Presidente da Acergs avalia 2020 e traça metas para este ano

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O presidente da Acergs – Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul, Roges Pagnussat, faz uma avaliação de 2020 para o setor do agronegócio. Segundo ele, o ano foi positivo considerando o posicionamento que o país ocupa enquanto produtor de alimentos. Nem mesmo os efeitos da estiagem que atingiu o estado no início do ano passado, foram suficientes, segundo ele, para desacelerar o setor. Os grãos, por exemplo, vêm de séries históricas de valorização e não há tendência de queda nos preços, neste momento. Por isso, afirma o presidente, a orientação é para que o produtor aposte nas lavouras tanto de verão, quanto de inverno.

Como meta para o ano que está começando, Pagnussat defende a necessidade de investimentos exatamente no gargalo da armazenagem, seja através do investimento das empresas instaladas ou do aporte político, mediante políticas públicas. Neste sentido, ele diz entender mas, mesmo assim, lamenta a retirada de cerca de R$ 200 milhões que estavam previstos para o segmento, dentro do Programa de Crédito Rural. Os recursos foram remanejados, assim como aconteceu com outros setores, para a área da saúde.

Apesar disso, o gestor garante que não se pode desanimar. “Acreditamos muito que as coisas vão normalizar a partir deste 2021 e que o governo vai poder olhar de novo para os cerealistas e investir em armazenagem. Não é só construir silos ou armazéns, é oferecer segurança alimentar. Investir em armazenagem significa a possibilidade de cumprir contratos, o que é fundamental para movimentar toda uma região”, defende o gestor.

A entrevista na íntegra está disponível no quadro de podcast.

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