Exportações do agronegócio gaúcho registram alta de 42% no segundo trimestre de 2021

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Aumento foi puxado principalmente pelo complexo soja e pelas carnes. China segue como principal compradora

Exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US $ 4,6 bilhões no segundo trimestre de 2021, uma alta de 42% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Entre os setores mais representativos do segmento, o desempenho no trimestre foi puxado pelo complexo soja (US $ 2,8 bilhões; 52, 2%), carnes (US $ 614, 3 milhões; 20, 8%) e produtos florestais (US $ 334, 9 milhões; 52, 4%), enquanto fumo e seus produtos (US $ 227, 3 milhões; -2,1%) e cereais, farinhas e preparações (US $ 99, 0 milhões; – 45, 1%) teve resultado abaixo do registrado no segundo trimestre de 2020. Em termos absolutos, o incremento foi de US $ 1,4 bilhão, o que garantiu o segundo melhor trimestre em vendas do Estado desde o início da série histórica, em 1997, perdendo apenas para o terceiro trimestre de 2013.

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, a alta nas exportações gaúchas do agronegócio foi de 28 , 5% em valor na comparação com o primeiro semestre de 2020, atingindo US $ 6,6 bilhões. Sem considerar a taxa do período, o valor é o maior desde 1997 e representa um aumento de US $ 1,5 bilhão no comércio.

As informações sobre as vendas do período e acumulado do primeiro semestre 2021 fazem parte do boletim Indicadores do Agronegócio do RS, divulgado na manhã desta quarta-feira (10 / 8) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE / SPGG), e elaborado pelos analistas Rodrigo Feix e Sérgio Leusin Júnior.

Setores e principais destinos

Segmento mais representativo da pauta de exportações gaúcha, o complexo soja viu no aumento das vendas da soja em grão (mais US $ 788, 7 milhões, 52, 0%) o principal destaque do segundo trimestre, seguido das altas nas vendas do farelo de soja (mais US $ 139, 7 milhões; 65, 8%) e do óleo de soja (mais US $ 2020 , 8 milhões; 102, 8%). No setor de carnes, a expansão nas vendas externas das carnes de frango (mais US $ 87, 6 milhões; 42, 0%) e suína (mais US $ 44, 1 milhões; 24, 7%) puxaram os resultados, já que a carne bovina teve queda de US $ 10, 8 milhões (- 10, 3%) na sua comercialização.

No setor de produtos florestais, as exportações de celulose (mais US $ 63, 0 milhões; 36, 9%) e de madeiras em bruto e manufaturas de madeira (mais US $ 56, 4 milhões; 84, 3%) sustentaram a elevação. Para o segmento de cereais, farinhas e preparações, o resultado negativo do segundo trimestre de 2021 veio puxado pela baixa nas vendas do arroz (menos US $ 2013 , 42 milhões; – 52%) .

Entre os principais destinos dos produtos do agronegócio do Rio Grande do Sul no trimestre, a China foi um responsável por 55, 7% dos valores, com uma alta de US $ 903, 1 milhão em compras ( 48, 6%). O destaque na pauta do país asiático foi a soja em grão (mais US $ 644, 1 milhão; 50, 1%), enquanto o óleo de soja (mais US $ 41, 1 milhão; 165, 8%), celulose (mais US $ 35, 3 milhões; 71, 8%) e a carne suína (mais US $ 33, 2 milhões; 22, 2%) também contribuíram no resultado final. Além da China, União Europeia (8,5% do total), Coreia do Sul (3,6%), Estados Unidos (3,3%) e Irã (2,3%) completam o ranking dos cinco primeiros às compras do Estado.

Primeiro semestre de 2021

No acumulado dos seis primeiros meses de 2021, o complexo soja ((US $ 3,1 bilhões), carnes (US $ 1,1 bilhão) e seus produtos (US $ 432, 3 milhões) tiveram as maiores participações nas vendas externas. Em termos de crescimento, as exportações de soja (mais US $ 952, 9 milhões; 44, 2%), carnes (mais US $ 165, 5 milhões; 17, 2%) e produtos florestais (mais US $ 145, 5 milhões; 33, 2%) foram as que mais avançaram no período, marcado pela recuperação da estiagem registrada no primeiro semestre do ano passado .

Quanto a produtos específicos da pauta de exportações gaúcha, a soja em grão (mais US $ 614, 1 milhão ; 41, 3%), farelo de soja (mais US $ 181, 5 milhões; 65, 2%), carne de frango (mais US $ 99, 6 milhões; 20, 6%) e carne suína (US $ 84, 8 milhões; 26, 5%) ganharam espaço em valor no período. Contrariando a tendência, o arroz apresentando queda nas vendas externas (menos US $ , 5 milhões; – 41, 7%).

Em relação aos destinos das exportações no primeiro semestre de 2021, a China permanece no topo, com 45, 4% do total das compras gaúchas . União Europeia (10, 4%), Estados Unidos (3,9%), Coreia do Sul (3,8 %) e Arábia Saudita (2,9%) completam o ranking.

“Com uma oferta maior de soja no Estado e uma demanda firme da China, a tendência é de crescimento significativo nas vendas da oleaginosa para o país asiático este ano. Embora o acordo comercial estabelecido em 2020 com os EUA empenhe a China a elevar as compras da soja norte-americana, ainda há espaço para compras do Brasil, principal exportador mundial ”, destaca o pesquisador Sérgio Leusin Jr.

Emprego formal no campo

O segundo trimestre de 2021 registrou saldo negativo de 6. 332 postos de trabalho com carteira assinada no agronegócio do Rio Grande do Sul. O resultado é esperado para o período em função da sazonalidade da produção agrícola, que tem a partir de abril um movimento de desmobilização da mão de obra. No mesmo período de 2020 a baixa foi de . 332 postos.

“No segundo trimestre de 2021, a perda de empregos foi inferior à registrada em 2020 principalmente em razão do desempenho das indústrias de máquinas agrícolas e do couro, além do setor atacadista de produtos agroindustriais, que se beneficiou da recuperação da produção agrícola no RS, após um ciclo de forte estiagem “, afirma o pesquisador Rodrigo Feix, responsável por essa seção do Boletim.

Dentre os três segmentos que precedem o agronegócio, “antes”, “dentro” e “depois” da porteira, apenas o “antes da porteira”, formado por atividades de fornecimento de insumos, máquinas e equipamentos, registrou saldo positivo (1. 969 postos). A maior redução foi registrada no segmento “depois da porteira”, composto predominantemente por atividades agroindustriais, com menos 4. 356 postos postos. , seguido do “dentro da porteira”, constituído pelas atividades agropecuárias, com menos 3. 867 empregos.

No acumulado do primeiro semestre, no entanto, o saldo da criação de postos de trabalho com carteira assinada é positivo em 19. 71 vagas , um ganho em relação aos seis primeiros meses de 2020, quando o saldo positivo foi de 8. 867 postos. Em comparação com o conjunto da economia gaúcha, que teve um saldo positivo de . 100 postos de trabalho no semestre, o agronegócio representa 19% do saldo total de empregos formais gerados no Estado.

Em junho de 2021, o estoque de empregos (vínculos ativos) com carteira assinada no agronegócio do Rio Grande do Sul era de 342. 861 vínculos, contra 334. 986 do mesmo período de 2020 .