Frade Capuchinho fala sobre o Dia dos Arcanjos

29 de setembro é a data de São Miguel, Rafael e Gabriel

Frei Clemente Dotti, atualmente residente da Garibaldi. Ele atuou durante anos em comunidades da paróquia Imaculada Conceição em Caxias do Sul. Nesse período, acumulou as funções de diretor-geral da livraria São Miguel, editora São Miguel e Associação Antoniana e também foi presidente da Fundação Cultural Riograndense, que engloba as rádios São Francisco e Mais Nova FM. O frade capuchinho falou sobre o dia dos Arcanjos, sua simbologia espiritual e a devoção nacional e internacional.

A entrevista foi ao Ar no programa Temática. Confira na íntegra.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios exegéticos. Liturgia dominical – ano A

Roteiro para uma refelxão do Domingo 4 de outubro

27º Domingo do Tempo Comum

Dia: 04 de outubro de 2020

Primeira Leitura: Is 5,1-7

Salmo: Sl 79, 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5,7a)

Segunda Leitura: Fl 4,6-9

Evangelho: Mt 21,33-43

 

O evangelho deste 27º domingo encontra-se na primeira seção destes capítulos 21–22. Neles, a autoridade de Jesus é questionada pelos líderes judaicos. É para eles que Jesus conta três parábolas jurídicas: a parábola sobre os dois filhos, a parábola do banquete rejeitado e a parábola dos vinhateiros homicidas (21,33-43).

Antes de prosseguir, convém explicar o que é uma parábola jurídica. É uma parábola inserida em um relato um pouco maior: um profeta conta uma história e pede a quem escuta sua opinião sobre o acontecimento narrado. Quem ouve a parábola dá um veredito. O profeta, então, diz que a história contada é uma comparação com a atitude da própria pessoa que está ouvindo e opinando. Desse modo, sem saber, a pessoa condena a si mesma.

A parábola dos vinhateiros homicidas contém algumas imagens conhecidas na tradição bíblica, pois esta parábola tem sua raiz no Cântico da vinha de Is 5,1-7, que ouvimos hoje na primeira leitura.

A chave para entender a parábola contada por Jesus está no significado das figuras simbólicas: o dono da vinha é Deus; a vinha é Israel; a plantação, o cultivo e os cuidados do dono mostram a solicitude e o amor de Deus pelo povo eleito; os agricultores, encarregados da vinha para fazê-la produzir, são os dirigentes (políticos e religiosos); os frutos, segundo Is 5,7, são o direito e a justiça, expressos no amor ao próximo; os servos enviados por Deus representam os profetas; o fato de enviá-los repetidamente indica que Deus deseja com ansiedade a conversão do povo; o Filho e herdeiro é Jesus, o Messias.

O v. 33 descreve o carinho com que o Senhor trata sua vinha. Esse cuidado é apresentado enfaticamente com quatro ações: plantou, cercou-a, escavou, construiu.

Os vv. 35-36.38-39 descrevem, de modo até repetitivo, a ação dos vinhateiros. Em flagrante contraste com as ações do Senhor, os responsáveis pela vinha agem de modo agressivo: açoitaram, mataram, apedrejaram, agarraram, jogaram fora e novamente mataram.

Por meio da parábola, Jesus revela a hipocrisia dos chefes, não só os de Israel daquele tempo, mas também os nossos e de hoje. Eles deveriam compreender que a autoridade vem de Deus para cuidar do povo; no entanto, ao invés de cumprir a missão recebida, exercem o poder em beneficio próprio, impedindo o povo de ser feliz e ter vida.

Os servos enviados pelo dono da vinha nos vv. 34 e 36, são os profetas. O fato de serem de o dono da vinha enviar dois grupos pode ser interpretado como uma síntese de toda a ação profética do Antigo Testamento.

A grande novidade do relato de Mateus é que o próprio Filho do Dono da vinha veio e está no meio de nós para pedir conta dos frutos.

Um aspecto interessante do v. 38 é que os agricultores reconhecem de imediato o Filho: Este é o herdeiro. O crime deles não acontece por engano, pois eles têm plena consciência de suas ações. Não é um delito culposo, mas doloso: eles têm intenção de fazer o mal, eles querem ocupar o lugar do Senhor da vinha e se tornar os únicos donos do povo de Deus. E embora a parábola se refira aos dirigentes, indiretamente ela se aplica também a todo o povo, que se deixa levar e participa da infidelidade de suas autoridades.

A afirmação do v. 39: E apoderando-se dele, jogaram-no para fora da vinha e o mataram, é uma alusão ao que os líderes judaicos em breve farão com Jesus, será condenado, levado para fora dos muros de Jerusalém e ali crucificado.

Antes de concluir a parábola, Jesus cita dois versículos do Sl 118: vv. 23-23. A pedra angular pode ser a pedra mais importante de um alicerce, normalmente a que está na base de uma coluna ou parede, ou também a pedra no alto de um arco de uma porta ou janela. Em ambos os casos, é a pedra que sustenta toda a parede ou até mesmo toda a construção. Na releitura cristã deste salmo, a pedra principal é Jesus, o Messias Filho de Deus, vencedor do pecado e morte: ele é a pedra angular para vida do mundo, a casa comum, como nos recorda o Papa Francisco.

 

Link para notícia no site Tua Rádio

Pandemia muda a rotina de uma das maiores romarias do Brasil

Se preferir, ouça o conteúdo no player de áudio

A Romaria de Nossa Senhora Aparecida em Passo Fundo não será realizada de forma presencial neste ano de 2020. O comunicado oficial foi feito pelo arcebispo dom Rodolfo Luís Weber, a partir das reuniões realizadas e observando o quadro atual vivenciado com a pandemia do novo coronavírus. Porém, celebrações dedicadas à padroeira do Brasil serão realizadas a partir do dia 02 de outubro em diante. Será a novena, sendo disponibilizados diariamente vídeos pelas redes sociais para as celebrações em família.

Não haverá atividades no segundo domingo de outubro, como acontecia todos os anos. As pessoas devem celebrar na sua paróquia. No dia 12 de outubro, dia da Padroeira Nossa Senhora Aparecida, será celebrada uma missa a partir das 10h no Santuário Arquidiocesano, sem a presença de devotos, e transmitida por emissoras de rádio e redes sociais.

LEIA A MENSAGEM DE DOM RODOLFO LUÍS WEBER:

Aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, saudações em Jesus Cristo! O tempo de pandemia quebrou nossas agendas, programações e mudou nosso modo de viver. Temos aprendido novas formas de cuidado com a nossa vida e a dos nossos irmãs e irmãos. Desde os primeiros sinais da pandemia, a Igreja tomou medidas com a finalidade de defender a vida, como a restrição de participação nas celebrações, o distanciamento, segundo as orientações dos órgãos públicos e a ajuda às pessoas necessitadas. Fazer isso é uma questão de fidelidade a Jesus Cristo, que veio para que todos tenham vida e vida em abundância.

Sabemos que a Romaria de Nossa Senhora Aparecida é um dos maiores eventos, senão o maior, de nossa região em aglomeração de pessoas. Nesse sentido, depois de analisarmos a questão em diferentes esferas, e sabendo da impossibilidade de uma aglomeração desta natureza no tempo que vivemos, temos as seguintes orientações: Em 2020 não acontecerá a ROMARIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA, que acontece tradicionalmente no segundo Domingo de Outubro e tampouco a Romaria da Criança e demais festividades no dia 12 de outubro. Em vez de romaria, vamos celebrar o Dia de Nossa Senhora Aparecida, com a seguinte programação: 1. Uma novena online, em forma de vídeo, a ser realizada em nossas famílias, dentro do espírito da Igreja-casa.

A novena acontecerá entre os dias 2 a 10 de outubro e poderá ser acessada nas redes sociais da Arquidiocese de Passo Fundo. A novena estará disponível sempre a partir das 8h da manhã. Cada família pode se organizar para realizar seu momento de oração a qualquer hora do dia. 2. No dia 11 de outubro, domingo, todos são convidados a acompanhar as celebrações em suas respectivas comunidades paroquiais, seja por meios digitais ou presenciais, conforme as bandeiras vigentes no período. Rua Coronel Chicuta, 436 – 4º Andar | Centro 99010-051 | Passo Fundo| RS (54) 3045-9240 | [email protected] www.arquidiocesedepassofundo.com.br 3. No dia 12 de outubro, às 10h da manhã teremos a celebração em honra a Nossa Senhora Aparecida, em espírito de unidade arquidiocesana.

A celebração será fechada ao público, sendo transmitida nas redes sociais e em rádios parceiras. 4. Pedimos que não visitem o Santuário, especialmente nos dias 11 e 12 de outubro, para evitar aglomerações. Orientamos os romeiros que escolham um outro dia do mês de outubro. O Santuário estará aberto todos os dias para visitar a imagem e, para quem quiser, receber a bênção de um ministro. 5. E quem fez promessas? Como cumpri-las? A Igreja autoriza a substituição da sua promessa por outras práticas, por exemplo: a) participar da novena dos dias 2 a 10 de outubro; b) acompanhar a celebração do dia 12 de outubro diretamente de suas casas; c) escolher um dia no mês de outubro para fazer sua oração e visita ao santuário, (exceto o dia 11 e 12 outubro para evitar aglomerações); d) fazer uma obra de caridade. Contamos com a sua colaboração. Pedimos que compartilhe estas informações nas redes sociais para que chegue a todos os devotos de Nossa Senhora. Deus abençoe a todos, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Link para notícia no site Tua Rádio

Comunidade regional reza pela beatificação do Monsenhor João Benvegnú

Ouça a entrevista, na íntegra, no player de áudio

Desde 2008, a Arquidiocese de Passo Fundo trabalha no Processo de Beatificação e Canonização do Monsenhor João Benvegnu. O religioso já é reconhecido como Servo de Deus pelo Vaticano, em título concedido em 2011.  Ao longo deste período o trabalho esteve focado em três frentes: postulação, histórica e teológica. O atual pároco de Casca, Padre Dalcy Debastiani, promotor do processo de beatificação, explica que cada uma destas frentes possui uma comissão especial, porém, que muito trabalho precisou ser parado neste ano, em função da pandemia. Assim que for possível, revela ele, as pesquisas serão retomadas.

João é o oitavo filho dos imigrantes italianos Fedele Benvegnú e Maria Moretti, oriundos de Taibon Agordino – Província de Belluno – Itália. Nasceu em 12 de agosto de 1907, às margens do rio Taquari, no Distrito de Muçum, pertencente naquela época a Guaporé, hoje município de São Valentim do Sul. Em 1921, aos 14 anos de idade, entrou para o Seminário dos Padres Passionistas, em Pinto Bandeira, município de Bento Gonçalves. Iniciou seu ministério atendendo no Convento de Nossa Senhora do Carmo e, simultaneamente, trabalhava no centro da Boa Imprensa.

No dia 20 de outubro de 1935 assumiu a Paróquia de São Domingos pertencente a Arquidiocese de Porto Alegre, como pároco, permanecendo até sua morte em 03 de janeiro de 1986. Deste então, relatos de bênçãos devotadas ao Monsenhor, se espalham pela região e por outras localidades. Conforme o padre Dalcy, o Monsenhor João Benvegnú sempre foi contemplativo, ativo, atento e comprometido com as necessidades e sofrimentos do seu povo.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos para a Liturgia Dominical para 27 de setembro

26º Domingo do Tempo Comum

Subsídios Exegéticos para a Liturgia Dominical para 27 de setembro

Ano A

Dia: 27/09/2020

26º  Domingo do Tempo Comum

Evangelho: Mt 21m18-32

Primeira Leitura: Ez 18,25-28

Segunda Leitura: Fl 2,1-11

Salmo:  24,4bc-5.6-7.8-9 (R 6a)

 

Evangelho

Todo o AT tem como meta fazer a vontade de Deus. As leis eram a expressão clara deste desejo. Por isto mesmo, da parte das elites religiosas, não observar as leis era visto como estar longe da vontade de Deus. Assim, quem não estava em dia com as leis, era visto como maldito (Jo 7,49). Os verdadeiros filhos eram os que cumpriam todas as prescrições (Lc 18,9ss). Os pecadores públicos e as prostitutas nem sequer eram vistos como filhos de Deus. E, na opinião das elites religiosas, estariam excluídas do Reino de Deus.

A justiça do Reino, trazida por Jesus entra em conflito com justiça da religião petrificada das autoridades. Para começo de história, nesta parábola exclusiva de Mateus, os dois são filhos do pai, tanto os “bons observantes da Lei”, como também os pecadores que eram considerados malditos. O mesmo apelo é dirigido a ambos. Depende agora da resposta dada por cada um.

Ter como herança toda história de Israel, desde Abrão, Moisés, os profetas pode ser um solene “Sim” verbal a Deus. No entanto, não aceitar o Filho enviado pelo Pai (Mt 3,16s), é dar um solene “Não” na prática, pois a vontade do Pai se realiza no Filho. Ninguém vai ao Pai se não for por Jesus (Jo 14,6). Não se está realizando a vontade do Pai só observando a Lei do AT e rejeitando o seu Filho. Ele é a plenitude da revelação. Fechando-se a Jesus, o plano do Pai não se realiza.

Muitos daqueles que não estavam em dia com a velha Lei, talvez por opção própria, ou até,  por serem ignorantes, ou não terem condições de cumpri-la, ao encontrar Jesus, perceberam nele um apelo do amor de Deus aos pequeninos, coisa que as elites religiosas, empedernidas nas leis, não perceberam. Por isto mesmo, muitos pecadores impuros, em contato com o Filho, sentindo-se amados por Deus, abraçaram a Boa Nova e se comprometeram com ela. No amor de Deus, manifestado em Jesus, encontraram o caminho do Reino.

Este relato ilustra bem a comunidade de Mateus, dos anos 80. Muitas pessoas que não se enquadravam na observância da antiga Lei, como queriam os escribas e fariseus, formavam os fiéis discípulos de Jesus. O próprio Mateus que, como cobrador de impostos era considerado pecador público, em Cristo encontrou seu caminho, deixando para trás um tipo de vida desonesta, comprometendo-se com uma nova realidade. Na comunidade cristã, tinha lugar para todos, desde que se abrissem à graça trazida pelo mestre (cf. Ef 2,11ss).

Entrar no Reino (v.31) não é sinônimo de ir para o céu. Reino é uma realidade que já começa aqui na terra, ou seja, a nova realidade onde as pessoas se comprometem com o amor e a justiça, realidade esta que certamente culmina no céu, mas entrar ou não entrar é algo daqui da terra. Em outras palavras, pecadores públicos e prostitutas, abrindo-se aos apelos de Jesus entenderam a novidade do amor que acolhe a todos, por isto entraram na lógica do Reino, enquanto os autossuficientes observantes do AT, que se fecharam a Jesus, não puderam entrar nesta nova comunidade de verdadeiros irmãos onde se acolhe o próximo no amor e na justiça de Deus. Logo, não é Deus quem impede a estes entrar no Reino, mas a sua cegueira diante do enviado do Pai.

Relacionando com os outros textos

No Exílio da Babilônia, os exilados estão culpando a Deus pelos seus infortúnios. “Nossos pais pecaram e nós pagamos a conta”. O profeta discorda desta visão e mostra que Deus não está punindo os pais nos filhos. Cada um é responsável. Mesmo aqueles que erraram, encontram em Deus a remissão.

Continuando a lógica do Reino refletida no evangelho, pode-se também perceber no profeta que, um dia ter dado um sim a Deus e depois se fechar, não leva a nada. Mas aqueles que que só despertaram mais tarde para o amor de Deus, sempre encontram nele a graça do perdão. Assim aconteceu com Paulo, com Agostinho e como muitos outros. Eles encontraram em Jesus o caminho que conduz ao Pai, mesmo que no passado tivessem feito muito mal.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsidios Exegéticos para o dia 20 de setembro 2020

25º Domingo do Tempo Comum

SUBSÍDIOS EXEGÉTICOS PARA A LITURGIA DOMINICAL
ANO A
Dia: 20/09/2020
25º Domingo do Tempo Comum
Primeira Leitura: Is 55,6-9.
Salmo: Sl 144,2-3.8-9.17-18 (R. 18a)
Segunda Leitura: Fl 1,20c-24.27a
Evangelho: Mt 20,1-16a

Vinha: terra, povo, tradição e poder.
A comunidade de Mateus resgata a memória de Jesus a partir do martírio de lideranças após a destruição do Templo pelo Império Romano em 70 d.C. Neste contexto, a “vinha” é uma imagem trazida do Primeiro Testamento, e ela simboliza tanto o povo de Deus quanto a terra prometida (cf. 5,1s; 27,2s). A comunidade de Mateus tem forte ligação com as profecias, sendo o sinótico que mais usa a imagem da vinha, que concentra nos capítulos 20 e 21, que focam a ida de Jesus a Jerusalém como centro da tradição judaica e do poder político e religioso estabelecido.

Jesus e os direitos da vinha
O capítulo 20 está no final da terceira parte do Evangelho que narra o caminho da Galileia a Jerusalém (14,1-20,34). Assim a simbologia da vinha é colocada como anúncio do Projeto do Reino que se opõe aos poderes que levam Jesus à morte na Cruz. Entre estas oposições está o direto que o projeto do Reino estabelece para as pessoas que trabalham na vinha.

O projeto do Reino e o pagamento justo a quem trabalha
A vinha ocorre quatro vezes, nos versículos 2,4,7 e 8. Isto é, se concentra na metade da perícope, onde se estabelece os elementos constitutivos do projeto do Reino em relação aos direitos das pessoas trabalhadoras:
* 20,1-2. Elementos narrativos que darão a base ao direito: “o homem/humano (ántropos); “dono da casa” (oikodespótes), o valor do trabalho (denário), a jornada e as pessoas trabalhadoras, mencionadas duas vezes (érgatas).
* 20,3-4.  Segunda saída que enfatiza o pagamento (mistosastai; v.1), “justo” (dicaion, v.2).
* 20,5-8. Retomada dos elementos constitutivos do direito: “pagamento justo” (emistosato/dicaion; v.7), o guardião da vinha (epítropos) que, por ordem do “Senhor” (kyrios), efetuará o pagamento justo para as pessoas trabalhadoras.
Assim a primeira parte da parábola estabelece que todas as pessoas trabalhadoras – sem exceção – têm o direito ao “pagamento justo” e garantir/lutar/reivindicar este direito é missão de quem guarda da vinha (Jesus e suas comunidades).
A nova lei do Reino que estabelece a justiça para a classe trabalhadora
A segunda parte do texto retoma a questão do valor do trabalho, mencionado no versículo 1, através do conceito de denário (valor do imposto diário per-capita, cobrado pelo Império Romano), que reaparece no versículo 9. O fato de usar esta unidade para falar do valor do pagamento justo pelo trabalho, pode indicar a superação da exploração imperial. O uso de uma lógica não meritocrática para o pagamento das pessoas que trabalharam provoca uma reclamação ao “oikodespótes”, ignorando a ação obediente do guardião (Jesus e as comunidades). Para reafirmar o direito, o conceito “justo” é substituído pelo conceito “lícito” (éxesti, v.15), termo usado no mesmo Evangelho em discussões com escribas e fariseus (cf. 12,2-10). O Reino resgata o sentido da Toráh, como realização da justiça para todas as pessoas trabalhadoras, subvertendo – como vemos no versículo 16 – a ordem opressora onde sempre a elites (“primeiros/as”) prevalecem sobre as pessoas pobres (“últimos/as”).
Relacionando com os outros textos

Em Deutero-Isaías (40-55) encontramos um contexto de resistência contra o sistema opressor, durante o Exílio Babilônico, onde afirmar que os pensamentos divinos estão acima de outros pensamentos (Is 55,8), implica em uma visão de mundo capaz de transformar o que é injusto e estabelecer a verdadeira misericórdia. O apóstolo Paulo exorta a “viver dignamente segundo o Evangelho” (Fl 1,27a). Na ótica do projeto do Reino não é possível viver dignamente o Evangelho sem estabelecer relações dignas, justas, igualitárias, para todas as pessoas a começar por aquelas que, nos sistemas excludentes, são as últimas.

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF
Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló
Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA
Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS
www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef
Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

 

Link para notícia no site Tua Rádio

Romaria de Nossa Senhora Aparecida não será realizada neste ano

Anúncio foi feito pelo Arcebispo Dom Rodolfo Luís Webber

A Romaria de Nossa Senhora Aparecida em Passo Fundo não será realizada neste ano de 2020. O comunicado oficial foi feito pelo arcebispo dom Rodolfo Luís Weber, a partir das reuniões realizadas e observando o quadro atual vivenciado com a pandemia do nono coronavírus. A partir do dia 02 de outubro acontecerá a novena, sendo disponibilizados diariamente vídeos pelas redes sociais para as celebrações em família.

Não haverá atividades no segundo domingo de outubro, como acontecia todos os anos. As pessoas devem celebrar na sua paróquia. No dia 12 de outubro, dia da Padroeira Nossa Senhora Aparecida, será celebrada uma missa a partir das 10 horas no Santuário Arquidiocesano, sem a presença de devotos, e transmitida por emissoras de rádio e redes sociais.

LEIA A MENSAGEM DE DOM RODOLFO LUÍS WEBER:

Aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, saudações em Jesus Cristo! O tempo de pandemia quebrou nossas agendas, programações e mudou nosso modo de viver. Temos aprendido novas formas de cuidado com a nossa vida e a dos nossos irmãs e irmãos. Desde os primeiros sinais da pandemia, a Igreja tomou medidas com a finalidade de defender a vida, como a restrição de participação nas celebrações, o distanciamento, segundo as orientações dos órgãos públicos e a ajuda às pessoas necessitadas. Fazer isso é uma questão de fidelidade a Jesus Cristo, que veio para que todos tenham vida e vida em abundância.

Sabemos que a Romaria de Nossa Senhora Aparecida é um dos maiores eventos, senão o maior, de nossa região em aglomeração de pessoas. Nesse sentido, depois de analisarmos a questão em diferentes esferas, e sabendo da impossibilidade de uma aglomeração desta natureza no tempo que vivemos, temos as seguintes orientações: Em 2020 não acontecerá a ROMARIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA, que acontece tradicionalmente no segundo Domingo de Outubro e tampouco a Romaria da Criança e demais festividades no dia 12 de outubro. Em vez de romaria, vamos celebrar o Dia de Nossa Senhora Aparecida, com a seguinte programação: 1. Uma novena online, em forma de vídeo, a ser realizada em nossas famílias, dentro do espírito da Igreja-casa.

A novena acontecerá entre os dias 2 a 10 de outubro e poderá ser acessada nas redes sociais da Arquidiocese de Passo Fundo. A novena estará disponível sempre a partir das 8h da manhã. Cada família pode se organizar para realizar seu momento de oração a qualquer hora do dia. 2. No dia 11 de outubro, domingo, todos são convidados a acompanhar as celebrações em suas respectivas comunidades paroquiais, seja por meios digitais ou presenciais, conforme as bandeiras vigentes no período. Rua Coronel Chicuta, 436 – 4º Andar | Centro 99010-051 | Passo Fundo| RS (54) 3045-9240 | [email protected] www.arquidiocesedepassofundo.com.br 3. No dia 12 de outubro, às 10h da manhã teremos a celebração em honra a Nossa Senhora Aparecida, em espírito de unidade arquidiocesana.

A celebração será fechada ao público, sendo transmitida nas redes sociais e em rádios parceiras. 4. Pedimos que não visitem o Santuário, especialmente nos dias 11 e 12 de outubro, para evitar aglomerações. Orientamos os romeiros que escolham um outro dia do mês de outubro. O Santuário estará aberto todos os dias para visitar a imagem e, para quem quiser, receber a bênção de um ministro. 5. E quem fez promessas? Como cumpri-las? A Igreja autoriza a substituição da sua promessa por outras práticas, por exemplo: a) participar da novena dos dias 2 a 10 de outubro; b) acompanhar a celebração do dia 12 de outubro diretamente de suas casas; c) escolher um dia no mês de outubro para fazer sua oração e visita ao santuário, (exceto o dia 11 e 12 outubro para evitar aglomerações); d) fazer uma obra de caridade. Contamos com a sua colaboração. Pedimos que compartilhe estas informações nas redes sociais para que chegue a todos os devotos de Nossa Senhora. Deus abençoe a todos, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos para a Liturgia Dominical 13 de setembro

24º Domingo do Tempo Comum

Subsídios Exegéticos para a Liturgia Dominical

Dia:13 de setembro 2020  – Ano A

24º Domingo do Tempo Comum

Evangelho: Mt 18,21-35

Primeira Leitura: Eclo 27,33 – 28,9

Segunda Leitura: Rm 14,7-9

Salmo:  102,1-4.9-12 (R.8)

 

Evangelho

A pergunta de Pedro é crucial: “quantas vezes devo perdoar ao irmão que pecar contra mim?” Está subentendido um limite ao perdão. Jesus fará ver que o perdão devido aos outros é ilimitado. O “setenta e sete vezes” ou “setenta vezes sete” não é uma questão aritmética. É a derrubada da lógica vingativa de Lamec, que é a lógica do ressentimento humano: “Caim é vingado sete vezes, mas Lamec, setenta e sete vezes” (Gn 4,24).

O maior é aquele/a que sabe perdoar mais. Não por acaso a pergunta aparece na boca de Pedro. Ele deve saber que não existem limites ao perdão, que se trata de um padrão indicador onde ele é julgado pelo mesmo parâmetro com o qual julga os outros (7,1s), será tratado com a mesma misericórdia que usou na sua relação com outros (6,12-15).

Mais profundamente ainda, a parábola que é própria de Mt, ilumina o contraste entre a lógica gratuita de Deus e aquela dos seres humanos. E de como o perdão fraterno/sororal pode nascer unicamente da experiência do perdão que cada um de nós recebe de Deus.

A parábola apresenta três cenas: a) um primeiro diálogo entre senhor e servo, no qual fala somente o servo (v.23-27); b) um diálogo entre os servos (v.28-31); c) um segundo diálogo entre senhor e servo, no qual fala somente o senhor (32-34). Na conclusão aparece um versículo parenético (v.35).

As quantias na parábola são extraordinariamente contrastantes: cerca de trezentas e quarenta toneladas de ouro (v.24) e menos de trinta gramas de ouro (v.28). O rei não perdoa a dívida na esperança de ser ressarcido, mas somente porque “tendo-se compadecido” (v. 27: splanchnistheís, um particípio que sempre é cristológico em Mt: 9,36; 14,14; 15,32; 20,34). Portanto a esperança do servo não é conseguir pagar, mas somente a magnanimidade (makrothymía, v.26) do seu senhor.

Nos v. 25 e 30 a identidade de comportamento ressalta como o servo quisera imitar o senhor sem o sê-lo (porque não sabe ser misericordioso como ele). Os outros companheiros de serviço “ficaram penalizados” com o ocorrido (observe a ressonância com 17,23; 26,22): uma traição a Jesus está ocorrendo, uma subversão da lógica evangélica, de todo o ensinamento do Mestre.

Nos v. 32-34 o senhor (kýrios) repreende asperamente o “servo mau” pela sua incapacidade de ter compaixão: “Não devias, também tu, ter compaixão?” No texto aparece uma “necessidade” formal; se utiliza o mesmo verbo que encontramos na primeira profecia da paixão: deî, é necessário (16,21). É a necessidade evangélica de renunciar a si mesmo para seguir Jesus (16,24).

Note-se a evidente correspondência entre os dois particípios “tendo-se compadecido” (v.27: splanchnistheís) e “tendo-se irado” (v.34: orghistheís). O Senhor é compassivo e também exigente, e a sua exigência é precisamente a misericórdia.

Relacionando com os outros textos

A perícope do Eclo aparece como um comentário a Lv 19,17-18: Deus se vinga do vingativo e perdoa quem perdoa. É destacada a dimensão humana da solidariedade relacionada ao fim do ser humano e a prática dos mandamentos da aliança.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Grito dos Excluídos será nesta segunda-feira, de forma virtual

Evento é promovido pela CNBB e uma série de outras entidades

A exemplo das organizações que reiventaram os seus eventos, a CNBB também realoca um de seus eventos anuais, para o meio virtual. O 26º Grito dos Excluídos, conhecido por ser um movimento de rua, neste ano terá uma programação virtual para todo Rio Grande do Sul. Será na segunda-feira, 07/09, das 10h às 12h, pelos canais da Rede Soberania, na internet. Realizado em todo o país, o Grito dos Excluíods tem como tema a vida, sendo ela colocada em rimeiro lugar. O lema é focado no preconceto e na repressão: “queremos trabalho, terra e participação”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da Igreja Católica lançou o Grito em 1995 e o organiza juntamente com outras igrejas, expressões religiosas, movimentos e entidades, representativas de variados segmentos sociais e chama a todos para participar. De acordo com a CNBB, a 26ª edição do Grito dos Excluídos denuncia que a exclusão social, seja através dos baixos salários, no retrocesso em relação aos direitos trabalhistas e previdenciários, na educação, no desemprego, na assistência social entre outros problemas, resultam em sofrimento para a população.

Para mais informações sobre o Grito dos Excluídos no Brasil acessar https://www.gritodosexcluidos.com

Programação
A atividade terá momentos de celebração e de reflexão sobre o tema – lema: “A Vida Em Primeiro Lugar: Basta De Miséria, Preconceito E Repressão. Queremos terra, teto e participação”. Também terá depoimentos “dos gritos” de diversos segmentos sociais da população do estado (indígenas; migrantes; periferia; mulheres; juventude; agricultura familiar…. ); abordará a adesão do Grito RS à campanha de plantio árvores lançada pelo MST e contará com a participação de diversos artistas.

Organizadores
Pastoral Carcerária / RS
Caritas Brasileira – Regional RS
Rede Soberania – Brasil De Fato
Pastoral Do Migrante/RS
Comunidades Eclesiais De Base – Cebs/RS
Movimento Fé E Política/RS
Conselho Indigenista Missionário / CIMI-SUL
Confederação Nacional Das Associações De Moradores / Conam
Marcha Mundial Das Mulheres
Bancada Pt /RS
Movimento Das Mulheres Camponesas / MMC
Movimento De Trabalhadores Por Direito / MTD
Comitê – Grito De Caxias Do Sul
CMP
Conselho Nacional De Leigos / Cnlb Sul 3
Movimento De Luta Nos Bairros, Vilas E Favelas (MLB)
Juventude Operária Católica / JOCRS
Escola Fé E Política / Santa Maria
Comissão Pastoral Da Terra /CPT – RS
Movimento Atingido Por Barragem /MAB
Movimento Trabalhadores Sem Terra / MST
Central Única Dos Trabalhadores / CUT-RS
Fegamec/Conam
Associação Softwarelivre
Abrasco e Comitê Popular Passo Fundo
Grito Dos Excluidos Continental
Adjc/RS – Advogados e Advogadas Pela Democracia, Justiça E Cidadania
Conselho Nacional De Igrejas Cristãs Do Rs (Conic RS)
Forum Inter-Religioso E Ecumênuco Em Defesa Da Democracia, Diversidade E Direitos (Fire).
PCB/POA
Diversas Pessoas Físicas

Link para notícia no site Tua Rádio

Hospedagem Solidária encerra nesta segunda-feira

Projeto, que começou no início de julho, hospedou cerca de 25 pessoas por dia.

A terceira edição do projeto ocorreu no salão paroquial da Paróquia Sagrada Família. Devido à pandemia, a ação precisou se adaptar em alguns pontos. O número de voluntários ficou entre oito e dez por turno. Durante o período de atividades, a hospedagem abrigou cerca de 25 pessoas diariamente.

Entretanto, o padre Elton Aristides revelou que em dias mais frios, o local recebeu 40 usuários por noite. O projeto manteve a oferta de refeições noturnas e o café da manhã. Entretanto, por causa da pandemia, não foi possível oferecer o banho.

(Ouça a entrevista na íntegra abaixo do título)

Link para notícia no site Tua Rádio

Grito dos Excluídos será nesta segunda-feira, de forma virtual

Evento é promovido pela CNBB e uma série de outras entidades

A exemplo das organizações que reiventaram os seus eventos, a CNBB também realoca um de seus eventos anuais, para o meio virtual. O 26º Grito dos Excluídos, conhecido por ser um movimento de rua, neste ano terá uma programação virtual para todo Rio Grande do Sul. Será na segunda-feira, 07/09, das 10h às 12h, pelos canais da Rede Soberania, na internet. Realizado em todo o país, o Grito dos Excluíods tem como tema a vida, sendo ela colocada em rimeiro lugar. O lema é focado no preconceto e na repressão: “queremos trabalho, terra e participação”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da Igreja Católica lançou o Grito em 1995 e o organiza juntamente com outras igrejas, expressões religiosas, movimentos e entidades, representativas de variados segmentos sociais e chama a todos para participar (ver carta CNBB no link https://www.gritodosexcluidos.com/cartacnbb). De acordo com a CNBB, a 26ª edição do Grito dos Excluídos denuncia que a exclusão social, seja através dos baixos salários, no retrocesso em relação aos direitos trabalhistas e previdenciários, na edução, no desemprego, na assistência social entre outros problemas que resultam em sofrimento para a população.

“A realidade de exclusão e violência social é especialmente vergonhosa em relação às comunidades indígenas e quilombolas, à população negra, aos migrantes, aos ex-detentos e abandono da população de rua. Se expressa ainda na violência contra as mulheres e população LGBTQ+, na falta de perspectivas para a juventude da periferia e no extermínio da juventude negra, entre tantas outras violências e agressões ao povo. Este movimento ao ser realizado na semana da Pátria é um grito que denuncia que nesta grande casa/mãe que é a nossa pátria, uns comem e outros não; uns são bem tratados e outros não, ou seja: a Pátria ‘mãe’ tem tratamento desigual para seus filhos”, diz a nota oficial de divulgação do evento.

Para mais informações sobre o Grito dos Excluídos no Brasil acessar https://www.gritodosexcluidos.com

Programação

A atividade terá momentos de celebração e de reflexão sobre o tema – lema: “A Vida Em Primeiro Lugar: Basta De Miséria, Preconceito E Repressão. Queremos terra, teto e participação”. Também terá depoimentos “dos gritos” de diversos segmentos sociais da população do estado (indígenas; migrantes; periferia; mulheres; juventude; agricultura familiar…. ); abordará a adesão do Grito RS à campanha de plantio árvores lançada pelo MST e contará com a participação de diversos artistas.

Organizadores
Pastoral Carcerária / RS
Caritas Brasileira – Regional RS
Rede Soberania – Brasil De Fato
Pastoral Do Migrante/RS
Comunidades Eclesiais De Base – Cebs/RS
Movimento Fé E Política/RS
Conselho Indigenista Missionário / CIMI-SUL
Confederação Nacional Das Associações De Moradores / Conam
Marcha Mundial Das Mulheres
Bancada Pt /RS
Movimento Das Mulheres Camponesas / MMC
Movimento De Trabalhadores Por Direito / MTD
Comitê – Grito De Caxias Do Sul
CMP
Conselho Nacional De Leigos / Cnlb Sul 3
Movimento De Luta Nos Bairros, Vilas E Favelas (MLB)
Juventude Operária Católica / JOCRS
Escola Fé E Política / Santa Maria
Comissão Pastoral Da Terra /CPT – RS
Movimento Atingido Por Barragem /MAB
Movimento Trabalhadores Sem Terra / MST
Central Única Dos Trabalhadores / CUT-RS
Fegamec/Conam
Associação Softwarelivre
Abrasco e Comitê Popular Passo Fundo
Grito Dos Excluidos Continental
Adjc/RS – Advogados e Advogadas Pela Democracia, Justiça E Cidadania
Conselho Nacional De Igrejas Cristãs Do Rs (Conic RS)
Forum Inter-Religioso E Ecumênuco Em Defesa Da Democracia, Diversidade E Direitos (Fire).
PCB/POA
Diversas Pessoas Físicas

Link para notícia no site Tua Rádio

"Tudo que foi pensado pode ser repensado, tudo que foi programado pode ser reprogramado", diz Frei Miguel sobre eventos de comemoração ao Centenário da Paroquia Cristo Rei de Marau

Este conteúdo esta disponível, também, no áudio da matéria

Setembro é um mês de grande significado para a comunidade católica marauense, isso porque em 2020, é comemorado o centenário da Paróquia Cristo Rei de Marau. Inicialmente uma programação especial de comemoração era aguardada por todos, porém, com a chegada da Covid – 19 muita coisa precisou ser transformada. 

Em conversa com a Tua Rádio Alvorada o Pároco de Marau, Frei Miguel Debiasi, refletiu sobre os últimos acontecimentos e sobre o papel importante que a igreja desenvolve em momentos como este (entrevista completa disponível no áudio da matéria) e lembrou das atividades comemorativas já iniciadas. O Frei explica que a organização para o centenário foi dividida em três partes: preparação, celebração e continuidade. 

A preparação teve início no ano de 2015, onde muitas famílias puderam contemplar, por alguns dias, a imagem do Cristo Rei Redentor em suas casas. Além disso, muitos trabalhos de restauração da Igreja Matriz foram realizados neste período. Já no ano de 2019 foi iniciado o momento de celebração. Foram 7.268 famílias visitadas, até o mês de fevereiro de 2020. Ainda em junho de 2020 foi iniciado o Tríduo em um momento em que as celebrações já estavam sendo realizadas através de canais digitais como medida de proteção ao coronavírus. Como explica o Pároco, nesta etapa algumas atividades seguem sendo realizadas.

A expectativa agora é para o período de continuidade, segundo Frei Miguel, inicialmente, cada comunidade deve receber uma muda de oliveira, que traz um significado especial para a igreja. “Claro, muitas coisas ficaram pelo caminho, com o tempo da pandemia, mas, eu sempre penso comigo mesmo, tudo que foi pensado pode ser repensado, tudo que foi programado pode ser reprogramado. O espaço é inferior ao tempo, este contexto em que estamos vivendo pode passar, mas o tempo será sempre um tempo novo de pensar, recriar e programar”, aponta o Pároco.

Link para notícia no site Tua Rádio

Projeto de revitalização da área externa da igreja matriz São Paulo Apóstolo ficará pronto no final de setembro

A Paróquia São Paulo Apóstolo de Lagoa Vermelha está realizando uma obra ao lado da igreja matriz. No local está sendo reestruturado o espaço em homenagem ao Papa São João Paulo II e Nossa Senhora Desatadora dos Nós.

O Pároco da igreja Padre Luiz Primachik, em entrevista à Tua Rádio, falou sobre a obra.

Conforme Primachik, o espaço que já é bastante frequentando principalmente aos finais de semana, agora com o novo projeto tem o objetivo de mostrar um pouco mais sobre o Papa São João Paulo II e Nossa Senhora Desatadora dos Nós, e também tornar o espaço externo da igreja em um espaço de orações.

No local também haverá uma gruta e um velário. Além de realçar ainda mais a beleza da Matriz São Paulo Apóstolo, o local será um ponto turistico da cidade. O valor da obra custára entre R$ 30 e R$ 35 mil reais.

A obra deve ser concluída no final deste mês de setembro, já sua inauguração será realizada em outubro, junto à romaria de Nossa Senhora Desatadora dos Nós e São João Paulo II.

O padre também falou que neste ano a romaria terá algumas mudanças em função da pandemia. Ouça a entrevista.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos para a Liturgia Dominical 06 de setembro

23º Domingo do Tempo Comum

Dia: 06/09/2020

 

23º Domingo do Tempo Comum

Evangelho: Mt 18,15-20

Primeira Leitura: Ez 33,7-9

Segunda Leitura: Rm 13,8-10

Salmo: Sl 93,1-2.6-7.8-9

                       

Evangelho

No evangelho de Mateus, Jesus faz cinco grandes discursos. Neles, o evangelista apresenta um plano de ação pastoral. São as “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora” da Igreja de Mateus. O trecho do evangelho de hoje faz parte do quarto discurso, que tem como grande tema “A comunidade fraterna”. O evangelista mostra que a vivência em comunidade só será bem-sucedida se houver correção fraterna e o perdão.

Os versículos lidos nesta liturgia apresentam uma questão bem concreta: O que fazer quando acontecerem ofensas pessoais entre os irmãos?

O caminho que Jesus propõe não é apenas de correção, mas também de reconciliação. Por isso, são vários os passos e as estratégias pastorais.

A primeira atitude a ser tomada, descrita no v. 15, é uma conversa privada, cuja iniciativa é da pessoa ofendida: se teu irmão pecar contra ti. Neste caso, a ação de quem sofreu a ofensa é a mesma do pastor, descrita imediatamente antes, nos vv. 10-14: procurar a ovelha que se havia perdido.

A segunda atitude é apresentada no v. 16: se o encontro a sós não surtiu efeito, a parte interessada na reconciliação e na recuperação deve envolver outros irmãos no processo: se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas. O princípio legal de chamar testemunhas está formulado em Dt 19,15: Uma só testemunha não basta … A acusação só é válida quando for feita por duas ou três testemunhas.

Se também esta atitude não surtir o efeito desejado, o passo seguinte é apresentado no v.17a: Se não quiser escutá-las, dize-o à Igreja. O sentido primeiro do termo grego ekklesía é “assembleia reunida para fins políticos”. Ao apropriar-se deste termo originalmente laico, os cristãos reconhecem que a sua comunidade não é apenas uma reunião de culto e de devoção; é também um encontro em que se assumem opções com consequências na vida política, social e cultural. Em outras palavras, a Igreja não é um mundo à parte e isolado do que acontece ao seu redor.

Mas, pode acontecer de o irmão corrigido preferir continuar no erro. O último passo, apresentado no v. 17b, tem um aspecto radical: Mas, se também não quiser escutar a Igreja, será para ti como o pagão e o coletor de impostos.

Normalmente, esta palavra de Jesus é interpretada como excomunhão: Jesus estaria dizendo que é para expulsar da comunidade o irmão pecador teimoso. Mesmo que fosse isso, não se deve confundir a expulsão da comunidade com o conceito atual de excomunhão, uma punição extrema na Igreja Católica. Ocorre, porém, que o texto de Mateus não tem nada a ver com excomunhão.

“Tratar como pagão e coletor de impostos” não significa banir alguém da comunidade, mas sim considerar aquela pessoa como alguém que necessita de uma atenção redobrada, como alguém que ainda não pertence a comunidade e que exigirá dos irmãos maior atenção e paciência. Não se trata, portanto, de excomunhão, mas sim missão: os membros da Igreja são chamados a se empenhar para restaurar e formar aquele irmão.

A experiência da paternidade comum de Deus revela-se na missão de Jesus que acolhe os pecadores, eliminando as barreiras hipócritas criadas no ambiente religioso. Ele fundou, na nova comunidade, uma experiência de fraternidade que ocorre em relações de misericórdia e aceitação mútuas. O perdão inicial de Deus deve continuar e expandir-se na experiência humana e eclesial. Quando nos falta a capacidade de reproduzir essa lógica da misericórdia no relacionamento intereclesial, fechamo-nos à experiência do perdão definitivo e escatológico de Deus. A misericórdia entre irmãos torna-se, assim, um momento de verificação da experiência de fé dos discípulos que experimentaram autenticamente a paternidade de Deus.

Relacionando com os outros textos Ezequiel 33,7-9

Ezequiel foi um profeta que atuou na Babilônia, durante o tempo do exílio dos judeus naquela terra. Ezequiel era um sacerdote do templo de Jerusalém, mas foi deportado para a Babilônia em 597 a.C., quando os exércitos de Nabucodonosor invadiram Jerusalém.

Chamado para ser profeta no exílio, Ezequiel torna-se agora também a “sentinela da palavra de Deus”. O profeta quer evitar o pior, isto é, que o povo esqueça a palavra de Deus. Por isso, assume a função da sentinela: prevenir, dar o alarme, explicar o que está acontecendo. O profeta, portanto, não é um adivinho; na verdade, ele lê e interpreta os acontecimentos, a fim de anunciar a palavra do Senhor. E a tragédia nacional faz Ezequiel compreender que a palavra do Senhor para o povo exilado é uma palavra de salvação.

A imagem da “sentinela” evoca a urgência e o perigo do momento. O profeta aparece nos momentos mais difíceis mais dramáticos. Ele não faz previsões no “achismo”: ele interpreta os acontecimentos à luz da Palavra que recebeu de Deus e nesse confronto enxerga os caminhos que o povo deve seguir para ter vida e esperança. 

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef.poa

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios exegéticos para a liturgia dominical ano A 30/08/2020

22º Domingo do Tempo de Comum

22º Domingo do Tempo de Comum

Evangelho: Mt 16,21-27

Primeira Leitura: Jr 20,7-9

Segunda Leitura: Rm 12,1-2

Salmo:  Sl 62,2-6.8-9

 

Evangelho

O texto deve ser lido como consequência da Profissão de Pedro (Mt 16,13-20), quando se completa o ensino sobre esta profissão. Cinco vezes Jesus anuncia sua paixão, morte e ressurreição (Mt 16,21ss; 17,9; 17,22s; 20,17ss; 26,45). O texto de hoje, compreende o primeiro anúncio com suas consequências e pode ser dividido em três partes: o primeiro anúncio (v.21), a reação de Pedro (vv.22-23) e as consequências para os discípulos (vv.24-27).

Provavelmente o v. 21 seja o reflexo de um único dito original dos últimos dias de Jesus em Jerusalém (cf. Mc 14,41; Mt 26,45), mas que foi retomado em ambiente pós-pascal numa perspectiva apocalíptica do conceito de Filho do Homem de Dn 7,13s.27s onde este título é símbolo do resto fiel de Israel, que sofreu as agruras de Antíoco Epífanes, mas com a certeza da vitória final. Chamando para si o conceito de Filho do Homem, Jesus assume a morte trágica, bem como a exaltação gloriosa da ressurreição.

Não era difícil, nos últimos dias em Jerusalém, prever a própria morte de cruz. Neste contexto, Jesus teria se entendido à luz de Dn 7,13ss, assumindo a tragédia da morte, confiando na vitória da ressurreição. Mais tarde, as comunidades replicaram esta autointerpretação de Jesus e a colocaram nos diversos textos dos anúncios da paixão. O v. 21 usa o título Jesus Cristo, o que não se encontra em Mc 8,31, nem em Lc 9,22. Cristo é título messiânico pós-pascal, portanto, se confirma, que este versículo, é desenvolvimento da comunidade de Mateus. No texto paralelo de Mc 8,29-31 isto se torna mais evidente. Pedro professa Jesus como o Cristo (v.29) e Jesus corrige a perspectiva de Pedro com o título de Filho do Homem sofredor (v.31).

Jesus diz que devia ir a Jerusalém ao encontro da morte. Este dever ir não é fatalidade, mas sim, o preço do confronto com o império da morte representado pelas autoridades. Trata-se do preço inevitável que Jesus pagará em sua fidelidade ao Pai diante do poder de morte que impera no mundo. Ele sofrerá a sorte dos profetas (Mt 23,34) que enfrentaram toda sorte de oposições. Em tudo isto, no entanto, está a promessa da ressurreição. O poder da morte não tem a última palavra.

O messianismo do Cristo que vai ao encontro da morte (vv.22-23) não entra na concepção de Pedro. Por isto ele, de pedra-rocha (v.17) vai para pedra de tropeço (v.23). Ele quer desviar Jesus da fidelidade ao Pai e isto é, segundo Jesus, satânico. Pedro, o iluminado por Deus (v.17), agora tem um pensamento humano. Seu conceito de Cristo é segundo a lógica humana, que é insensatez diante de Deus (1Cor 1,17ss). A esperança messiânica ilustrada com sonhos de glória triunfalista sobre os adversários era muito comum desde o AT, mas isto é sonho humano ainda nos tempos da redação dos evangelhos (cf. Mc 10,35-45 e Mt 20,20-28). Pedro, como o demônio (Mt 4,10) quer desviar Jesus de seu projeto, por isto Jesus diz: “vai para trás de mim”. Ou seja, você se colocou na minha frente, quer me ensinar. Voltar para trás, é assumir novamente o lugar de discípulo.

Os ditos dos vv.24-27 são frases aleatoriamente ajuntadas (cf. Mt 10,38s), ilustram que, o messianismo que assume a morte terá de se traduzir também na vida dos discípulos. Assim, seguir um messias sofredor é bem diferente de seguir um triunfalista. Isto se demonstra em três momentos: a) renunciar a si: interesses próprios, b) tomar a cruz: enfrentar as adversidades e c) seguir Jesus: o caminho do Filho do Homem que vai à morte, enfrentando os poderes do antirreino.

Relação com Jr 20,7-9

O Profeta Jeremias, como mais tarde Pedro e os demais discípulos, teve de aprender que, ser fiel a Deus tem um preço: o sofrimento, o escárnio, e a perseguição. Daí resulta para todos os discípulos e discípulas que, ser fiel a Cristo hoje é, a exemplo de Jeremias e de Pedro, assumir as dores do confronto com os contra-valores que também hoje querem desviar o evangelho da fidelidade a Deus.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

 

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios exegéticos para a liturgia dominical Ano a 21 de agosto 2020

21º Domingo do Tempo Comum

Subsídios exegéticos para a liturgia dominical

Primeira Leitura: Is 22,19-23

Salmo: Sl 137,1-2a.2bc-3.6.8bc (R. 8bc)

Segunda Leitura: Rm 11,33-36

Evangelho: Mt 16,13-20

 

Do contexto para o significado

Nesta parte do Evangelho de Mateus (14,1-20,34) Jesus e sua comunidade apostólica fazem a última e derradeira viagem da Galileia até Jerusalém onde Jesus será crucificado. Para a comunidade de Mateus, formada por pessoas refugiadas e sobreviventes da destruição da cidade e do templo em 70 d.C. esta narrativa é de grande relevância.

Da memória à ressignificação

Mt 16,13-20 tem como fonte o Evangelho de Marcos (8,27-30), ou, no mínimo, um texto (logia) em comum. Não se trata, no entanto, de mera cópia. Mateus faz uma ressignificação. Isso se nota no título que Mateus acrescenta: Filho da humanidade (uion tou antropou) (Mt 16.13b). Joaquim Jeremias observa que este título nunca apareceu em nenhuma confissão de fé, aparecendo apenas quando dita pelo próprio Jesus. Provavelmente trata-se de uma expressão original dele. Em aramaico, a língua de Jesus, diz-se “bar ‘enasha”. No entanto, chama a atenção que seja apresentada sempre em terceira pessoa. A expressão tem suas origens nos escritos apocalípticos do judaísmo, como em Daniel (7,13;8,17). Jesus – em sua identidade messiânica – comunga com a humanidade sofrida, com a comunidade perseguida e martirizada, sendo “Filho da humanidade”, projetando-a para a vitória escatológica do Reinado dos Céus.

Outra inclusão de Mateus é a menção ao profeta Jeremias. É, certamente, o mais sofrido de todos os profetas, que chega a maldizer o dia do seu nascimento (Jr 20,14). A comunidade de Mateus vê em Jesus a expressão de todas estas heranças. Na resposta definitiva a comunidade de Mateus vai além do original de Marcos, acrescentando, além de Cristo: “Filho do Deus Vivo”! Esta é uma confissão que resgata Os 2,1: “filhos do Deus vivo” (uioi Theou zontos) – na versão grega dos LXX – significando a inclusão das comunidades no novo Israel.

Jesus, na confissão de fé pronunciada por Pedro, é o Cristo que gera em si uma nova humanidade de filhas e filhos do Deus Vivo. Da mesma forma, quando Pedro é chamado bem-aventurado (makarios), ele representa todas as pessoas das bem-aventuranças (Mt 5,1-12) e quando é qualificado como a “pedra/rocha” sobre a qual a Igreja (assembleia/ecclesia) é edificada, manifesta o sentido missionário da igreja como geradora de nova humanidade para todas as pessoas, vencendo a morte/inferno/submundo.

Relacionando com os outros textos

O texto de Isaías compara um servo personalista, que buscava se autopromover, chamado Sebna (Is 22,15) que não considerava a grandeza de Deus, mas se apropriava dela, com outro Eleakim (cujo nome significa Deus se estabelecerá, Is 22,20) que, em seus atos, refletia a presença de Deus. Pedro ao declarar a divindade de Jesus, não o faz para si, mas assumindo a voz desta nova humanidade que surge em Cristo. Da mesma forma, Paulo lembra a doxologia, pronunciada na Oração Eucarística: “porque dele, por ele e para ele, são todas as coisas” (Rm 11,36a).

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67    

Link para notícia no site Tua Rádio

Vinhos Frei Fabiano: capuchinho lagoense é um dos responsáveis pela fabricação da bebida

Há mais de 50 anos os Capuchinhos produzem uma diversificada linha de vinhos, hoje presentes em muitos estados brasileiros. São vinhos tintos e brancos com várias opções segundo a demanda do mercado. O vinho licoroso especial é conhecido como o Vinho de Missa, utilizado em igrejas católicas de todo o Brasil.

O cultivo de vários hectares de uvas e a elaboração dos vinhos foram exigindo sempre mais técnica e cuidados. Entre os freis que abraçaram com entusiasmo a produção vitivinícola está Frei Fabiano. Vivia entre as parreiras e entre as pipas na cantina. Detentor de muitos segredos na produção de vinhos, gostava de ensinar aos confrades e aos jovens seminaristas esta arte.

Com a ampliação da produção e as novas exigências do mercado, surgiu o Vinho Frei Fabiano.

Nas últimas décadas o mercado vinícola passou a ser mais exigente. Os capuchinhos, que há mais de meio século tinham cultivares de vinhas trazidas pelos primeiros frades franceses que vieram ao Estado, modernizaram seus parreirais, adotaram novas tecnologias, qualificaram a produção dos vinhos e ampliaram a sua comercialização.

No contexto da expansão e da qualificação dos vinhos no Sul do Brasil, surge em Vila Flores, o Vinhedo dos Frades para garantir produção de uvas e suprir a demanda da Cantina Frei Fabiano. Aqui está, certamente, o nascedouro de uma futura região demarcada de produção vinícola, dadas as características de terroir e de microclima.

O frei lagoense, Djair Galvan é um dos responsáveis por manter viva a tradição da fabricação dos vinhos. Ele falou à nossa reportagem sobre as características e curiosidades da bebida milenar. Ouça.

Link para notícia no site Tua Rádio

“Eu e minha casa serviremos ao Senhor” é o tema deste ano na Semana Nacional da Família

Estamos na semana nacional da família, que é oficialmente a semana promovida pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar que acontece de 9 a 15 de agosto .

A Semana Nacional da Família é uma mobilização de grupos e comunidades que ocorre, desde 1992, com momentos de oração, formação e reflexão. Neste ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs como tema “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24, 15). Conforme explica Padre Cláudio Prescendo.

Ele ressalta que a reflexão do tema deste ano, é para que a família reveza seus valores e suas ações. A semana nacional da família também é para refletir sobre as redes sociais. Segundo padre Cláudio, as redes sociais trouxeram a intolerância e o fanatismo. E todo fanatismo é prejudicial, ele divide, ele corrói e amarga o coração humano.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios exegéticos para a liturgia dominical Ano a 16 de agosto 2020

Assunção de Nossa Senhora

Assunção de Nossa Senhora

Evangelho: Lc 1,39-56

Primeira Leitura: Ap 11,19a;12,1.3-6a.10ab

Segunda Leitura: 1Cor 15,20-27a

Salmo:  44,10bc. 11.12ab.16 (R.10b)

 

Evangelho

Depois do anúncio a Maria, vem este texto de cumprimento e de júbilo. Isabel reconhece Maria como a “mãe do salvador” e a proclama “bem aventurada” pela sua adesão de fé a Palavra de Deus. A maternidade da Virgem vem relacionada à escuta da Palavra de Deus, da qual ela representa o modelo mais excelso na Igreja. Maria, até então taciturna, explode num hino de agradecimento, transbordante de alegria, pelas maravilhas operadas nela por Deus. O texto se articula em duas partes: o encontro de Maria com Isabel (v. 39-45), o Magnificat (v. 46-55).

O estremecimento de João no ventre de Isabel assume o significado de um testemunho antecipado do precursor (cf. v.15). Isabel, sob a ação do Espírito Santo, grita de júbilo e evoca as aclamações diante da Arca (1Cr 15,28; 16,4-5).

No v.45 temos o primeiro macarismo (bem-aventurança) de Lucas. Maria pertence à verdadeira família de Jesus, a escatológica, porque escutou a Palavra e a guardou. Ela tornou-se a Theotókos (Mãe de Deus) em sentido físico e espiritual pelo fato biológico de gerar Jesus e pela sua adesão de fé à Palavra de Deus.

O cântico (1,46-55) chamado Magnificat por causa da sua primeira palavra na versão latina da Bíblia, recapitula a esperança messiânica do povo eleito. Maria, primeiramente, agradece a Deus por tudo quanto operou nela (v.46-50); depois o louva pelo cumprimento das promessas (v.51-55). A primeira parte convém à situação concreta na qual se encontra Maria, depois da anunciação e o encontro com Isabel; a segunda é um hino de ação de graças e de louvor coletivo inspirado no cântico de Ana (1Sm 2,1-10).

É curioso observar que nos tempos verbais a partir do v.51, o futuro da salvação é descrito como evento presente porque começa a cumprir-se com a concepção do Messias. São surpreendentes as expressões fortes derivadas do cântico de Ana e colocadas sobre os lábios da humilde jovem de Nazaré. A celebração da ação divina através dos sete verbos revela a radical diferença da escala de valores aos olhos de Deus: “seu poder é exercido”, “dispersa os soberbos”, “derruba poderosos”, “exalta humildes”, “cumula de bens os famintos”, “despede vazios os ricos”, “socorre Israel”.

Lc apresenta Maria como mulher vigorosa, que exemplifica, como prenúncio, uma transformação na história, com repercussões concretas na situação social do mundo. Ela celebra a salvação operada por Deus em favor dos pobres e dos que vivem à margem, contra a as prepotências e opressões provocadas pelo egoísmo e pecado.

Relacionando com os outros textos

A pressa (v.39) indica o dinamismo provocado pela alegria com a vinda do Messias e também a prontidão de Maria em corresponder à vontade divina. A sua viagem evoca a história da transferência da arca da casa de Abinadab para a de Obed-Edom, onde ficou três meses; depois Davi a transferiu solenemente a Jerusalém (2Sm 6,1-15). Maria representa a arca vivente do NT.

A leitura do Apocalipse põe em relevo que a “arca da (nova) aliança” (a comunidade, Maria), é vista no céu. E uma voz proclama o “agora” da salvação, advérbio chave para interpretar a Assunção.

A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta a emergência de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão. A salvação é um processo dinâmico, do qual é sinal poderoso a Assunção de Maria.

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

“Minha Vocação me faz feliz”, é o tema da campanha do Mês Vocacional da Diocese de Caxias do Sul

Artes, materiais formativos, vídeos e spots para rádio foram criados e distribuídos para as paróquias e imprensa da Serra

A Pastoral Vocacional da diocese de Caxias do Sul realiza, neste mês de agosto, a campanha “Minha Vocação me faz feliz!”, voltada às ações de oração, formação e animação das comunidades católicas e jovens, para o discernimento vocacional. O mote, que segue até o final período, chamado Mês das Vocações, consiste na distribuição digital de materiais, artes, vídeos e subsídios para as celebrações.

O convite é para que as paróquias e os padres, em sinal de unidade, adotem a mesma imagem de capa de seus perfis e páginas no Facebook. A ilustração escolhida para este ano é a ordenação presbiteral do jovem padre Miguel Mosena, realizada no dia 26 de julho de 2020. Na imagem, o bispo da Diocese de Caxias do Sul, dom José Gislon, impõe as mãos sobre o ordenando. A intenção é que, mesmo com a pandemia, a Igreja realize ações que ajudem a juventude no caminho das escolhas pessoais. A campanha está em sintonia com o projeto da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): “Amados e chamados por Deus”.

Para as emissoras de rádio, foi desenvolvido um spot de 30 segundos, para que seja utilizado ao longo da programação, como convite à reflexão sobre a felicidade proposta por Jesus e a importância de revisitar o projeto de vida. Ao longo das quatro semanas de agosto, serão elaborados e-cards e materiais sobre a Semana Nacional da Família e as demais vocações específicas.

Para o coordenador da Pastoral Vocacional, padre Marciano Guerra, a campanha “Minha Vocação me faz feliz!” quer ajudar as crianças, adolescentes, jovens e as comunidades a perceberem que a felicidade está, de fato, em escolhas de vida acertadas. 

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios exegéticos para a liturgia dominical Ano a 09 de agosto de 2020

19º Domingo do Tempo de Comum

Evangelho: Mt 14,22-33

Primeira Leitura: 1Rs 19,9a.11-13a.

Segunda Leitura: Rm 9,1-5

Salmo:  Sl 83,9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)

 

Evangelho

O Evangelho deste domingo é continuação da multiplicação dos pães, lida domingo passado. Em sua narrativa, Mateus apresenta o êxodo do Messias: o mesmo Deus que libertou o povo do Egito agora age por meio de Jesus, o novo Moisés.

Nos vv. 22-23, Jesus obriga os discípulos a entrarem no barco, enquanto ele próprio se encarrega de dispersar a multidão. Após despachar a multidão, Jesus subiu ao monte, em particular, para rezar. Esta é a primeira vez, em Mateus, que Jesus se afasta para rezar. Ele o fará apenas mais uma vez, no Getsemâni, em 26,36-39.

É necessário perguntar por que Jesus afasta os discípulos da multidão e os envia à sua frente. A resposta parece estar nas expectativas da comunidade mateana: como os primeiros discípulos, os membros daquela comunidade esperavam um grande líder que os levasse a superar as crises. No trecho de hoje, isso está figurado nas forças contrárias ao barco de Pedro: as ondas e o vento. Este barco, sem dúvida, é a Igreja (não só a comunidade de Mateus, mas também a nossa), que é convidada a se afastar do desejo de um messianismo triunfante. Não é à toa que o episódio está inserido logo após a grandiosa multiplicação dos pães: a maravilha operada por Jesus poderia levar o povo a aclamá-lo como aquele esperado líder.

O fato de Jesus obrigar os discípulos a embarcar, ir à sua frente e aguardá-lo na outra margem (v. 22) equivale a um mandato missionário: no barco, os discípulos são uma igreja em saída, que sai do lugar seguro e enfrenta as adversidades da missão. Os discípulos não podem se acomodar no lugar do triunfo, onde as multidões “viram” os sinais de Jesus: a obediência ao Mestre os obriga a assumir sempre novos desafios. Jesus não quer que seus discípulos cedam à tentação de um Messias triunfante, que manipula as massas a ponto de, com elas, formar um exército exasperado e truculento.

Mas Jesus não abandona seus discípulos: no meio da noite, Jesus foi até eles, caminhando sobre o mar (v. 25). Como era de se esperar, este ato de Jesus potencializa o desespero dos discípulos: à dificuldade em navegar em meio à turbulência agora acrescenta-se o terror. Andar sobre as águas era atributo de Deus (Jó 9,8) e, por isso, a visão de Jesus caminhando sobre o mar é interpretada como a aparição de um fantasma.

Àqueles homens apavorados, Jesus dirige uma palavra de confiança: “Coragem! Sou eu!” (v. 27). Jesus utiliza a mesma fórmula com a qual Deus havia se revelado a Moisés, em Ex 3,14: a visão não traz a destruição, mas a esperança e a salvação.

O primeiro a reagir é Pedro: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro sobre as águas” (v. 28). Normalmente, o pedido de Pedro é interpretado como piedade e submissão. Mas pode haver outra explicação: Pedro cede ao desejo de se igualar a Jesus e partilhar o seu poder.  A tentativa, porém, é frustrada. Pedro percebe que continua sendo o mesmo de sempre: um simples ser humano, repleto de limitações e de medo. Por isso a censura: “Homem de fé pequena, por que duvidaste?”

Em geral, o termo grego oligópistos é traduzido como “homem de pouca fé” ou “homem de fé pequena”. Mas há nele uma nuança pejorativa: homem de fezinha, de fé mesquinha; homem que tem uma fé baseada nos próprios interesses, e não no compromisso. É natural que uma fé deste tipo, na primeira dificuldade, esmoreça. Neste sentido, a fala de Jesus é uma questão retórica que quer fazer Pedro refletir: “Você tem uma fé mesquinha e interesseira. Entendeu por que, diante da dificuldade, você duvidou?”

Relacionando com os outros textos

1ª leitura 1Rs 19,9a.11-13a.

A primeira leitura mostra o Elias perseguido pela rainha Jezabel. Na fuga, ele se abriga numa gruta no monte Horeb. Há um claro paralelo com o evangelho de hoje: após um acontecimento milagroso, o profeta enfrenta perigosa oposição, tal como os discípulos, que foram forçados a navegar para a outra margem.

De fato, a primeira leitura apresenta três fenômenos cósmicos típicos das teofanias: vento, terremoto e fogo. Supreendentemente, porém, o autor de 1Reis apresenta um quarto elemento – a brisa leve – e é nele que o profeta experimenta a presença de Javé. Convém lembrar que Elias foi um grande crítico ao culto a Baal, que era não somente o deus da chuva e da tempestade, mas também o deus da guerra. Ao afirmar que Javé não está no furacão, no terremoto e no fogo, o autor de 1Reis faz uma crítica aos profetas que, em nome de uma missão supostamente recebida da divindade, conduzem o povo à destruição e à morte.

Isso fica reforçado no fato de Elias encontrar força e consolo não nas manifestações violentas da natureza, e sim na brisa suave: somente a paz interior pode trazer esperança e vida para a pessoa e para a sociedade.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios exegéticos para a liturgia dominical – ano A – 02/08/2020

18º Domingo do Tempo Comum

18º Domingo do Tempo Comum

 

Evangelho: Mt 14,13-21

Primeira Leitura: Is 55,1-3

Segunda Leitura: Rm 8,35.37-39

Salmo:  Sl 144,8-9.15-16.17-18

 

Evangelho

Nos tempos do Novo Testamento esperava-se o Messias que realizaria tudo o que foi prometido no AT. Este, como Moisés, reconduziria o povo ao deserto para uma nova e definitiva versão do que no passado se realizou de forma precária. A teologia de Mateus mostra que tudo isto acontece na pessoa de Jesus.

Há, nos quatro evangelhos, seis relatos da multiplicação dos pães (Mt 14,13-21; 15,32-39; Mc 6,30-44; 8,1-10; Lc 9,10-17; Jo 6,1-16). Provavelmente seja um único fato recontado e reinterpretado em diversas ocasiões, principalmente nas celebrações eucarísticas das comunidades primitivas, quando se evocava esta multiplicação.

Depois do assassinato de João Batista (Mt 14,3-12) que fecha o AT, o novo povo segue Jesus, como outrora o povo no deserto, alimentado pelo maná (Ex 16), havia seguido Moisés. Além do maná, o relato tem por base o profeta Eliseu (2Rs 4,42-44) que, com vinte pães de cevada alimentou cem pessoas e ainda sobrou comida. Desta forma, Jesus superou o profeta, pois os pães eram apenas cinco, os comensais eram cinco mil, sem contar mulheres e crianças – maneira judaica de contar, detalhe só mencionado por Mateus. Jesus, como o novo Moisés, alimenta seu povo no deserto (Sl 78,19).

O texto tem como pano de fundo o AT, mas também reflete a ceia de Jesus. O gesto de tomar o pão, erguer os olhos, dar graças a Deus e repartir o pão, é uma referência à ceia eucarística (Mt 16,20). Os doze são os encarregados de distribuir o pão entre o povo. Eles são os que, na comunidade, celebram a eucaristia e alimentam o povo com a palavra e com a eucaristia. No sentido cristológico pode-se destacar Jesus como o realizador do banquete da salvação como em Is 25,6-12. O povo, pela eucaristia, alimenta-se do corpo de Cristo através das mãos dos apóstolos que agem em nome de Jesus. Assim, originalmente, este relato apontava para Jesus como o realizador definitivo dos sinais realizados pelo maná (Ex 16) e por Eliseu (2Rs 4,42-44), ainda ilustrados por Is 25,6ss, bem como 55,1-3. Mais tarde, porém, este interesse cristológico foi enriquecido pela celebração eucarística administrada pelos apóstolos nas comunidades.

Como outrora, por meio de Moisés, Deus alimentou seu povo no deserto rumo à terra prometida, dando-lhe o maná, agora Jesus, no deserto, alimenta o novo povo, comunidade messiânica, rumo à nova terra prometida, o Reino de Deus.

Nesta nova etapa, Jesus sente profunda compaixão do povo faminto. Esta compaixão, já demonstrada por Deus no AT, agora é o fio condutor da ação de Jesus. Nesta compaixão, mais do que milagre, está uma nova maneira de encarar o problema da forme: a responsabilização dos discípulos diante da fome. Ele pede o que a comunidade tem: cinco pães e dois peixes (5+2 = 7). Sete é o número da totalidade. Logo, a comunidade que coloca tudo em comum, resolve o problema de todos e ainda sobra. Os cinco mil alimentados são o símbolo de Israel, os primeiros saciados. E os doze cestos que sobraram são o povo da nova aliança, representados pelos doze apóstolos. A Igreja agora, continua na história, ao celebrar a eucaristia, a missão de multiplicar o pão para todos, não como um milagre, mas como o compromisso dos seguidores de Jesus que põem tudo a serviço de todos.

Relação com Is 55,1-3

O povo estava no Exílio e explorado. Isaías quer reanimá-lo, anunciando a volta a sua pátria. Quando o profeta fala de comer e beber com fartura quer dizer mais do que ter alimentos abundantes. Entende a realização plena das necessidades do ser humano. Aqueles que voltaram do Exílio para Israel, porém, não viram se realizar estas promessas de forma mágica. Antes, encontraram um ambiente desolador, resultado da destruição. Isto só se realiza, cinco séculos mais tarde na nova aliança, pela ação de Jesus e de seus seguidores, quando estes se comprometem a viver a prática de Jesus.

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Etapa diocesana da beatificação do Frei Salvador Pinzetta será aberta nesta segunda-feira (27)

Processo consiste na avaliação de um suposto milagre atribuído à intercessão do religioso

O processo de beatificação de Frei Salvador Pinzetta terá mais uma etapa nesta segunda-feira (27). A Sessão Solene de abertura do processo diocesano de investigação de um suposto milagre atribuído à intercessão do Frei Salvador vai ocorrer às 10h, no espaço Mater Dei, da Catedral de Caxias do Sul.

Durante entrevista na Tua Rádio São Francisco, o vigário da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus, de Carlos Barbosa, padre Lucivan Francieski, explicou que são diversas etapas que precisam ser percorridas para que alguém seja considerado beato, entre elas a comprovação de um milagre. Ele ainda salientou que após a abertura do processo na Diocese, serão enviados diversos documentos para o Vaticano onde uma comissão de teólogos e médicos fará a análise do milagre para que o intercessor possa ser declarado beato. Ouça a entrevista completa AQUI.

O processo de beatificação de Frei Salvador Pinzetta tramita no Vaticano desde 1977, cinco anos após a morte do frei capuchinho, ocorrida em 31 de maio de 1972. Natural de Casca, Pinzetta atuou na cidade de Flores da Cunha, na região da Serra Gaúcha, onde trabalhava no Convento dos Capuchinhos, na horta e também como ministro da eucarística. Era reconhecido pela sua ação e auxílio aos pobres.

O inquérito diocesano sobre a vida, as virtudes e a fama de santidade de Frei Salvador Pinzetta estava sendo analisado desde 2012 na Congregação das Causas dos Santos no Vaticano. O religioso foi declarado Venerável pelo Vaticano em maio de 2019.  

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos do 17º domingo Comum

ANO A – Dia: 17º Dom. Tempo Comum – 26/07/2020

SUBSÍDIOS EXEGÉTICOS PARA A LITURGIA DOMINICAL

ANO A – Dia:17º Dom. T. Comum

26/07/2020

Primeira Leitura: 1Rs 3,5. 7-12

Salmo: Sl 119,57+72. 76-77. 127-128. 129-130 (R.97a)

Segunda Leitura: Rm 8,28-30 

Evangelho: Mt 13,44-52

 

A comunidade refugiada e o horizonte do Reino.

Antes de comentar o texto é bom lembrar que deve ser feito sob a ótica de uma comunidade de pessoas refugiadas que sobrevivem ao massacre, e destruição do Templo do ano 70 d.C. O gênero das parábolas é comum aos Evangelhos Sinóticos e foi usado como método pedagógico-sapiencial usado por Jesus para ensinar sobre o “Evangelho do Reino”. As parábolas que estão em 13,24-30.44-50 lhe são exclusivas desta comunidade. Assim, partindo da audição da tradição de Jesus em Marcos, faz sua própria reflexão.

 

O lugar da pedagogia parabólica neste Evangelho

Mt 13,44-52, segundo Kümmel, está dentro da “Proclamação do Reino de Deus na Galileia” (4,17-16,20; cf. Introdução ao Novo Testamento, p.123). As parábolas focam ali o sentido político-existencial do Reino num conjunto, não casual, de sete parábolas; inspiradas na Parábola do Semeador; 13,1-9, comum aos três Evangelhos sinóticos. Fazem o resgate de Mc 4 (incluindo a parábola do Grão de Mostarda e excluindo as parábolas da Lâmpada e da Semente; cf. Mt 13,10-23.31-32.34-35 e Mc 4.10-20.30-32.33-34) e acrescentam o material próprio nas parábolas do joio (13.31-32), do fermento (13,33, depois citada em Lucas) e nas três parábolas de Mt 13,44-50. Desta forma apresentam a perspectiva da comunidade, mostrando que a brutalidade da repressão não é compatível com a estratégica política do Reino (o corte antecipado do joio sempre cobra o preço de vidas inocentes), e a necessidade de paciência histórica da fermentação e transformação da realidade.

 

O Reino como opção político-existencial

G. Hendriksen, diz que à respeito da parábola do tesouro que “o quadro corresponde à vida (…) devido às guerras e incursões inimigas (…) às vezes se recorria ao método de sepultar suas posses mais valiosas (…)” (El Evangelio según San Mateo, p. 602). O projeto do Reino e tudo o que “sobrou” para a comunidade que busca condições de sobreviver à repressão e migração forçada.  À experiência masculina se soma a sabedoria feminina! Uma marca inclusiva desta comunidade. A parábola da pérola, que segundo Hendriksen, pode se referir à esposa do Imperador Calígula, Lolia Paulina (famosa pelo seu uso), reforça a opção político-existencial de desprezar os “bens” do império em favor dos “valores” do Reino. A parábola da rede, segundo este mesmo autor, é uma adaptação da parábola do joio, no contexto da pesca na Galileia. Reforça a experiência histórica de que mesmo num mundo dominado pelo império, através do critério político-existencial do Reino, é possível discernir o horizonte final – dos anjos – onde a justiça alcança sua plenitude.

Nos últimos versículos (13,51-52), a expressão “entendeste/suneimi”, etimologicamente composta de “com/sun” e “enviar/heimi”, pergunta: “seguiremos juntas/os?”. A resposta, a partir dos elementos sapienciais-político-existenciais apresentados, é um rotundo: “Sim!”. Agora como família, reunida no espaço seguro do Pai, é possível discernir o novo e o velho (cf. Mt 9,16-17).

 

Relacionando com os outros textos

A oração de Salomão (1 Rs 3,7-12) que logo adiante ele não a seguiu (1 Rs 10,14-11,13), reforça a ideia da falsidade (fetiche) das riquezas dos impérios, que prometem o bem-estar de todas as pessoas; mas acabam beneficiando poucas, empobrecendo muitas e destruindo tudo. Descoberta que a comunidade de Mateus faz ao ver a morte e destruição provada pela repressão romana em 70 d.C. Romanos 8,28-30 apresenta a “mal interpretada” doutrina da “predestinação”, fazendo crer que pessoas nascessem para ser boas ou ruins. Para a comunidade de Mateus “predestinação” é a capacidade de se reconhecer como participante de um projeto divino de vida e transformação.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Comunidade do Panazzolo realiza festa de Nossa Senhora do Carmo, em Caxias

Programação de Missas e almoço drive-thru inicia na quinta-feira, 16 de julho e segue até o domingo, 19

A Comunidade Nossa Senhora do Carmo, do bairro Panazzolo, irá celebrar a festa da padroeira com programação de Missas e almoço drive-thru, em Caxias do Sul. As atividades iniciam nesta quinta-feira, 16 de julho, dia em que a Igreja recorda a memória deste título mariano. Às 15h30, haverá a récita do Terço, seguida de Missa, às 16h, presidida pelo bispo diocesano, dom José Gislon, na igreja do Carmelo do Menino Jesus.

Na sexta-feira, 17 de julho, a Missa será celebrada às 17h. Já no sábado, 18 de julho, às 15h, terá início a procissão motorizada com a imagem de Nossa Senhora do Carmo pelas ruas do bairro Panazzolo. Logo depois, às 17h, haverá Missa na igreja do Carmelo.

O ponto alto das comemorações à Mãe de Deus será no domingo, 19 de julho. Às 10h15min será celebrada a Missa festiva, seguida de almoço drive-thru, com a entrega dos combos de alimentação, bênção dos veículos e distribuição dos Escapulários, sinal da devoção a Nossa Senhora do Carmo.

Todas as celebrações serão transmitidas pelo Facebook da Paróquia Santos Apóstolos (Facebook.com/SantosApostolosCaxias) da qual a comunidade faz parte. Em virtude da situação da bandeira vermelha do Distanciamento Controlado do Governo do Rio Grande do Sul, a ocupação máxima da igreja do Carmelo será de 20 pessoas em cada momento de oração.

O Carmelo do Menino Jesus está localizado na rua César Stalivieri, 527, no bairro Panazzolo. Já o salão da comunidade, onde será dada a bênção e distribuídos os combos do almoço, fica na rua Dante Pelizzari, 1448.

Link para notícia no site Tua Rádio

Movimentos católicos da Diocese de Caxias lançam o Disque Ajuda

Proposta visa oferecer auxílio para enfrentar a pandemia.

Com a intenção de proporcionar momentos mais confortáveis durante a pandemia do coronavírus, os movimentos da Renovação Carismática Católica (RCC), Lareira, Chammá, Cursilho, Focolares e Emaús, que fazem parte da Diocese de Caxias do Sul, se uniram para lançar o projeto Disque Ajuda.

A ação vai permitir que pessoas solicitem apoio espiritual por meio da oração, apoio aos idosos para buscar compras em supermercados e farmácias, auxílio para famílias com necessidades básicas e suporte psicológico. O atendimento, que vai ocorrer nas 32 cidades da Diocese, poderá ser solicitado pelos telefones (54) 98131-2110 OU 99241-3238.

Durante a coletiva de apresentação do projeto, o bispo da Diocese de Caxias do Sul, Dom José Gislon, ressaltou que a pandemia exige das pessoas mais atenção com quem passa por dificuldades. 

Todas as ações do projeto serão gratuitas. Quem quiser colaborar com o Disque ajuda, pode entrar em contato pelos telefones. Doações podem ser entregues no Seminário Aparecida, na Rua Ivo Comandulli, nº 897.

(Ouça a matéria abaixo do título)

 

Link para notícia no site Tua Rádio

Paróquia de Muitos Capões lança campanha para reconstruir igreja afetada pelo temporal

O vendaval registrado no dia 30 de junho provocou diversos estragos em toda a região. Em Muitos Capões, além das casas destelhadas e danos à rede elétrica, a Igreja Matriz Santo Antônio teve a cobertura arrancada e estrutura comprometida.

Diante disso, o pároco Frei Vilmar Dallagnol lançou uma campanha para arrecadar recursos que serão usados na reconstrução do templo. A conta para depósitos é a 27.000-8, Agência Sicredi 0268.

Segundo o religioso, cada um dos padres da diocese também irá doar parte da côngrua para ajudar na reestruturação.

Por hora, as missas serão realizadas no salão da comunidade. Ouça a entrevista e saiba mais.

Link para notícia no site Tua Rádio

Santuário de Nossa Senhora Consoladora de Ibiaçá inicia preparação para 69ª Romaria sem a presença de público

A 69ª Romaria de Ibiaçá, que acontece em fevereiro do ano que vem, teve seu ponto de partida neste domingo, às 14h30min. Como tradicionalmente acontece, a primeira celebração da novena mensal foi realizada no Santuário e marca o início de uma trajetória de preparação até os momentos principais do evento religioso, em 2021.

A missa não teve público. No interior do Santuário, somente o padre, Pe. Édio Bresolin, e uma reduzida equipe de liturgia. Em quase sete décadas desde a primeira edição, pela primeira vez o santuário não foi aberto à presença de fiéis para uma celebração da Romaria de Nossa Senhora Consoladora.

A decisão de manter as portas fechadas, como forma de evitar a disseminação do Coronavírus, é uma medida ainda mais rígida do que as impostas pelos decretos estaduais e municipais. Com o município ainda em classificação de bandeira laranja no Sistema de Distanciamento Controlado – já que a nova classificação só passa a valer a partir desta segunda-feira (29) e somente se o Estado rejeitar os recursos interpostos pelos gestores – as atividades religiosas poderiam acontecer com um público de até 25% da capacidade do local.

Assim como nos anos anteriores, o tema central da próxima romaria foi definido ainda no mês de maio, menos de três meses após o encerramento do evento deste ano: Consoladora, mãe que caminha com seu povo.

A 69ª Romaria de Ibiaçá acontece nos dias 27 e 28 de fevereiro do ano que vem.

Informações: Rádio Tapejara

Link para notícia no site Tua Rádio

Começa a Novena preparatória para a Romaria de Ibiaçá com Santuário de portas fechadas

Santuário de Ibiaçá inicia, no próximo domingo (28), mais uma novena mensal em preparação à Romaria de Nossa Senhora Consoladora. As tradicionais missas, que antecedem em oito encontros a celebração principal do evento religioso, acontecem no último fim de semana de cada mês, às 14h30min do domingo.

Neste ano, porém, a caminhada até a romaria – que é uma das maiores do estado – começa com uma mudança significativa: as portas do santuário estarão fechadas. Dentro da Igreja, somente o padre e uma equipe de liturgia reduzida. A decisão de manter o santuário fechado para a presença de fiéis, como forma de evitar a disseminação do Coronavírus, é uma medida ainda mais rígida do que as restrições impostas pelos decretos estaduais e municipais, conforme explicou o reitor do Santuário, Pe Édio Bresolin.

Na norma estadual, os municípios com classificação de bandeiras amarela e laranja no Sistema de Distanciamento Controlado – situação na qual Ibiaçá se enquadra – podem realizar atividades religiosas, desde que não excedam 25% da capacidade de lotação do espaço.

Apesar das restrições, no entanto, o cronograma deve ser mantido. Menos de três meses após o encerramento da Romaria deste ano, o Santuário já havia definido detalhes da edição de 2021. Como tradicionalmente acontece, o tema da próxima Romaria foi escolhido ainda no mês de maio e vai nortear todas as celebrações até fevereiro do ano que vem: “Consoladora, mãe que caminha com seu povo”.

A 69ª Romaria de Ibiaçá acontece nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2021. Até lá, a presença de fiéis nas missas da novena será definida dias antes de cada celebração.

 

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos do 16º domingo Comum Ano A

Reflexão para a celebração para o dia 19 de julho 2020

SUBSÍDIOS EXEGÉTICOS PARA A LITURGIA DOMINICAL – ANO A

 

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Evangelho: Mt 13,24-43

Primeira Leitura: Sb 12,13.16-19

Sl 86,5-6.9-10.15-16a (R. 5a)

Segunda Leitura: Rm 8,26-27

 

Evangelho

Os textos proclamados neste final de semana formam um paralelo com a parábola do semeador. Trata-se ainda do destino da semente (= a palavra de Jesus), cujo crescimento é condicionado por vários impedimentos.

Enquanto na parábola do semeador boa parte dos grãos não produz fruto devido a fatores externos, aqui, na parábola do trigo e do joio, o obstáculo é constituído pela ação mal intencionada do inimigo que semeia o joio no meio do trigo. Para não danificar a boa semente, o joio não era extirpado antes da colheita. Ali, então, era possível separar o grão são do joio.

A parábola do joio e do trigo não encontra paralelos nos sinóticos.

Podemos condensar em três grupos as questões levantadas pelo texto:

1) De onde vêm e por que não são arrancadas as plantas que não portam fruto? São as duas perguntas postas explicitamente na parábola do joio em meio ao trigo: donde provém o joio? Por que não extirpá-lo do meio do trigo?

2) Por que é necessário suportar tribulações e perseguições por causa da Palavra? Este é um “mistério do Reino”: para dar fruto, é necessário que o grão morra debaixo da terra (parábolas do grão de mostarda e do fermento escondido na massa).

3) Quando se manifestarão aqueles que terão dado todo o fruto possível, ou seja, os “filhos do Reino”? No “fim do mundo” (v.40), isto é, no juízo final (explicação da parábola do joio).

Segundo a disposição do relato que faz Mateus, os v. 24-33 relatam ditos de Jesus em público, sem precisar o lugar e a circunstância. Nos v. 36-43 todos estão num ambiente privado, “na casa”. O fato de deixar a multidão e reentrar em casa mostra uma intenção organizativa do evangelista. A atividade de Jesus em relação à multidão se limitará, mais e mais, às curas (cf. 14,14). Mateus conhecia a observação de Mc 4,34 sobre Jesus que “em particular, explicava tudo a seus discípulos”. Nada melhor que dar um exemplo dessa instrução privada através da pergunta dos discípulos: “explica-nos a parábola do joio no campo” (13,36).

Naturalmente, uma parábola não explica tudo, e pode suscitar ainda mais questões. Quem é o “dono da casa”, o proprietário que semeou a boa semente? É o mesmo semeador da parábola precedente, isto é, Jesus, ou Deus Pai? Quem é o “inimigo” que no meio da noite semeou o joio entre o trigo?

Mateus notou que estas perguntas eram graves e não podiam ser evitadas, por isso ele se reservou o direito de escrever uma explicação (v.36-43), que desloca o acento sobre o juízo final.

A resposta que segue (v.37-39) é um pequeno léxico alegórico dos sete termos principais da parábola: o semeador, o campo, a semente, o joio, o inimigo, a colheita e os ceifadores.

Estes textos, lidos em referência aos pecadores e aos heréticos no âmbito eclesial, ensinam paciência e misericórdia. Esta dilatação do Juízo não acontece porque seja árduo distinguir os justos dos pecadores. A cizânia se reconhece logo, basta ver seus caules. O tempo da maturação, antes da colheita, é concedido a todos para poder fazer penitência. Não se deve ceder à tentação de antecipar o juízo, pois seria uma presunção que arriscaria de corromper também os justos: colher a cizânia implica erradicar também o grão que é bom.

Deste modo Jesus, no Evangelho segundo Mateus quer explicar como é possível que nem o mundo, nem a própria Igreja sejam compostos somente por justos, e como se deve aprender a aceitar pacientemente este fato.

Toda a perícope destaca o contraste entre a pequenez do início e o esplendor do fim. Pode-se tirar uma lição bastante evidente desses textos: a perspectiva da fé reconhece mediante os austeros inícios de Jesus, a grandiosidade do fim.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da

Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]     facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

 

Este texto pode ser compartilhado e reproduzido com a devida indicação dos autores.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos Para A Liturgia Dominical Ano A

Subsídios Exegéticos Para A Liturgia Dominical

Ano A

 

13º Domingo do Tempo Comum

Evangelho: Mt 16,13-19

Primeira Leitura: At 12,1-11

Segunda Leitura: 2Tm 4,6-8.17-18

Salmo:  34,2-9 (R.5

Do contexto para a escuta.

O Evangelho segundo a comunidade de Mateus tem como contexto a destruição de Jerusalém em 70 d.C. As pessoas judaico-cristãs que formavam esta comunidade tinham um carinho muito grande por Jerusalém. Lucas nos conta que estas comunidades frequentavam o Templo (At 2,46). Nesta parte do Evangelho (14,1-20,34) Jesus e sua comunidade apostólica vão por última vez – antes da crucifixão – para a Galileia e empreendem a viagem definitiva para Jerusalém. É uma parte do Evangelho carregada de sentimentos e de fé, porque a comunidade embarca junto com Jesus para sua última jornada, a jornada. Na lembrança destas comunidades há de muitas outras pessoas, inclusive Pedro, que já tinham sido mártires da fé quando a narrativa foi escrita.

Da escuta para a reflexão.

Mt 16,13-19 possivelmente usou como fonte o Evangelho segundo a comunidade de Marcos (8,27-30), ou um texto (logia) em comum. Não apenas copiou, mas o carregou de emoção e propósito missionário! Vejamos as diferenças.

A comunidade de Mateus acrescenta, já na pergunta de Jesus, o primeiro título: “uion tou antropou” (Mt 16.13b). Joaquim Jeremias observa que esta denominação nunca apareceu em nenhuma confissão de fé. Apenas aparece dita pelo próprio Jesus, por isso, deve ter sido uma expressão original dele, em aramaico, “bar ‘enasha”. No entanto, é apresentada em terceira pessoa. A expressão tem suas origens nos escritos apocalípticos do judaísmo, como em Daniel (7,13;8,17). Jesus – em sua identidade messiânica – comunga com a humanidade sofrida, com a comunidade perseguida e martirizada, sendo Filho da Humanidade, projetando-a para a vitória escatológica do Reinado dos Céus.

Na resposta da comunidade está a inclusão do profeta Jeremias, que é certamente, o mais sofrido de todos os profetas. Ele chega a maldizer o dia do seu nascimento (Jr 20,14), sem deixar de anunciar a vontade divina (Jr 4,19). Jesus, era portador da herança de todos eles. Mas a resposta definitiva é “o Cristo”. Também aqui a comunidade de Mateus vai além do original de Marcos colocando: “Filho do Deus Vivo”! Tata-se de uma confissão própria da comunidade de Mateus, que regata, Os 2,1: “filhos do Deus vivo” (uioi Theou zontos) – na versão grega dos LXX – como proclamação do novo Israel. O Jesus apresentado na confissão de fé pronunciada por Pedro é o Cristo que gera em si uma nova humanidade, de filhas e filhos do Deus Vivo. Da mesma forma, quando Pedro é chamado bem-aventurado (makarios) representa todas as pessoas das bem-aventuranças (Mt 5,1-12) e quando é qualificado como a “pedra/rocha” sobre a qual a Igreja (assembleia/eclesia) é edificada, manifesta o sentido missionário da igreja como geradora de nova humanidade para todas as pessoas, que vence a morte/inferno/submundo.

Relacionando com os outros textos

Pedro, que é portador desta nova visão de Jesus junto com a Igreja, também aparece em Atos 12,1-12 testemunhando que nenhum governante repressor (Herodes Antipas) poderá impedir a ação do Deus Libertador. Depois de libertado vai em busca da comunidade reunida e ali celebra a vitória sobre o poder da violência e da morte (At 12,9-12). Isso vale para o resumo do labor missionário do apóstolo Paulo em 2 Tm 4,6-8.17-18, onde reconhece que ele não o portador desta graça, mas instrumento, para que a presença de Deus seja reconhecida por todo povo.

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-9

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos – Liturgia Dominical – 12º domingo Comum

celebração para o dia 21/06/2020

Subsídios Exegéticos  –  Liturgia Dominical – Ano A

 

12º. DOM. TEMPO COMUM

Evangelho: Mt 10,26-33

Primeira Leitura: Jr 20,10-13

Sl 69,8-10.14.17.33-35 (R.14c)

Segunda Leitura: Rm 5,12-15

 

Evangelho

Os versículos anteriores (24-25) estabeleceram uma identidade entre o discípulo e o mestre, entre o enviado e aquele que envia. Isto para dizer que o discípulo deve compartilhar o mesmo destino de sofrimentos do seu mestre: o discípulo não pode iludir-se pensando que vai subtrair-se.

Jesus prepara os seus apóstolos a não sucumbir diante das dificuldades que encontrarão pelo caminho.

A primeira consequência que deriva da igualdade entre o discípulo e o mestre é que se deve ter a coragem de pregar o evangelho com franqueza, sem deixa-se atemorizar com as ameaças dos opositores. O verdadeiro ensinamento de Jesus não deve incentivar a timidez no testemunho dado pelos discípulos (“dizei-o à luz do dia… proclamai-o sobre os telhados”). Somente o Senhor é para ser temido, não as pessoas.

Os vários ditos de Jesus são articulados em torno da expressão “não tenhais medo”. O discípulo deve professar a própria fé com coragem.

Na perícope destacam-se quatro temáticas: proclamação pública do Evangelho (v. 26-27); disponibilidade para enfrentar o martírio, sacrificando a vida física para obter a vida eterna (v.28); motivos de confiança na Providência (v.29-31); profissão corajosa da fé messiânica (v.32-33).

A distinção entre alma e corpo (“os que matam o corpo, mas não podem matar a alma) é surpreendente em Mt, que normalmente raciocina com categorias hebraicas, onde esta distinção não subsiste. É ainda mais curioso, porque o próprio Lc 12,4 evita esse tipo de dicotomia. Mas um autor de língua grega, ainda que de matriz semita, não podia não ser influenciado pelas categorias helenísticas muito comuns, que são muito sutis e se prestam à reflexão sobre o estado depois da morte. Para um semita era inconcebível a vida sem o corpo. O dito se refere à totalidade da vida do ser humano, conservada por Deus também depois da morte.

Nos v. 29-31 se retorna a um modo de ver muito bíblico: a providência do Pai com os passarinhos, e inclusive com os cabelos de nossa cabeça! O raciocínio é “valeis mais do que muitos pássaros”, que equivale a “de todos os pássaros”.

O verbo homologhéo equivale a “confessar” (3,6), “louvar” (11,25), mas também “declarar-se publicamente em favor alguém”, e é o caso do nosso texto (en emoí por mim: v.32).

Note-se a distinção entre “vosso Pai” (v.29) e “meu Pai” (v. 32.33). A menção insistente do Pai evoca o motivo da paternidade divina num sentido afetivo bem familiar, que está expressa no Pai-Nosso como novidade central do Evangelho.

Em Mc 8,38 e Lc 12,8 se cria certa tensão entre o “reconhecer” Jesus e “ser reconhecido” pelo Filho do homem. Mateus resolve a aparente a aparente aporia. O contrário de “reconhecer” é “renegar” (arnéomai), um verbo que retornará na paixão (26,70), e que quer dizer “desconfessar” Jesus, não reconhecer-se mais n’Ele. Jesus dirá: “Eu não vos conheço”, aos que o renegam; conquanto tenha perdoado a Pedro (Jo 21,15-19).

A perícope inteira nos convida a levar em consideração “o silêncio de Deus”, que não liberta os seus filhos e filhas de todos os sofrimentos e tribulações, às vezes submetidos inclusive ao martírio.

Para a vivência da fé, tudo se encaixa no desígnio de salvação.

Não obstante a soberania de Deus sobre o mundo, Ele não se opõe ao curso normal da natureza, que se renova fazendo da morte florescer nova vida.

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da

Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]     facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

 

Este texto pode ser c

Link para notícia no site Tua Rádio

Caxias do Sul realiza celebrações de Corpus Christi nesta quinta-feira (11)

Evento terá transmissão nas redes sociais da Diocese caxiense, a partir das 14h

As celebrações de Corpus Christi serão realizadas nesta quinta-feira (11/06), em Caxias do Sul. A Diocese caxiense inicia a programação a partir das 14h, com uma missa presidida pelo bispo Dom José Gislon, direto da Catedral Santa Teresa. O evento será transmitido nas redes sociais da instituição, pelo Instagram , Youtube e Facebook. Às 15 horas, acontecerá uma procissão motorizada, que saíra de cada uma das paróquias da cidade e passará pelas ruas das comunidades pertencentes.

As igrejas poderão celebrar conforme a disponibilidade dos horários das missas de cada uma. Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, o pároco da Paróquia Imaculada da Conceição, frei Marcelo Carvalho, explica que o local iniciará a celebração em louvor do Santíssimo Sacramento às 14h. Terminada a missa, às 15h será efetuada a carreata para seguir em 17 comunidades atendidas pela paróquia.

“No total, envolvemos 26 comunidades, então é difícil passar por todos os lugares, é impossível cobrir todas elas. Mas vamos colocar na página da paróquia e nos grupos de coordenação os espaços que iremos passar. A ideia é fazer o entorno da paróquia, com retorno previsto para as 17h.”, completa.

O frei ainda esclarece que as missas poderão ser realizadas com a presença dos fiéis, mas respeitando a capacidade de 30% do público nos espaços, prevista no decreto municipal e estadual. Com a normativa, a Imaculada Conceição poderá abrigar em torno de 175 pessoas sentadas, fora o restante em pé.

“O devoto deve vir com sua máscara, respeitar o distanciamento e usar o álcool em gel disponibilizado na entrada da paróquia. Então, quem puder vir celebrar, venha. A comunidade, que ainda vamos divulgar a lista, se prepare para receber a bênção, as famílias, quando ouvirem a carreata motorizada, podem sair nas suas janelas para serem abençoadas. Quem não puder ver a procissão, saibam que serão abençoados da mesma forma, pois cobriremos toda a área pastoral da igreja”, esclarece.

Neste ano, Caxias do Sul também não terá a tradicional confecção dos tapetes de serragem, que colorem as ruas da cidade. No lugar, o frei explica que as paróquias do município estão recebendo doações de produtos de higiene e limpeza, de alimentos não perecíveis e de vestimentas para o inverno. Os donativos serão distribuídos para famílias em vulnerabilidade social.

Clique na aba “Ouvir Notícia” e ouça a entrevista completa com frei Marcelo Carvalho. Ele ainda falou sobre as comemorações de Santo Antônio, que terão missas no sábado (13/06) e domingo (14/06). O pároco ainda falou sobre o almoço em formato de “drive-thru”, no dia 14 de junho, das 11h30min às 13h30min, no Salão dos Capuchinhos. A refeição custa R$ 20,00, com um cardápio que terá galeto, macarrão e maionese. Os ingressos custam R$ 20,00.

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos – Liturgia Dominical Ano A

Dia: 14 de junho de 2020

Subsídios Exegéticos – Liturgia Dominical Ano A

Dia: 14 de junho de 2020

XI Domingo do Tempo Comum

Evangelho: Mt 9,36-10,8

Primeira Leitura: Ex 19,2-6a

Segunda Leitura: Rm 5,6-11

Salmo:  100

 

Mt 9,36-10,8

Situando o Texto

O presente texto é estratégico, como um elo de ligação entre Mt 8-9 que mostram os sinais do Reino (milagres) e Mt 10 que trata da missão.

A compaixão que Jesus (Mt 9,36) já se constata antes, ao fazer curas (Mt 8-9) e traduz a compaixão de Deus pelo povo (Is 45,15). Mas agora ela é expressa em palavras diante da omissão dos líderes de seu tempo, como também já atestado no AT (Lv 27,27; 1Rs 22,17). No AT os líderes não cuidavam do povo, preocupados, apenas com seus interesses (Ez 34; Zc 10,2). Já então, Deus é visto como o pastor do povo (Sl 23). Agora, Jesus assume esta perspectiva da compaixão de Deus. A compaixão de Jesus pelo povo sofrido, continua na ação de seus seguidores. Aos Doze, o novo povo de Deus, ele confere os mesmos poderes de realizar as suas obras: curas, exorcismos, ressuscitar mortos. Tudo isto, com os critérios de então, significa lutar contra o mal, contra as situações de morte. A palavra vem acompanhada da ação. Jesus instaura o Reino pela sua ação e pregação. Agora cabe aos discípulos continuar esta missão, que brota da compaixão para com os sofredores: leprosos, paralíticos, possessos, etc. que são as situações concretas vividas pelo povo, e que seus seguidores devem continuar. A compaixão de Deus, se realiza em Jesus e agora se expressa na missão dos discípulos, que assumem o lugar dos guias do povo, que falharam. Assim na pessoa de Jesus e dos seus seguidores, realiza-se o verdadeiro projeto de Deus revelado ainda no AT.

Doze é número simbólico, lembram as doze tribos de Israel, portanto, são o novo povo de Deus (cf. Mt 19,28) e por isto mesmo, assim como as doze tribos eram todo Israel, aqui também, os “Doze” não se refere apenas a um pequeno grupo, mas a todos os membros do novo povo de Deus.  Nem tampouco se quer dizer que os Doze receberam poderes extraordinários de cura, simplesmente que eles, isto é, todos, devem lutar contra as situações de morte e sofrimento que afligem o povo, como vem sonhado para os tempos messiânicos (Is 42,18). Como “Doze” é totalidade, significa que todo discípulo e discípula têm esta missão. Entre eles há pescadores, cobrador de imposto, zelote e até um traidor. Classes impossíveis de conviver no antigo povo. No novo povo tudo isto é possível. Doze quer dizer todos, bons e maus. O novo povo de Deus não é formado por perfeitos.

Pedir ao Senhor da Messe o envio de operários não é sinônimo de despertar vocações sacerdotais ou religiosas. Nem é convencer Deus da necessidade de mandar operários. Mas é convencer todas as pessoas a assumir a missão de Jesus. Para isto, sim, precisa de oração.

Tem algo estranho no texto: a proibição de ir à Samaria. Seria isto um sinal de racismo? Não. Trata-se de ir aos pobres, abandonados e sem pastor, conforme se lê em Nm 27,27; ou seja, eram os que estavam sem pastor (Ez 34). Por isto, a missão começa pelos últimos, onde mais precisa. Reflete também a comunidade de Mateus, que inicialmente só evangelizava judeus (10,5s; 15,23s), mas que depois se abre a todos os povos (Mt 28,19). Na caneta de Mateus, o procedimento de sua comunidade já foi praticado por Jesus. Quem se sentiu agraciado e despertou para a missão, de graça se põe a caminho.

Resumindo:

Mt 9,36-38: tudo brota da compaixão (Ex 3,7; Ez 34; Zc 10,2).

Mt 10,1.8a: chama os Doze e lhes dá poder contra o mal. A comunidade cristã recebe o poder de dar continuidade à obra de Jesus.

Mt 2-6: todos, bons e maus são destinados ao povo sem pastor, devido aos maus líderes de Israel.

Mt 7.8b: o anúncio e a ação acompanhado de sinais são gratuitos.

Relação com Ex 19,2-6a

Deus, pela sua misericórdia, ouviu o clamor do povo no Egito (Ex 3,7). Agora, já livre, preparando-se para a Terra Prometida, Deus o consagra como um reino de sacerdotes (v.6). Está aqui o chamado, que mais tarde Jesus fará aos Doze, para continuar a compaixão de Deus na história.

 

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

 

Link para notícia no site Tua Rádio

Confira a programação de Corpus Christi de 11 a 14 de junho em Flores da Cunha

Benção com o Santíssimo pelas principais ruas centrais da cidade ocorre no dia 11 de junho, logo após a missa das 9h, que terá transmissão online

Apesar das diversas restrições causadas pelo distanciamento social, devido a pandemia do Covid-19, a programação de missas e demais atividades de Corpus Christi, entre os dias 11 a 14 de junho, vão ser realizadas com número reduzidos de pessoas, priorizando as transmissões online das celebrações, as carreatas motorizadas com o Santíssimo, além da benção no modelo drive-thru.

As missas vão ser realizadas com a capacidade máxima de 25% de pessoas, com utilização de máscaras e respeitando o distanciamento pessoal obrigatório. A paróquia também está solicitando que a população realize doação de alimentos e material de limpeza e higiene na Igreja Matriz. Com os donativos será realizado um grande tapete solidário, em que os itens serão distribuídos às famílias em vulnerabilidade social do munícipio.

No dia de Corpus Christi, 11 de junho, haverá missas às 9h ( com transmissão online pelas páginas do facebook da paróquia, da prefeitura e do turismo, e transmissões especiais das rádios Amizade 89.1, Flores 104.9 e Solaris 99.1), 10h30min, 14h, 16h e 18h, na Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes. Lembrando também que está programado para depois da missa das 9h uma benção com o Santíssimo pelas principais ruas centrais da cidade.

Já no domingo dia 14 de junho ocorre uma missa especial no Eremitério do Frei Salvador às 9h da manhã ( com capacidade de 25% e utilização de máscaras), e no período da tarde, a partir das 14h, a saída em frente a Igreja Matriz de uma carreata com Santíssimo até o Eremitério do Frei Salvador, onde vai ocorrer benção aos carros em formato de drive-thru (lembrando que todos os ocupantes dos veículos devem estar com máscaras faciais).

Programação de 11 a 14 de Junho – Corpus Christi

Página no facebook: https://www.facebook.com/paroquiafloresdacunha/

11/06 – 9h: Igreja matriz missa e logo após benção com o Santíssimo pelas ruas da cidade  ( com transmissão online pelas páginas do facebook da paróquia, da prefeitura e do turismo, e transmissões especiais das rádios Amizade 89.1, Flores 104.9 e Solaris 99.1)

11/06 –  Missas às 10h30min, 14h, 16h e 18h: na Igreja matriz

13/06 –  Missa às 16h: na Igreja de Santo Antônio, Linha Oitenta

13/06 – Missa às 17h: na Igreja do São Martinho

14/06 – Missa às 9h: na Igreja Nossa Srª do Guadalupe, Perola

14/06- Missa às 9h: Missa do Frei Salvador  no Eremitério

14/06 –Missa às 10h: na Igreja Nossa Srª das Dores, Sete de Setembro

14/06  – 14h: saída em frente a Igreja Matriz da carreata com Santíssimo até o Eremitério do Frei Salvador, onde vai ocorrer benção aos carros em formato de drive-thru (lembrando que todos os ocupantes dos veículos devem estar com máscaras faciais).

14/06 – 16h: Missa do Frei Salvador  no Eremitério

Link para notícia no site Tua Rádio

Esperança e Solidariedade serão o mote de série de lives organizadas por instituições católicas

A live será compartilhada na página do You Tube da Tua Rádio São Francisco

A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), junto a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), SIGNIS Brasil, Cáritas Brasileira, Movimento de Educação de Base (MEB) e Editoras Católicas irão promover uma série de eventos cristãos online, a “Live da Esperança e da Solidariedade – ficar em casa e fazer a diferença!”.

A primeira live já acontece na próxima sexta, dia 5 de junho, às 19h, com a participação do padre Zezinho, padre João Carlos e padre Ezequiel Dal Pozzo. O objetivo é levar a um agradável momento de música e reflexão, durante o período de isolamento social, motivando a generosidade das pessoas, inclusive com alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social que estão sendo afetadas pela Covid-19. Os eventos contarão com a apresentação de Marcus Tullius, coordenador Nacional da Pascom do Brasil e apresentador da TV Pai Eterno.

As Editoras Católicas que estão colaborando com o evento são: Editora Ave-Maria, Canção Nova Editora, Editora Santuário, Editora Edebê, Edições CNBB, Ediçoes Loyola, FTD Educação, Paulinas Editora, Paulus Editora, Editora Vozes, Editora Ideias e Letras, Editora Bom Jesus e SM Educação.

As transmissões serão sempre pelos canais no Youtube da ANEC (@anecbrasil) e da CNBB (@cnbboficial).

A segunda live acontecerá no dia 12/6 com o tema Globalizar a Esperança, com a presença dos cantores Álvaro e Daniel, além de Eliana Ribeiro. Com o tema Aldeia que Educa, a terceira transmissão acontece dia 19/6 e terá como convidados Adriana Arydes, Elba Ramalho e participação do Pe. Fábio de Melo. Já no dia 26/6, o tema será Diálogo e Paz, com o Pe. Reginaldo Manzotti e os Cantores de Deus.

Link para notícia no site Tua Rádio

Santuário de Caravaggio inaugura novos vitrais e pintura interna

Obra foi apresentada no último final de semana, em bate-papo nas redes sociais da igreja

O Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha, finalizou a colocação de novos vitrais e a pintura interna realizadas na igreja. No final de semana, as reformas foram apresentadas à comunidade em um bate-papo ao vivo nas redes sociais da instituição. O resultado foi de um trabalho iniciado em março deste ano, com a iniciativa do arquiteto e artista sacro, Cristtiano Fabris.

Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, o padre auxiliar do santuário, Jocimar Romio, explica que a obra carrega diversos significados. Foram colocados 12 vitrais, que possuem elementos da fé cristã católica. Ele exemplifica que, em cada um, foram inseridas estrelas para representar os 12 apóstolos de Jesus Cristo, assim como os 12 frutos do Espírito Santo: paz, alegria, bondade, paciência, castidade, entre outros. Já na pintura, o destaque está na renovação da abóbada.

“No centro dela, na cúpula do Santuário, está representado o Espírito Santo em forma de pomba. Há um céu estrelado de branco e dourado, com um fundo azul”, detalha.

Abaixo da estrutura, Romio ressalta que existe um anel dividido na vertical e horizontal. No primeiro, é retratada a coroa de espinhos de Jesus Cristo, com as flores de Nossa Senhora de Caravaggio.

“No outro anel, está uma frase bíblica, do Evangelho de São Mateus (Mt 1,20), quando o Anjo fala para São José, em sonho, antes do nascimento de Cristo: ‘o que foi gerado em Maria vem do Espírito Santo’. É de uma riqueza de simbolismos.”, explica.

Clique na aba “Ouvir Notícia” e confira a entrevista completa feita com o padre Jocimar Romio.

Link para notícia no site Tua Rádio

Papa condena racismo e violência nos EUA e pede reconciliação nacional

Ele disse que violência é autodestrutiva e derrotista

O papa Francisco quebrou seu silêncio nesta quarta-feira, 03, sobre os protestos nos Estados Unidos (EUA), dizendo que ninguém pode “fechar os olhos ao racismo e à exclusão”, ao mesmo tempo em que condenou a violência como “autodestrutiva e derrotista”.

Francisco, que dedicou toda a seção em inglês de sua audiência pública semanal à situação nos EUA, implorou a Deus pela reconciliação nacional e pela paz. Ele chamou a morte de George Floyd de trágica e disse estar orando por ele e por todos aqueles que foram mortos como resultado do “pecado do racismo”.

Por Repórter da Reuters – Cidade do Vaticano

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos Para Liturgia Dominical – Santissima Trindade

07/06/2020

Subsídios Exegéticos Para Liturgia Dominical

Ano A

Dia:07/06/2020

Domingo: Festa da Santíssima Trindade

Evangelho: Jo 3,16-18

Primeira Leitura: Ex 34,4b-6. 8-9

Segunda Leitura: 2Cor 13,11-13

Salmo:  Dn 3,52. 53. 54. 55. 56 (R.52b)

 

Evangelho

Neste domingo, lemos um trecho do diálogo de Jesus com Nicodemos, no terceiro capítulo do evangelho de João. Nicodemos é um fariseu que veio conversar com Jesus durante a noite (Jo 3,2). O horário da conversa pode ser simbólico: ele está nas trevas e vem procurar a luz.

Os fariseus eram um partido político-religioso que se opunham a Jesus. Embora Nicodemos pertencesse a este grupo, sua atitude não é hostil, mas de interesse e de busca pela verdade. Só isso já nos questiona: diante de quem discorda de nós, temos uma atitude de fechamento e de preconceito, ou estamos abertos a dialogar e a aprender?

O diálogo de Jesus com Nicodemos tem vários momentos, mas o tema é um só: a fé em Jesus como filho de Deus e como salvador. Podemos dividir o diálogo em duas grandes partes: vv. 3-10: a necessidade de nascer de novo; vv. 11-21: a salvação trazida pelo Filho de Deus. Estas duas partes estão interligadas e se completam mutuamente.

Os versículos lidos na liturgia de hoje são tirados da segunda parte e têm como ideia que se repete a fé no Filho como fonte da vida. A missão do Filho é realizar o projeto do Pai; e o projeto do Pai é a salvação da humanidade. Este é o objetivo último da encarnação (Jo 1,14) e da morte-ressurreição (Jo 19-20) de Jesus. Significa que toda a vida de Jesus está marcada pelo desejo do Pai de dar a vida eterna aos seres humanos. Quem decide se este desejo do Pai se realizará ou não é a própria pessoa, que pode aceitar ou não este desejo em sua vida. É o que Jesus diz no v. 16: “Pois Deus amou de tal maneira o mundo, que deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Esta ideia continua nos versículos seguintes. No v. 17, Jesus afirma: “Pois Deus não enviou o Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por meio dele”. O Filho não foi enviado para julgar, isto é, condenar o mundo: o Filho foi enviado para salvar.

Esta afirmação de Jesus no faz perguntar: Então a salvação é para todos indistintamente? Jesus responde que sim, mas há uma condição, apresentada no v. 18: “Quem nele crê não é julgado; mas quem não crê já está julgado, porque não crê no nome do Unigênito Filho de Deus”. Com isso, Jesus afirma que a salvação não é o privilégio de um grupo, de uma igreja ou de um único povo: a salvação é destinada a toda a humanidade.

No evangelho de João, é muito importante o verbo pisteuo: “crer, acreditar”. Crer em Jesus não significa somente saber que ele existe e respeitá-lo; significa aderir ao seu projeto salvífico. Aderir não somente para receber a salvação; mas também para fazer a salvação acontecer hoje, por meio da prática do amor (Jo 15,12).

Portanto, “crer no Filho” não é sentimentalismo, mas um comportamento concreto: ajudar o Filho a realizar o projeto salvífico do Pai. E com isso, entramos no acontecimento que celebramos hoje: a Santíssima Trindade.

Costumamos dizer que “a Santíssima Trindade é um mistério”. A palavra mistério vem do grego mystérion, que usada para designar não um segredo qualquer, mas aquele segredo que deve ser revelado aos poucos, porque é grande demais para entendermos tudo de uma vez. Ou seja, o “mistério” é algo que sempre escapa à nossa capacidade de compreender plenamente, ele sempre reserva uma surpresa, sempre tem uma novidade guardada. O mistério pode e deve ser entendido pela nossa inteligência, só que quanto mais nós o compreendemos, tanto mais descobrimos que não cabe tudo na nossa cabeça: sempre haverá algo novo a aprender e que nunca poderemos dizer que o assunto está esgotado.

Assim é a Santíssima Trindade: ela sempre escapa aos nossos esquemas teológicos e mentais. Deus não se resume àquilo que nós pensamos sobre ele. Nicodemos estava disposto a aceitar isso: o projeto do Pai não se encaixava na doutrina dos fariseus e, por isso, Nicodemos entrou em crise e foi procurar Jesus para aprender.

E Jesus responde que só pode minimamente compreender Deus quem participa da dinâmica da vida de Deus, que é o amor. O amor das três pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo – os torna tão unidos que são um só. A Trindade é a melhor sociedade. Nós somos convidados a repetir entre nós o mesmo princípio do amor, que tornará nossa sociedade humana mais semelhante à sociedade trinitária, “para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo 10,10).

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Morre Dom Ercílio Simon, arcebispo emérito da Arquidiocese de Passo Fundo

Ele estava interndo

Faleceu, na manhã desta segunda-feira, 01/06, no Hospital São Vicente de Paulo, o arcebispo emérito da Arquidiocese de Passo Fundo, Dom Pedro Ercílio Simon. Aos 78 anos, Dom Ercílio lutava contra as complicações do Mal de Parkinson e do Mal de Alzheimer. Devido às restrições impostas pela pandemia do Covid-19, o velório será na Catedral Metropolitana das 12h até as 16h, seguida da Missa de Exéquias.

Como sacerdote natural de Ibiaçá, Dom Ercílio nasceu no dia 09 de setembro de 1941 e ingressou no Seminário aos 10 anos de idade, na primeira turma de seminaristas da recém formada Diocese de Passo Fundo. A ordenação presbiteral aconteceu junto com a do irmão, padre Irineo Simon, no dia 12 de dezembro de 1965. O lema escolhido revelava o seu pensamento a respeito do sacerdócio: “Sacerdote de Deus a serviços dos homens”.

Atuou, então, na Diocese de Erexim e, ainda, como Vigário Geral na Diocese de Passo Fundo e, também, como promotor vocacional, coordenador de pastoral e primeiro reitor do Seminário Nossa Senhora Aparecida. Também exerceu o presbitério na Catedral Nossa Senhora Aparecida, nas paróquias São Judas Tadeu, São Cristóvão e Sagrado Coração de Jesus.

Foi Dom Ercílio, também, que, em 1981, estava a frente da primeira Romaria Diocesana em honra à Nossa Senhora Aparecida. Em entrevista por ocasião dos 40 anos do Seminário, em 2017, o arcebispo contou que não imaginava que a devoção à padroeira do Brasil seria tão forte na Arquidiocese.

“Ninguém jamais poderia imaginar que como conseqüência da escolha do nome de Nossa Senhora Aparecida, surgiria o grande movimento em torno dessa devoção. Se alguém tivesse imaginado a afluência de tantas pessoas, certamente teríamos construído o prédio do Seminário pelo menos cem metros mais terreno adentro, para dar lugar a uma praça maior para receber a multidão de pessoas na Romaria. A Romaria tem um cunho devocional para o povo, mas nunca deverá perder o seu cunho vocacional para a juventude. Me parece que os caminhos de Deus sempre passam pelas mãos de Maria”, colocou, na época.

Bispo

Mais tarde, em dezembro de 1990, foi ordenado bispo com o lema “Em nome de Jesus” e atuou na Diocese de Cruz Alta, como bispo coadjutor, entre 1991 e 1995. De 1995 a 1998 foi bispo diocesano de Uruguaiana. No dia 17 de novembro de 1998 tomou posse como bispo coadjutor de Passo Fundo e no dia 19 de maio de 1999, substituiu Dom Urbano Allgayer e assumiu como bispo diocesano. Atuou, junto ao Regional Sul 3 da CNBB, como Secretário Geral de 2001 a 2004 e como Bispo Referencial para a Pastoral dos Migrantes. Com a elevação da Diocese de Passo Fundo à Arquidiocese, Dom Ercílio recebeu, no dia 29 de junho de 2011, do Papa Bento XVI, o distintivo de Arcebispo. Pouco mais de um ano depois, em 16 de setembro de 2012, tornou-se Arcebispo emérito em função dos seus problemas de saúde.

Pensamento

Em 2015, quando completou 50 anos de sacerdócio e 25 anos de bispo, disse, em entrevista ao Jornal Presença Arquidiocesana, sonhar com o futuro que surgia para ele, para a Igreja e para o mundo. “Em meu jubileu de ouro sacerdotal, mais do que olhar para trás no tempo, fico sonhando com os tempos futuros que o Senhor ainda prepara para mim. Sonho com a ‘nova criação’, com os ‘novos céus e novas terras’, como diz Isaías, com o mundo novo que vai surgir, onde Deus será o Senhor absoluto, a alegria eterna, a realizar plenamente meu coração de criatura”, destacou o arcebispo que, em todo o seu ministério batizou milhares de pessoas e somou mais de 100 mil crismas. “Gastei meu tempo de vida, dedicando minhas forças, minha saúde – que era boa, minha capacidade de amar, para que se realize o venha a nós o vosso reino”, ressaltou, na época.

“Um mundo de mais amor e mais fé”

Em seu livro, “Nossos padres, nossos heróis”, Dom Ercílio destacou a importância de olhar para o jovem. “Eu diria para que os jovens não tenham medo de avançar para águas mais profundas na doação a Cristo, à Igreja e aos irmãos”, destacou. “A vida passa de qualquer maneira e é tão bom sentir e saber que se soube usá-la para o bem, para Deus e para os irmãos, dando uma parcela de contribuição para um mundo de mais amor e mais fé”, colocou.

Link para notícia no site Tua Rádio

Romaria virtual de Caravaggio registra mais de 1 milhão de acessos em três dias

O número equivale ao total de pessoas que visitam o Santuário em um ano

A 141ª Romaria de Nossa Senhora de Caravaggio encerrou nesta terça-feira (26) com dois fatos que ficarão para a história: como a primeira romaria realizada de forma totalmente virtual e com recorde de engajamento de público nas plataformas digitais.

Conforme a equipe do Santuário, responsável por organizar a romaria, mais de 1 milhão de pessoas acessaram conteúdos publicados no Facebook, Instagram e YouTube, nos três dias de evento. A proporção equivale ao total de pessoas que visitam o Santuário em um ano. Se forem considerados os últimos 30 dias, as redes sociais do Santuário alcançaram mais de 3 milhões de acessos. Além dos mais diferentes Estados brasileiros, o conteúdo teve audiência em países como Portugal, Itália, Angola, Estados Unidos, Paraguai e Argentina.

Durante os dias de romaria, que tradicionalmente costumam levar milhares de fiéis até o templo, localizado em Farroupilha, não houve registros de confusão ou qualquer ocorrência de pessoas que não respeitaram as orientações dos órgãos públicos para que não estivessem presentes no Santuário. A recomendação seguiu as diretrizes dos órgãos de saúde para evitar aglomerações, o que poderia elevar o risco de contaminação pela Covid-19.  

Além da romaria virtual, a 141ª edição da romaria foi marcada por ações como a visita da imagem de Nossa Senhora de Caravaggio a hospitais da Serra, campanhas de coleta de alimentos e bênçãos em formato de drive-thru. E os números com o engajamento do público provam que, mesmo não podendo estar fisicamente no Santuário, os devotos celebraram a fé na Mãe de Caravaggio.  

 

ALCANCE YOUTUBE + FACEBOOK + INSTAGRAM (últimos 30 dias)

3.742.937 acessos

ALCANCE YOUTUBE + FACEBOOK + INSTAGRAM (sábado, domingo e terça-feira)

1.187.986 acessos

MISSA DAS 10H30MIN DESTA TERÇA-FEIRA – SÓ FACEBOOK E LINKS COMPARTILHADOS EM OUTRAS PÁGINAS:

224.381 acessos

Link para notícia no site Tua Rádio

Subsídios Exegéticos Para A Liturgia Dominical – Pentecostes

31 de Maio de 2020

Subsídios Exegéticos Para A Liturgia Dominical

Ano A

Dia: 31 de Maio de 2020

PENTECOSTES

Evangelho: Jo 20,19-23

Primeira Leitura: At 2,1-11

Segunda Leitura: 1Cor 12,3b-7. 12-13

Salmo: 104,1ab+24ac. 29bc-30. 31+34 (R. 30)

 

O Evangelho está dentro do chamado “Livro da Hora” (Jo 13-20). Esta parte apresenta o gênero literário “dos testamentos do judaísmo”. Este tipo de redação apresenta o discurso de despedida que um chefe de grande prestígio pronuncia em seu leito de morte, tendo como exemplos bíblicos (Gn 47,29-49,33 de Jacó; Dt 31-33 de Moisés; Js 23-24, de Josué; 1 Sm 12, de Samuel, e nos textos deuterocanônicos, em Tobias 14). Alguns elementos comuns são listados: “a evocação do próximo fim do herói”, “o futuro dos descendentes” e “providências”.  No caso, o capítulo 20 deste Evangelho, estaria mais relacionado às “providências” a serem tomadas. Inicia com o relato de “quatro episódios passados em Jerusalém no primeiro dia da semana”, sendo eles: a ida de Maria de Magdala ao túmulo (20,1-10), o diálogo com Maria de Magdala (20,11-18), o envio para a Missão no mundo com o dom do Espírito Santo (20,19-23) e a dúvida de Tomé (20,24-29).  O capítulo 20 e o Livro da Hora finalizam com uma conclusão sobre os sinais em 20.30-31.

Missão como ação do Espírito Santo (Jo 20,19-23)

Vejamos como se apresenta o texto:

  1. Ação – Chegada do Ressuscitado no Primeiro Dia da Semana, trancados por “medo dos judeus” e primeiro anúncio da Paz (20,19).
  2. Corporeidade – Mostra as mãos e o lado, provoca alegria (20,20).
  3. Envio, segundo anúncio da Paz (20,21).

B’. Corporeidade – Sopro do Espírito sobre a comunidade apostólica (20,22).

A’. Ação – Saída – Perdoar ou reter os pecados (20,23).

A ação do Ressuscitado envolve, capacita e compromete. A Ressurreição não é um fato abstrato ou uma ideia. Jesus a demonstra em seu corpo! A Paz que vence o medo envolverá a comunidade apostólica que se torna portadora do Espírito que sai do Corpo de Jesus. O Espírito Santo é o Espírito da Palavra/Verbo Encarnado, Crucificado, Ressuscitado (parte A e A’).

No centro está o Projeto Missionário (v. 21). Embora em português as versões usem duas vezes o mesmo verbo: “Assim como o Pai em enviou, eu também lhes envio”; no grego não acontece assim. Para falar do envio do Pai, usa-se o verbo “apostélo” (mandar embora, enviar para um lugar, deixar a pessoa ir, dirigir-se para fora) e para nomear o “envio” de Jesus se usa o verbo “pempo” (entregar algo a ser carregado, ou enviar algo a outra pessoa). Então o sentido deste projeto é: assim como o Pai me deixou vir até aqui, eu lhes dou aquilo que meu Pai me entregou para que o levem a outras pessoas. Sentido que fecha com a teologia joanina de que Jesus é a imagem do Pai, e que a Missão de Jesus é a Missão do Pai (Jo 14,10-11; 17,21).

O Espírito Santo, não é, portanto, um outro “ser”, mas a expressão do ser do Pai no ser do Filho, pois vem de dentro do Filho. Não pode assim haver contradição entre a ação do Espírito e a ação de Jesus Encarnado/Crucificado/Ressuscitado.

O medo é provocado pela religião dominante, que é repressora e legalista (“judeus”, cf. 20,21). Do outro lado, em consequência da ação do Espírito Santo, a comunidade é empoderada! (B e B’). Agora a comunidade pode, ou não, perdoar os pecados. O empoderamento do Espírito de Jesus permite que a comunidade possa discernir, através da ação trinitária do Pai, no Filho através do Espírito, a sua atitude profética perante o “pecado”, perdoando, ou não (20,23).

Relacionando com os outros textos

Em Atos vemos o Espírito Santo que age empoderando a comunidade apostólica que pode se comunicar com pessoas de todas a etnias. A ação do Espírito derruba barreiras, mas não elimina a diversidade, pois cada pessoa ouvia em sua própria língua. Em 1 Coríntios 12 novamente o Espírito age empoderando através de diversidades de dons, mas tornando todas as pessoas um só Corpo (1 Cor 12,6.12). Quer dizer que a ação do Espírito Santo supera a religião do medo, integra a diversidade humana em uma comunhão transformadora, e leva ao mundo a ação amorosa do Pai no Filho através de comunidades apostólicas e missionárias.

 

Subsídio elaborado pelo grupo de biblistas da ESTEF

Dr. Bruno Glaab – Me. Carlos Rodrigo Dutra – Dr. Humberto Maiztegui – Me. Rita de Cácia Ló

Edição: Prof. Dr. Vanildo Luiz Zugno

 

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA E ESPIRITUALIDADE FRANCISCNA

Rua Tomas Edson, 212 – Bairro Santo Antônio – Porto Alegre RS

www.estef.edu.br     [email protected]    facebook.com/estef

Fone: 51-32 17 45 67     Whats: 51-991 07 26 40

Link para notícia no site Tua Rádio

Romaria de Caravaggio inicia neste sábado (23) de forma virtual

Organização do evento e prefeituras de Farroupilha e Caxias fazem apelo para que fiéis não façam a peregrinação até o Santuário

Pela primeira vez em 141 edições, a Romaria de Caravaggio não contará com a tradicional peregrinação de fiéis rumo ao Santuário, em Farroupilha. Devido à pandemia do novo coronavírus, a programação que inicia neste sábado (23) e segue até terça-feira, dia 26 de maio, será totalmente virtual. A medida busca evitar aglomerações, bem como a disseminação da doença.

A organização da Romaria, as prefeituras de Farroupilha e Caxias do Sul fazem apelo para que os devotos não façam o trajeto até o templo, pois não haverá nenhuma estrutura montada para atender os peregrinos. As imediações do Santuário também estarão bloqueadas para impedir a aglomeração de fiéis. Ainda haverá barreiras ao longo do caminho implantadas pelas forças de segurança dos dois municípios. 

Para manter viva a fé em Nossa Senhora de Caravaggio, a 141ª Romaria será transmitida em plataformas digitais do Santuário, bem como pela imprensa local. A Tua Rádio São Francisco transmitirá a Missa Campal, às 10h30, no dia 26 de maio (terça-feira).

Todas as medidas de restrição são justamente uma forma de manter a segurança de todos os envolvidos no evento e estão em sintonia com o lema deste ano: “Ó Maria, mãe compassiva, ajudai-nos a cuidar o dom da vida”. Para mais informações acesse caravaggio.org.br.

AS TRANSMISSÕES:

:: SÁBADO, 23 DE MAIO E TERÇA, 26 DE MAIO

Missas às 8h, às 10h30min e 17h. Às 14h, haverá récita do terço e às 15h, Oração Mariana;

:: DOMINGO, 24 DE MAIO

Missas às 8h, às 11h e às 17h. Às 14h, haverá récita do terço e às 15h, Oração Mariana;

COMO ACOMPANHAR:

:: A transmissão deve ocorrer pela Rádio Miriam, Rádio Mãe de Deus, Facebook, YouTube, WebRádio (site) e Instagram do Santuário de Caravaggio;

:: A equipe estimula que devotos compartilhem fotos de edições anteriores – ou que mostrem como a família está acompanhando o Santuário neste momento de pandemia – ao usar a hashtag #caravaggio2020

:: Fiéis que haviam feito promessa em rumar até o Santuário de Caravaggio neste ano são convidados a cumprir a promessa doando alimentos para entidades que destinam doações aos pobres.

Link para notícia no site Tua Rádio