Demanda no PA 24H diminui quase 20% no último trimestre deste ano, em Caxias

Após a abertura da UPA Zona Norte, número médio de atendimentos diários caiu de 427 em 2016 para 350 atualmente

A demanda no Pronto Atendimento 24 Horas (PA 24H) reduziu 18% no último trimestre deste ano em comparação ao mesmo período de 2016. De 1º de outubro até a última quarta-feira (27/12), em média 350 pessoas foram assistidas diariamente no PA. De outubro a dezembro do ano passado, foram 427 pacientes a cada 24 horas.

A quantidade de usuários que receberam cuidados de emergência (classificação de risco de cor vermelha) também diminuiu significativamente, passando de 4,6 atendimentos por dia no último trimestre de 2016 para 1,6/dia no mesmo período deste ano. O mesmo ocorreu com os casos de urgência (classificação amarela), que passaram de 63 para 57, diariamente.

A secretária municipal da Saúde, Deysi Piovesan, credita a redução dos números à abertura da Unidade de Pronto Atendimento da Zona Norte (UPA Zona Norte). “Confrontamos os mesmos períodos, ou seja, com as mesmas condições de clima e outros fatores sazonais que impactam na saúde da população, e constatamos essa redução no número de pessoas atendidas no PA 24 horas”, compara. “São cerca de 80 pacientes a menos, todos os dias. A UPA vem cumprindo seu papel de ampliar a oferta de atendimentos de urgência e emergência e ajudar a reduzir a demanda do PA”, conclui a secretária.

Inaugurada há pouco mais de três meses, a UPA Zona Norte atende, em média, 192 pacientes por dia. Com a consolidação do serviço, a expectativa é que esse número ainda cresça. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vem esclarecendo aos usuários que eles podem procurar também a UPA em casos de urgência ou emergência. A unidade integra a rede municipal de serviços públicos de saúde e está aberta a toda população. A intenção é que, dessa forma, a UPA atinja a capacidade total de 10 mil atendimentos mensais.

Na semana passada, a UPA Zona Norte recebeu a habilitação do Ministério da Saúde (Portaria nº 3570). Com isso, o governo federal passa a destinar R$ 250 mil por mês para ajudar no custeio da unidade, que requer investimento mensal de R$ 1,8 milhão.

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