carteira de trabalho assinada no setor privado, trabalhadores sem carteira assinada, empregadores sem CNPJ, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e os trabalhadores familiares em relação ao total de ocupados – chegou a 31, 7% no segundo trimestre, percentual abaixo do registrado no Brasil (38, 6%) e no Paraná (33, 7%) e acima dos de Santa Catarina (18 e São Paulo (31, 1%).

A taxa de desemprego (desocupação) no Rio Grande do Sul permaneceu estável no segundo trimestre de 2021 (8,8%), tanto na comparação com o trimestre anterior como em relação ao mesmo período de 2020. No segundo trimestre de 2021, o RS tinha a segunda menor taxa de desemprego entre as 31 unidades da federação. Em relação aos outros Estados da região Sul, o Estado apresenta taxa semelhantes ao Paraná (9,1%), acima de Santa Catarina (5,8%) e inferior em comparação a São Paulo (14, 4%) e ao Brasil (13, 1%).