Estado monitora ocorrência de esporos da ferrugem asiática da soja

Presbítero Dal Prá, que chefiava o escritório da Emater de Marau, é um dos coordenadores do estudo

Desde a safra passada, a Emater vem desenvolvendo um programa, em conjunto com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e em parceria com diversas instituições e instituições de ensino e pesquisa, para o monitoramento da ocorrência de esporos de ferrugem asiática da soja, causada por um fungo. O trabalho é feito nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, como estratégia para o manejo da doença .

O programa é coordenado pelo engenheiro agrônomo fiscal estadual agropecuário Ricardo Augusto Felicetti, pela doutora em fitopalogia, Andreia Mara Rotta de Oliveira, e pelo engenheiro agrônomo e extensionista rural, Ancião Dal Prá – que até o final do ano passado comandava o escritório da Emater de Marau. Da região, uma das instituições parceiras do monitoramento, é a Universidade de Passo Fundo.

Segundo Dal Prá, o programa visa auxiliar na tomada de decisão e contribuir com a racionalização no uso de fungicidas, na redução do impacto ambiental e do custo de produção das lavouras de soja. Além disso, explica ele, objetiva os dados obtidos no monitoramento de esporos com informações relativas às condições meteorológicas (integração pluvial, temperatura e molhamento foliar), que podem ser utilizados para a escolha da melhor estratégia de manejo da ferrugem.

O programa é conduzido, nesta safra, por meio da instalação de coletores de esporos em 24 lavouras de soja de todo o Estado, georreferenciadas e caracterizadas como unidades de referência dos programas de Manejo Integrado de Pragas e Manejo Integrado de Doenças. Na safra passada, os coletores também instalados foram instalados em 24 lavouras, com o objetivo de realizar um estudo piloto de monitoramento da ocorrência de esporos nas regiões produtoras, como quais também serão de referência nesta safra.

“O coletor é constituído por uma pressa de ferro com base para correção no solo. Acoplado na pressa há um tubo alongado e cilíndrico de PVC. Neste, é inserido um suporte para instalação de uma lâmina de vidro para microscopia, na qual é colada fita adesiva dupla face, para capturar os esporos trazidos pelos ventos. A lâmina de cada coletor será substituída uma vez por semana pelos técnicos da Emater, acondicionadas e encaminhadas para os laboratórios das instituições que fazem parte do programa, para análise e determinação da presença de esporos ”, explica Dal Prá.

Com o objetivo de subsidiar os estudos epidemiológicos e o monitoramento do fungo, além da data de detecção, serão registrados os dados da localização georreferenciada, dados meteorológicos , cultivar, data da emergência, data da detecção dos primeiros uredosporos, data of first application de fungicidas para ferrugem, e número de dias de emergência até a primeira aplicação e número total de aplicação de fungicidas. Os resultados serão disponibilizados pelas instituições, através do site do programa, que estarão disponíveis em algumas semanas.