Claquete: A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas

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Michael Rianda

Hoje é dia de falar de uma animação que chegou silenciosa na plataforma vermelhinha, mas que eu gostei muito e achei válido a indicação ! O filme é “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” então fique atento por que eu vou te contar por que esse filme vale a conferida!

Uma adolescente embarca em uma viagem com seus orgulhosos pais, irmão mais novo e cachorro amado para começar seu primeiro ano na faculdade. Mas seus planos de se unir como uma família logo são interrompidos quando os dispositivos eletrônicos do mundo se revoltam e rapidamente organizam um apocalipse robô. Agora, tão estranho família Mitchell pode salvar a humanidade.

“A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” é uma animação bolinha mas que com certeza vai te botar pra pensar – enquanto se diverte muito ao mesmo tempo. Com bobinha eu me refiro a técnica de animação que parece, em uma primeira vista, infantil demais e sem preocupação temática. Mas logo quando o filme engrena a gente começa a perceber um roteiro envolvente e que pode surpreender muito. No desenrolar do carretel nós mergulhamos em um primeiro ato apresentativo muito bem feito onde a partir de os personagens já nos causam empatia, o suficiente para comprar como parangolices de animação sem se perder na “moral” que ela nos apresenta. E agora falando da parte de botar para pensar, a obra acertou muito na escolha dos elementos de base, se solidificando no ramo das 3 esferas da animação moderna – coração, humor e movimentação frenética. Esses elementos deram liberdade criativa para o diretor Michael Rianda – eventos no projeto e diretor de alguns episódios da aclamada Gravity Falls –
que conseguiu trabalhar bem o roteiro que é bem fértil em imaginação e com uma mensagem crítica – um tanto quanto sarcástica – da sociedade moderna. Pois é, até parece que eu parei de falar de um desenho usando essa frase, mas é isso mesmo que “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” representa, um misto de uma animação cheia de informação em tela e uma montagem frenética e hiperativa, com lições muito importantes sobre a vida em família, maturidade, respeito e sobre a distância das relações pessoais com tanta tecnologia envolvida no meio. É realmente muito impressionante como uma animação pode lidar com coisa séria sem perder a característica principal de divertir, por isso essa obra me conquistou, porque sabe muito bem onde pisar e principalmente onde tocar na gente. Com certeza vale você pegar toda a sua família e assistir a essa grande animação, vale a conferida de todos os públicos!

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